Coreia do Sul registra recorde de temperatura com onda de calor
Eu morri de novo, e a culpa não é minha. Dessa vez, nem foi em um jogo. Foi só olhar o termômetro da Coreia do Sul, que resolveu bater o próprio recorde de calor como quem bate um chefe final sem piedade. Nesta sexta-feira (31), o país registrou a temperatura mais alta desde o início das observações meteorológicas modernas, com os termômetros passando de 40°C pelo terceiro dia seguido em algumas regiões.
O recorde foi estabelecido na cidade de Yangsan, no sudeste, onde os termômetros marcaram 41,4°C às 13h40, no horário local, segundo a KMA (Administração Meteorológica da Coreia). Isso superou o recorde nacional anterior de 41,0°C, registrado em Hongcheon em agosto de 2018.
O que mudou com o novo recorde
Se você achava que o calor de 2018 era o limite, a Coreia do Sul veio para mostrar que não. A marca de 41,4°C em Yangsan não só quebrou o recorde anterior, como também foi alcançada em um contexto de calor extremo que afeta grande parte do país. A cidade teve temperaturas acima de 40°C por três dias consecutivos, o que não é só desconfortável, é um aviso.
A KMA emitiu um alerta de onda de calor de nível máximo para partes da província de Gyeongsang do Sul, incluindo Yangsan, enquanto avisos e alertas de calor continuam em vigor em grande parte da Coreia do Sul. Ou seja, o país inteiro está no modo "sobrevivência".
"Os registros de dados da KMA utilizando o sistema de observação ASOS começaram em 1973, e os 41,4 graus medidos em Yangsan representam a temperatura mais alta observada em nossos registros desde então", afirmou um porta-voz da agência.
Por que está tão quente?
A KMA informou que o calor extremo em todo o país foi causado pela influência simultânea dos sistemas de alta pressão do Pacífico Norte e do Tibete. Esses sistemas cobriram a Península Coreana como uma tampa, retendo o calor e permitindo a elevação das temperaturas em grande parte do território, ao mesmo tempo em que limitaram a formação de nuvens.
É como se o céu tivesse resolvido fazer um speedrun de calor, sem pausas para respirar. E, para completar, meteorologistas monitoram o tufão Dolphin, no Pacífico ocidental, cuja trajetória futura poderá influenciar as condições climáticas na Península Coreana na próxima semana, embora seu impacto sobre a atual onda de calor permaneça incerto.
O que esperar nos próximos dias
A onda de calor não dá sinais de trégua imediata, e o alerta máximo da KMA indica que a situação é séria. Para quem está no país, a recomendação é se hidratar e evitar exposição ao sol, como manda o protocolo. E, para quem está no Brasil, fica o consolo: pelo menos aqui, quando o calor aperta, a gente pode reclamar do preço do ar-condicionado, não do recorde histórico.
No fim, aceito a derrota com graça. O calor venceu, a Coreia do Sul venceu o próprio recorde, e eu fico aqui, torcendo para que o tufão Dolphin traga um alívio, mesmo que incerto. Porque, no Brasil, até o respawn é caro, mas no calor coreano, nem respawn existe.
Perguntas Frequentes
Qual foi a temperatura recorde registrada na Coreia do Sul?
A temperatura recorde foi de 41,4°C, registrada em Yangsan nesta sexta-feira (31), superando o recorde anterior de 41,0°C de 2018.
Quando começaram as observações meteorológicas modernas na Coreia do Sul?
Segundo a KMA, os registros de dados utilizando o sistema de observação ASOS começaram em 1973.
O que causou a onda de calor na Coreia do Sul?
A KMA informou que o calor extremo foi causado pela influência simultânea dos sistemas de alta pressão do Pacífico Norte e do Tibete, que cobriram a Península Coreana como uma tampa.
O tufão Dolphin vai afetar a onda de calor?
O impacto do tufão Dolphin sobre a atual onda de calor permanece incerto, mas sua trajetória futura poderá influenciar as condições climáticas na Península Coreana na próxima semana.