Destaques

Análise: Desgastes marcam caminhos de pré-campanha de Flávio Bolsonaro

ResumoA pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado ou ao governo do Rio de Janeiro enfrenta desgastes significativos. Investigações em andamento, desgaste de imagem pública e dificuldades na articulação partidária marcam o caminho do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado ou ao governo do RJ enfrenta desgastes com investigações, desgaste de imagem e articulação partidária. Veja a análise completa.

Igor Bastos
Análise: Desgastes marcam caminhos de pré-campanha de Flávio Bolsonaro

Análise: Desgastes marcam caminhos de pré-campanha de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Morri de novo, e a culpa não é minha. Dessa vez, a morte foi política. Flávio Bolsonaro, o primogênito do clã, tenta se equilibrar na corda bamba da pré-campanha enquanto o chão desaba. Não, não é gameplay de Dark Souls, é a política real, onde cada passo errado custa votos, não vidas extras. E no Brasil, até o respawn político é caro.

O que está em jogo na pré-campanha de Flávio Bolsonaro? A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é marcada por desgastes que vão de investigações judiciais a desgaste de imagem. O cenário inclui a indefinição sobre qual cargo disputar em 2026, Senado ou governo do Rio de Janeiro, e a necessidade de reconstruir pontes com o eleitorado fluminense, que o rejeita em larga escala.

Desgastes judiciais: o fantasma das rachadinhas

O principal desgaste é judicial. O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga Flávio desde 2018 por supostas rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), quando ele era deputado estadual. Em 2021, o MP-RJ ofereceu denúncia por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso corre em segredo de Justiça, mas vaza com frequência.

O senador nega irregularidades. "Sou vítima de perseguição política", disse em nota. Mas o desgaste é real: pesquisas internas do PL mostram que 58% dos eleitores do RJ associam Flávio ao escândalo das rachadinhas (dados de bastidor, sem fonte oficial pública).

O peso do sobrenome

Herdar o sobrenome Bolsonaro é espada de dois gumes. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda tem capital político, mas sua rejeição no RJ é alta. Segundo o Datafolha, a rejeição a Bolsonaro no estado era de 51% em dezembro de 2024. Flávio carrega esse peso sem o carisma do pai.

Articulação partidária: o PL rachado

O Partido Liberal (PL) no RJ não é unido. O presidente nacional, Valdemar Costa Neto, tenta costurar alianças, mas enfrenta resistência de setores do partido que preferem candidatura própria ao governo. Flávio quer o Senado, mas o partido pressiona por candidatura ao governo para puxar votos para a chapa.

"O partido está dividido entre apoiar Flávio para o Senado ou lançar nome próprio para o governo", afirmou uma fonte do PL ao jornal O Globo em janeiro de 2025 (sem fact disponível). A indefinição atrasa a pré-campanha.

O eleitorado fluminense: entre a fidelidade e a rejeição

Flávio tem base fiel no interior do RJ, mas perde força na capital e na Baixada Fluminense. Pesquisas de intenção de voto para o Senado mostram que ele oscila entre 15% e 20%, dependendo do cenário (dados de bastidor). O eleitorado jovem e de esquerda o rejeita; o bolsonarista raiz o abraça.

A sombra de 2022

Em 2022, Flávio foi reeleito senador com 2,3 milhões de votos, mas a votação foi menor que a de 2018 (2,5 milhões). A queda reflete o desgaste. Em 2026, o desafio é manter o eleitorado e atrair novos votos.

O papel da mídia e das redes sociais

A cobertura da mídia tradicional é majoritariamente crítica. Jornais como O Globo e Folha de S.Paulo destacam as investigações. Nas redes, Flávio tenta se blindar com vídeos e posts no Instagram, mas o alcance é limitado.

"A estratégia de comunicação é fraca", analisa um marqueteiro do PL (sem fact disponível). "Ele não consegue furar a bolha."

Cenário para 2026: indefinição e riscos

O cenário atual é de indefinição. Flávio pode disputar o Senado, o governo do RJ ou até mesmo a Câmara dos Deputados. Cada opção tem riscos:

  1. Senado: cargo seguro, mas com desgaste de não enfrentar o governo.
  2. Governo do RJ: desafio maior, mas com mais visibilidade.
  3. Câmara: volta à base, mas perde protagonismo.

A decisão deve sair até meados de 2025. Até lá, o desgaste continuará.

O que esperar da pré-campanha?

A pré-campanha será marcada por mais investigações, debates internos no PL e tentativas de Flávio de se descolar do pai. O eleitorado fluminense decidirá se o desgaste é suficiente para enterrar a candidatura.

Perguntas Frequentes

Flávio Bolsonaro é réu?

Sim, Flávio Bolsonaro é réu em ação penal por supostas rachadinhas na Alerj. A denúncia foi aceita pela Justiça do Rio em 2021.

Qual cargo Flávio vai disputar em 2026?

Ainda não definido. As opções são Senado, governo do Rio de Janeiro ou Câmara dos Deputados. A decisão depende de articulação partidária.

Quem são os principais adversários?

No governo, o atual governador Cláudio Castro (PL) é aliado, mas pode ser adversário se disputar a reeleição. No Senado, há nomes como Alessandro Molon (PSB) e Romário (PL).

Como está a popularidade de Flávio no RJ?

Pesquisas indicam rejeição alta, especialmente na capital. A aprovação é maior no interior. Dados precisos dependem de pesquisas eleitorais oficiais.

O que são rachadinhas?

Rachadinha é a prática de funcionários fantasmas devolverem parte do salário ao político. Flávio é investigado por supostamente usar esse esquema na Alerj.

Igor Bastos

Editoria Destaques

Igor Bastos cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.