Senta que lá vem história: o Brasil colocou uma carta na manga e não vai abrir mão dela. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta 5ª feira (23.jul.2026) que o governo brasileiro não abrirá mão da possibilidade de utilizar a Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. O instrumento aprovado pelo Congresso Nacional permite proteger a economia brasileira e os interesses dos setores produtivos afetados pela decisão norte-americana.
O governo brasileiro não abrirá mão de usar a Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às novas tarifas dos Estados Unidos. O instrumento, aprovado pelo Congresso, protege setores produtivos afetados. A prioridade é negociar, mas o governo pode aplicar mecanismos de reação se necessário.
A declaração do ministro
Márcio Elias Rosa deu a declaração após o anúncio de novas tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ele afirmou que o governo ainda priorizará a negociação para tentar retirar as medidas, mas manterá a possibilidade de aplicar mecanismos de reação caso seja necessário. A discussão é relevante porque setores exportadores podem enfrentar perda de competitividade em um dos principais mercados consumidores do Brasil.
Como funciona a Lei da Reciprocidade
De acordo com o ministro, a regulamentação da Lei da Reciprocidade Econômica permite que o governo avalie quais setores poderão ser incluídos ou excluídos de eventuais medidas de resposta. Ele disse que o comitê responsável pela aplicação do instrumento deverá definir a forma de utilização da legislação e o governo deve concluir essa regulamentação na próxima semana.
"Não podemos renunciar"
"O governo não pode renunciar à possibilidade de usar um instrumento de resposta", reiterou Márcio Elias Rosa. Segundo ele, abrir mão dessa ferramenta significaria reduzir a capacidade de defesa dos interesses brasileiros diante de decisões unilaterais tomadas por outros países.
O impacto nos setores produtivos
O ministro afirmou que a prioridade do governo é negociar a retirada das tarifas, classificadas por ele como injustas. Ele declarou que uma resposta comercial será avaliada conforme o andamento das tratativas e os impactos identificados nos setores atingidos.
Márcio Elias Rosa também disse que a média geral das exportações afetadas pode parecer menor quando analisada de forma agregada, mas o impacto para determinados segmentos pode ser integral. Segundo ele, setores específicos podem perder completamente o acesso competitivo ao mercado norte-americano caso as tarifas sejam mantidas.
Reuniões com associações
O ministro citou reuniões realizadas nesta semana com 23 associações e representantes de setores produtivos para avaliar os efeitos da decisão dos Estados Unidos. Segundo ele, a diversidade da pauta exportadora brasileira exige uma análise detalhada, já que segmentos como madeira dependem fortemente das vendas externas.
O que vem por aí
Márcio Elias Rosa declarou que o caminho inicial será a negociação diplomática para evitar a manutenção das tarifas. Caso as tratativas não avancem, afirmou que o governo poderá recorrer aos instrumentos previstos na legislação brasileira para defender os setores produtivos nacionais.
Perguntas Frequentes
O que é a Lei da Reciprocidade Econômica?
É um instrumento aprovado pelo Congresso Nacional que permite ao governo brasileiro proteger a economia e os setores produtivos afetados por decisões unilaterais de outros países.
Quem anunciou que o Brasil não abrirá mão da lei?
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, fez a declaração nesta 5ª feira (23.jul.2026).
Qual a prioridade do governo?
A prioridade é negociar a retirada das tarifas, consideradas injustas pelo governo. Mas o Brasil manterá a possibilidade de usar a lei como resposta.
Quais setores podem ser mais afetados?
Setores como o de madeira, que dependem fortemente das vendas externas, podem perder completamente o acesso competitivo ao mercado norte-americano.
Quando a regulamentação da lei será concluída?
O governo deve concluir a regulamentação na próxima semana, segundo o ministro.