# Apex lançará plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados: análise

> A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) lançará plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados de destino das exportações brasileiras. A iniciativa busca reduzir dependência de parceiros tradicionais e abrir novas frentes comerciais, ampliando a competitividade internacional do país.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 17 de julho de 2026 · Igor Bastos*

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) lançará um plano de R$ 130 milhões para diversificar os mercados de destino das exportações brasileiras. A iniciativa visa reduzir a dependência de parceiros tradicionais e abrir novas frentes comerciais.

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) lançará um plano de R$ 130 milhões para diversificar os mercados de destino das exportações brasileiras. A iniciativa, anunciada em maio de 2026, visa reduzir a dependência de parceiros tradicionais e abrir novas frentes comerciais, especialmente na Ásia, África e Oriente Médio.

O plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados é a maior aposta da Apex em anos. Segundo a agência, o foco é ampliar a base de exportadores e reduzir riscos geopolíticos. A ideia não é substituir a China ou os EUA, mas criar alternativas reais para o exportador brasileiro.

## Por que a Apex precisa diversificar mercados?

O Brasil sempre dependeu de poucos parceiros comerciais. Em 2025, a China respondeu por cerca de 30% das exportações brasileiras, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. A União Europeia e os Estados Unidos completam o top 3. Essa concentração é um risco: qualquer crise bilateral ou sanitária pode derrubar a receita.

A Apex reconhece o problema. O plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados mira justamente essa fragilidade. A agência quer levar empresas brasileiras para feiras na Indonésia, Arábia Saudita, Quênia e Vietnã, entre outros.

## Como funciona o plano de R$ 130 milhões?

O plano está dividido em três eixos principais:

- Missões empresariais e rodadas de negócios: A Apex organizará viagens de delegações brasileiras para países-alvo. A estimativa é realizar 20 missões em 2026 e 2027.
- Estudos de mercado e inteligência comercial: A agência produzirá relatórios setoriais gratuitos para exportadores. Setores como agronegócio, máquinas, tecnologia da informação e saúde terão prioridade.
- Suporte para PMEs: Pequenas e médias empresas receberão consultoria personalizada para adequação de produtos, certificações e logística. A meta é atrair 500 novas empresas exportadoras.

Segundo a Apex, cada real investido no plano pode gerar até R$ 12 em exportações nos próximos três anos.

## Setores beneficiados pelo plano

O plano de R$ 130 milhões para diversificar mercados não é genérico. A Apex selecionou setores com potencial comprovado:

- Agronegócio: carnes, soja, café e frutas. O Oriente Médio é o foco, com demanda crescente por alimentos halal.
- Máquinas e equipamentos: Brasil já exporta para a América Latina, mas quer avançar na África.
- Tecnologia da informação: startups brasileiras de fintech e agtech têm boa recepção no Sudeste Asiático.
- Saúde: equipamentos hospitalares e fármacos genéricos são prioridade na África Subsaariana.

## O desafio da logística e da burocracia

Diversificar mercados não é só questão de vontade. O exportador brasileiro enfrenta gargalos reais. O custo logístico interno é alto: o frete rodoviário representa até 15% do valor do produto, segundo o Banco Central. Além disso, a burocracia alfandegária ainda é lenta em comparação com Chile e México.

A Apex prometeu integrar o plano com o programa Portal Único de Comércio Exterior, que reduz o tempo de liberação de cargas. A meta é cortar o prazo médio de 12 para 5 dias úteis.

## Como o plano se compara a iniciativas anteriores?

A Apex já teve planos de diversificação antes, mas nenhum com esse orçamento. Em 2023, a agência investiu R$ 40 milhões no programa "Exporta Mais Brasil", que beneficiou 200 empresas. O novo plano é 3,25 vezes maior.

O governo federal também lançou em 2025 o "Nova Indústria Brasil", com R$ 300 bilhões em crédito para a indústria. O plano da Apex é complementar: enquanto o Nova Indústria financia a produção, a Apex financia a venda externa.

## Críticas e riscos do plano

Especialistas apontam dois riscos. Primeiro, a concentração em países com instabilidade política, como Quênia e Paquistão. Segundo, a falta de infraestrutura logística em portos brasileiros. O Porto de Santos, responsável por 30% do comércio exterior, opera no limite da capacidade.

A Apex reconhece os riscos, mas afirma que o plano inclui seguro de crédito à exportação via Banco do Brasil e BNDES.

## Perguntas Frequentes

### Quanto a Apex vai investir no plano de diversificação?

R$ 130 milhões, anunciados em maio de 2026.

### Quais países são prioridade?

Indonésia, Arábia Saudita, Quênia, Vietnã, Índia e África do Sul.

### Pequenas empresas podem participar?

Sim. O plano prevê consultoria gratuita e participação em feiras internacionais com subsídio.

### O plano substitui a parceria com a China?

Não. A China continua sendo o maior parceiro. O objetivo é reduzir a dependência, não eliminar.

### Como se inscrever no plano?

Pelo site da Apex, a partir de julho de 2026. As inscrições são abertas para empresas de qualquer porte.

### Qual o prazo do plano?

Dois anos, com possibilidade de renovação por mais dois.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/apex-lancara-plano-r-130-milhoes-diversificar-mercados/
