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Consumo de etanol lidera vendas de combustíveis no 2º semestre, projeta Argus

ResumoA Argus projeta que o consumo de etanol hidratado liderará as vendas de combustíveis no segundo semestre de 2024. O biocombustível deve crescer 17% em julho e 19% em agosto, impulsionado pela competitividade de preço e pela recuperação econômica. A gasolina C, por outro lado, tende a permanecer estável no período.

O consumo de etanol hidratado deve crescer 17% em julho e 19% em agosto, segundo a Argus, impulsionado pela competitividade do biocombustível e pela recuperação econômica. A gasolina C, por outro lado, tende a ficar estável.

Babi Cordeiro
Consumo de etanol lidera vendas de combustíveis no 2º semestre, projeta Argus

Consumo de etanol lidera vendas de combustíveis no 2º semestre, projeta Argus — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Consumo de etanol lidera vendas de combustíveis no 2º semestre, projeta Argus

O consumo de etanol hidratado deve crescer 17% em julho e 19% em agosto, segundo a Argus, com vendas de cerca de 1,7 bilhão de litros por mês. A gasolina C deve ficar estável, em 3,9 bilhões de litros. O diesel projeta queda de 1,4% em julho e alta de 3,8% em agosto.

Senta que lá vem história: o mercado de combustíveis no Brasil está de olho no segundo semestre, e os números da consultoria Argus, em parceria com as principais distribuidoras, mostram que o etanol vai roubar a cena. A gente já sabe que o bolso do brasileiro dita as regras, e com o etanol mais barato na bomba, a tendência é que a gente encha o tanque com biocombustível.

Etanol hidratado: o grande destaque do segundo semestre

A mediana das estimativas da Argus indica que o consumo conjunto de gasolina C e etanol hidratado (ciclo Otto) deve atingir cerca de 5,6 bilhões de litros tanto em julho quanto em agosto. Se a projeção se confirmar, o mercado registrará crescimento de 5,6% em julho e de 4,5% em agosto na comparação com os mesmos meses de 2025, segundo dados da ANP.

Mas o principal destaque, porém, é o etanol hidratado. A expectativa é que o consumo alcance aproximadamente 1,7 bilhão de litros em cada um dos dois meses, representando crescimento de 17% em julho e 19% em agosto sobre igual período do ano passado.

A explicação está na maior competitividade do biocombustível. Na semana iniciada em 5 de julho, a relação de preços entre etanol e gasolina ficou em 61,7%, abaixo dos 66,7% registrados no mesmo período de 2025, tornando o etanol mais vantajoso para o consumidor em boa parte do país.

Gasolina C: estabilidade e leve recuo

Já a gasolina C deverá manter consumo próximo de 3,9 bilhões de litros por mês, praticamente estável em julho e com leve recuo de 1% em agosto na comparação anual. Ou seja, enquanto o etanol dispara, a gasolina não sai do lugar.

Diesel: recuperação moderada no bimestre

No segmento do diesel, as perspectivas são mais moderadas. As distribuidoras projetam vendas de aproximadamente 6,3 bilhões de litros em julho e agosto. O volume representa uma queda de 1,4% em julho, mas uma recuperação de 3,8% em agosto, resultando em crescimento de 1,1% no acumulado do bimestre frente ao mesmo período do ano passado.

Com a mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel B, percentual em vigor desde agosto de 2025, a demanda pelo biocombustível deverá alcançar quase 1,9 bilhão de litros no bimestre, alta de 5% na comparação anual.

O que explica esse crescimento, segundo a Argus

Segundo Maria Albuquerque, responsável pela precificação de diesel na Argus, o bom desempenho reflete principalmente o aumento da renda, do emprego e da atividade econômica, fatores que sustentam uma maior demanda por combustíveis. A consultoria avalia que as projeções refletem expectativas positivas para a economia brasileira, considerando indicadores como crescimento do PIB, aumento da renda e o desempenho de setores com forte consumo de combustíveis, como transporte, logística e agronegócio.

Fator extra: mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina

As projeções, no entanto, ainda não consideram um fator que pode ampliar ainda mais a demanda por etanol: o aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou de 30% para 32% em decisão anunciada pelo governo federal em 14 de julho. A medida deverá elevar o consumo do biocombustível pelas distribuidoras nos próximos meses.

Para o setor sucroenergético, o cenário reforça a perspectiva de fortalecimento da demanda doméstica por etanol, que já vinha sendo favorecida pelos preços mais competitivos nas bombas e agora tende a ganhar um impulso adicional com o aumento da participação do biocombustível na gasolina.

tendências do mercado de combustíveis no Brasil como a mistura de etanol anidro impacta o preço na bomba

Perguntas Frequentes

O consumo de etanol vai realmente crescer no segundo semestre?

Sim. Segundo a Argus, o consumo de etanol hidratado deve crescer 17% em julho e 19% em agosto, com vendas de 1,7 bilhão de litros por mês.

Por que o etanol está mais competitivo que a gasolina?

Na semana de 5 de julho, a relação de preços entre etanol e gasolina ficou em 61,7%, abaixo dos 66,7% do mesmo período de 2025, tornando o etanol mais vantajoso.

A gasolina C vai cair de preço?

A gasolina C deve manter consumo próximo de 3,9 bilhões de litros por mês, com leve recuo de 1% em agosto na comparação anual.

O que mudou na mistura de etanol anidro na gasolina?

O governo federal anunciou em 14 de julho o aumento da mistura obrigatória de 30% para 32%, o que deve elevar o consumo do biocombustível pelas distribuidoras.

O diesel vai ter aumento de demanda?

As distribuidoras projetam vendas de 6,3 bilhões de litros em julho e agosto, com queda de 1,4% em julho e recuperação de 3,8% em agosto.

Babi Cordeiro

Editoria Destaques

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.