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Uma dose diária de álcool eleva risco de morte por câncer

ResumoO estudo sobre consumo de álcool e mortalidade por câncer, com dados de 33 anos nos EUA, revela que uma dose padrão diária eleva o risco de morte por múltiplos tipos de câncer. As mortes relacionadas ao álcool dobraram no período analisado. A entidade é o álcool, cujo mecanismo carcinogênico inclui dano ao DNA e inflamação crônica.

Uma dose padrão de álcool por dia já aumenta o risco de morte por vários tipos de câncer. Estudo com dados de 33 anos mostra que mortes relacionadas ao álcool dobraram nos EUA. Entenda os mecanismos e veja os números.

Babi Cordeiro
Uma dose diária de álcool eleva risco de morte por câncer

Uma dose diária de álcool eleva risco de morte por câncer — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Um novo estudo mostra que o álcool tem um papel maior nas mortes por câncer nos Estados Unidos do que se imaginava. Entre 1990 e 2023, o número anual de mortes por câncer ligadas ao álcool mais que dobrou, passando de 11.361 para 23.126, segundo dados do GBD (Estudo da Carga Global de Doenças). O trabalho foi publicado no periódico The Lancet Regional Health Americas.

E o que chama atenção: não precisa de muito. Cerca de uma dose padrão por dia, todos os dias, já aumenta o risco, afirmou o Dr. Chinmay Jani, primeiro autor do estudo. Nos EUA, uma dose padrão equivale a 355 ml de cerveja, 148 ml de vinho ou 44 ml de destilado com 40% de teor alcoólico.

O risco maior vale para cânceres de mama, próstata, cólon, reto, estômago, pâncreas e fígado, além de cabeça e pescoço. Entre adultos de 20 a 54 anos, o câncer colorretal foi a principal causa de morte por câncer atribuível ao álcool em homens, e a segunda em mulheres. Para elas, o câncer de mama liderou. "Embora a mortalidade geral por câncer tenha diminuído, a porcentagem de mortes atribuídas ao álcool dobrou em pessoas com 20 anos ou mais nos últimos 33 anos", disse Jani.

Como o álcool age no corpo? O Instituto Nacional do Câncer (NCI) explica: o álcool altera hormônios, como o estrogênio, ligado ao câncer de mama. O etanol é metabolizado em acetaldeído, um provável carcinógeno humano, que pode danificar o DNA. Também causa estresse oxidativo, inflamação e dificulta a absorção de nutrientes como vitaminas A, C, D e E.

Homens e adultos com 55 anos ou mais foram os mais afetados. Para mulheres de qualquer idade e homens mais jovens, o risco aparece com menos álcool. A mensagem dos pesquisadores é clara: reduzir o consumo ao mínimo possível é o melhor para a saúde.

Babi Cordeiro

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Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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