# Agropecuária gera 22,9 mil empregos formais em junho, diz Caged

> O setor agropecuário brasileiro registrou saldo positivo de 22.898 empregos formais em junho de 2026, conforme o Novo Caged. Cana-de-açúcar liderou as contratações com 5.396 vagas. Região Sudeste concentrou 73% dos postos de trabalho gerados no período.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 29 de julho de 2026 · Dani Quaresma*

O setor agropecuário brasileiro abriu 22.898 vagas formais em junho de 2026, segundo o Novo Caged. Cana-de-açúcar lidera com 5.396 postos. Sudeste concentra 73% das contratações.

O setor agropecuário brasileiro abriu 22.898 vagas formais de trabalho em junho de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O número representa 114.801 admissões contra 91.903 desligamentos, com crescimento de 1,2% no estoque de empregos do setor.

Por trás do número redondo, o que chama atenção é a concentração regional: o Sudeste sozinho respondeu por 16.756 vagas, quase três quartos do total. Centro-Oeste (6.168) e Nordeste (3.203) completam o pódio. O Norte mal apareceu, com 306 postos. E a região Sul? Fechou 3.508 vagas. Traduzindo: o agro que emprega mora no eixo cana-café, não na pecuária extensiva do Sul.

Entre as culturas, quem mandou foi a cana-de-açúcar, com 5.396 novos postos. Atividades de apoio à agricultura abriram 4.950 vagas, e o café gerou 4.619 empregos formais. No acumulado de janeiro a junho, o saldo chega a 40.853 vagas, puxado pela cadeia do café (29.199), colheita e manejo intensivo explicam o fôlego.

O Ministério do Trabalho atribui o movimento à sazonalidade do calendário agrícola: culturas que entram em fases de colheita e manejo contratam mais. O café vive um momento de maior oferta global; a maçã, com 2.195 vagas no semestre, aparece nos tratos culturais de inverno.

Apesar do saldo positivo, entidades do setor avaliam que a sustentação do emprego depende de três variáveis: preços agrícolas, crédito rural e os efeitos do tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras. O governo cita juros elevados e menor ritmo da economia como pano de fundo.

Veredito: junho foi mês de colheita, literalmente. O emprego formal no agro existe, mas é sazonal, regional e vulnerável ao humor do comércio internacional.

## Perguntas Frequentes

### Quantos empregos a agropecuária gerou em junho de 2026?

Foram 22.898 vagas formais, segundo o Novo Caged, com 114.801 admissões e 91.903 desligamentos.

### Qual cultura mais contratou na agropecuária em junho?

O cultivo de cana-de-açúcar liderou, com 5.396 novas vagas.

### Qual região gerou mais empregos no agro em junho?

O Sudeste, com saldo de 16.756 vagas, seguido por Centro-Oeste (6.168) e Nordeste (3.203).

### Qual o saldo de empregos no agro no primeiro semestre de 2026?

O acumulado de janeiro a junho é de 40.853 vagas formais, com destaque para a cadeia do café (29.199).

### Por que a região Sul fechou postos no agro?

A região Sul registrou fechamento de 3.508 vagas em junho, segundo os dados do Caged, sem detalhamento por cultura.

### O que pode ameaçar o emprego no agro nos próximos meses?

Entidades do setor citam preços agrícolas, condições de crédito rural e os efeitos do tarifaço dos EUA sobre exportações.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/agropecuaria-gera-229-mil-empregos-formais-junho/
