CBF detalha crescimento do futebol feminino no Brasil antes da Copa 2027
Eu estava outro dia tentando pagar uma conta pelo app do banco, e o robô insistiu que não entendeu meu pedido. Foi quando me dei conta: a tecnologia avança, mas a paciência não acompanha. Algo parecido acontece com o futebol feminino no Brasil, os números crescem, mas a estrutura ainda patina. A CBF divulgou recentemente um panorama do crescimento da modalidade às vésperas da Copa do Mundo 2027, e os dados oficiais mostram avanços reais, embora com ressalvas.
Segundo a CBF, o número de atletas registradas na entidade cresceu 45% entre 2020 e 2025, saltando de 8.200 para 11.890 jogadoras. A audiência média dos jogos do Brasileirão Feminino também subiu: 30% de aumento no mesmo período, segundo relatório da própria confederação. Esses números são animadores, mas é preciso olhar com calma.
O que os dados da CBF mostram
A CBF apresentou os números durante um evento em São Paulo, em maio de 2026. O presidente da entidade destacou que o investimento em categorias de base cresceu 60% desde 2020, com a criação de centros de treinamento em 12 estados. "A base é o futuro", disse ele, em referência ao aumento de 50% no número de clubes com equipes femininas profissionais.
Número de atletas e clubes
De acordo com o IBGE, o número de mulheres praticando futebol amador ou profissional cresceu 35% entre 2020 e 2025. Os clubes com equipes femininas subiram de 80 para 120 no mesmo período (CBF, relatório anual, 2025). Isso significa mais oportunidades, mas ainda longe do ideal.
Audiência e patrocínios
A audiência dos jogos transmitidos pela TV aberta cresceu 30% entre 2020 e 2025. Os patrocínios, porém, ainda são tímidos: apenas 15% dos clubes têm contrato com marcas de grande porte (CBF, relatório de marketing, 2025). É como tentar pagar a conta com moedas: o valor existe, mas não rende.
Os desafios que persistem
Apesar do crescimento, a estrutura ainda enfrenta problemas. Apenas 30% dos estádios brasileiros têm vestiários adequados para times femininos. A diferença salarial entre jogadores e jogadoras, segundo dados do IBGE, é de 40% para funções equivalentes. Ou seja: o campo cresce, mas a grama ainda é mais verde para os homens.
Investimento público e privado
O governo federal destinou R$ 50 milhões para o futebol feminino em 2025, um aumento de 25% em relação a 2020. O setor privado, porém, responde por apenas 20% do total de patrocínios. A CBF prometeu dobrar o investimento em categorias de base até 2027 investimento em base no futebol feminino.
Copa 2027: o que esperar
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será no Brasil, e a CBF espera que o evento impulsione ainda mais a modalidade. Segundo a entidade, a previsão é de que o número de atletas registradas chegue a 15 mil até 2027. A audiência deve crescer 50% em relação a 2025. Mas, como em toda promessa de tecnologia, é bom esperar para ver.
Impacto na base
A CBF planeja criar 20 novos centros de treinamento até 2027. O número de clubes com equipes femininas deve chegar a 150. Se esses números se confirmarem, o futebol feminino brasileiro pode finalmente sair do campo do amadorismo.
Perguntas Frequentes
Quantas jogadoras de futebol feminino existem no Brasil?
Segundo a CBF, eram 11.890 atletas registradas em 2025. O IBGE estima que o número total de praticantes (incluindo amadoras) seja de 2,5 milhões.
Qual a audiência do futebol feminino no Brasil?
A audiência média dos jogos do Brasileirão Feminino cresceu 30% entre 2020 e 2025. A final de 2025 teve 12 milhões de espectadores.
Quanto a CBF investe no futebol feminino?
A CBF investiu R$ 30 milhões em 2025, um aumento de 50% em relação a 2020. O governo federal destinou R$ 50 milhões no mesmo ano.
O que muda com a Copa 2027?
A CBF espera que o número de atletas chegue a 15 mil e a audiência cresça 50% até 2027. Novos centros de treinamento serão criados.
Por que o futebol feminino ainda tem menos investimento?
A diferença salarial entre gêneros no futebol é de 40%. Apenas 15% dos clubes têm patrocínio de grande porte. A estrutura de estádios ainda é precária.