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Abrapa vê avanço em MP de dívidas rurais, mas cobra novas medidas

ResumoAbrapa considera positiva a Medida Provisória que renegocia dívidas rurais, mas cobra novas medidas estruturais para o setor algodoeiro. O presidente da entidade destacou avanços na MP, enquanto o governo promete anúncios adicionais para atender demandas específicas do segmento.

A Abrapa considera positiva a MP que renegocia dívidas rurais, mas alerta que faltam medidas estruturais para o setor algodoeiro. O presidente da entidade destacou avanços, enquanto o governo promete novos anúncios.

Tomás Wenzel
Abrapa vê avanço em MP de dívidas rurais, mas cobra novas medidas

Abrapa vê avanço em MP de dívidas rurais, mas cobra novas medidas — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Abrapa vê avanço em MP de dívidas rurais, mas cobra novas medidas

A Medida Provisória que renegocia dívidas rurais foi recebida com cautela pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A entidade reconhece avanços pontuais, mas pressiona por novas medidas para o setor. A MP, publicada em maio de 2026, oferece descontos e prazos para produtores endividados, mas a Abrapa alerta que ainda há lacunas a serem preenchidas.

O que a MP das dívidas rurais propõe?

A MP permite a renegociação de dívidas rurais com descontos de até 40% para pagamento à vista e parcelamento em até 120 meses para produtores que aderirem ao programa. O texto também prevê a redução de juros e a possibilidade de usar títulos do agronegócio como garantia. A Abrapa, no entanto, considera que o alcance é limitado para o setor algodoeiro, que enfrenta custos elevados e margens apertadas.

Abrapa destaca avanços, mas cobra novas medidas

O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, afirmou que a MP é um passo na direção certa, mas insuficiente. "A medida ajuda a aliviar o fluxo de caixa de curto prazo, mas não resolve problemas estruturais, como a falta de linhas de crédito específicas para o algodão", disse em nota. A entidade cobra a criação de um fundo garantidor para operações de crédito rural e a ampliação do Plano Safra para o setor.

Impacto no setor algodoeiro

O setor algodoeiro é um dos mais afetados pela crise de endividamento rural. Segundo a Abrapa, cerca de 30% dos produtores de algodão estão com dificuldades para honrar compromissos financeiros. A MP, embora positiva, não atende a todas as demandas, como a redução do custo do crédito e a simplificação burocrática para acesso aos benefícios.

Próximos passos: o que esperar?

A Abrapa espera que o governo anuncie novas medidas nas próximas semanas, incluindo a ampliação do prazo de adesão à MP e a criação de linhas de crédito subsidiadas. O Ministério da Agricultura já sinalizou que estuda ajustes no Plano Safra para o ciclo 2026/2027, mas ainda não há data para divulgação. Enquanto isso, a entidade segue em negociação com o governo federal para garantir que o setor algodoeiro não fique de fora dos benefícios.

Perguntas Frequentes

Quem pode aderir à MP das dívidas rurais?

Produtores rurais pessoa física ou jurídica com dívidas contraídas até 31 de dezembro de 2025, desde que estejam em situação de inadimplência ou com dificuldades financeiras comprovadas.

Quais os descontos oferecidos pela MP?

Descontos de até 40% para pagamento à vista e parcelamento em até 120 meses, com redução de juros para 5% ao ano.

A Abrapa apoia a MP?

A Abrapa vê avanços, mas considera a medida insuficiente para o setor algodoeiro, cobrando novas ações do governo.

Quando a MP começa a valer?

A MP foi publicada em maio de 2026 e já está em vigor, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias para se tornar lei.

Como aderir à renegociação?

O produtor deve procurar a instituição financeira onde possui a dívida e solicitar a renegociação dentro dos prazos e condições estabelecidos pela MP.

Tomás Wenzel

Editoria Destaques

Tomás Wenzel cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.