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Dólar sobe e fecha a R$ 5,084 com Brent acima de US$ 100 e tarifaço

ResumoO dólar comercial fechou em alta de 0,6% nesta quinta-feira (23.jul.2026), cotado a R$ 5,084. O movimento foi impulsionado pelo barril do Brent acima de US$ 100 e pelo tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros, gerando aversão ao risco global. O Ibovespa recuou 0,46%, aos 176.723 pontos.

O dólar comercial fechou em alta de 0,6% nesta quinta-feira (23.jul.2026), cotado a R$ 5,084. O Ibovespa recuou 0,46%, aos 176.723 pontos, em um dia de aversão ao risco global, com o barril do Brent superando US$ 100 e o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros no radar dos in

Tomás Wenzel
Dólar sobe e fecha a R$ 5,084 com Brent acima de US$ 100 e tarifaço

Dólar sobe e fecha a R$ 5,084 com Brent acima de US$ 100 e tarifaço — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (23.jul.2026) em alta de 0,6%, cotado a R$ 5,084. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,46%, aos 176.723,63 pontos. A sessão foi marcada por aversão ao risco no mercado global, com o barril do Brent superando US$ 100 pela primeira vez desde o fim de maio e o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros pressionando os investidores.

Dólar sobe e fecha a R$ 5,084 com Brent acima de US$ 100 e tarifaço: entenda o que movimentou o mercado nesta quinta-feira (23.jul.2026).

Cotação do dólar hoje: abertura, mínima e máxima

O dólar comercial abriu o pregão a R$ 5,0544, atingiu a mínima de R$ 5,0482 e a máxima de R$ 5,0970 ao longo da sessão. O fechamento em R$ 5,084 representa uma alta de 0,6% em relação ao dia anterior. Segundo o Banco Central, o dólar PTAX de venda em 23/07/2026 foi R$ 5,0807.

A moeda norte-americana acumula oscilações nos últimos dias: em 22/07/2026, a PTAX foi R$ 5,0638; em 21/07/2026, R$ 5,0780; e em 20/07/2026, R$ 5,0894. Na semana anterior, em 17/07/2026, o dólar estava em R$ 5,1176, o que mostra que a moeda ainda opera abaixo do pico recente.

Ibovespa recua com aversão ao risco

O Ibovespa encerrou o dia aos 176.723,63 pontos, com queda de 0,46%. O índice abriu aos 177.545,95 pontos, chegou à máxima de 177.895,77 pontos e recuou até a mínima de 176.293,25 pontos. A combinação de tensão geopolítica e incertezas comerciais levou investidores a reduzir a exposição a ativos de maior risco, aumentando a procura pela moeda norte-americana, tradicionalmente vista como um ativo seguro.

Brent acima de US$ 100: o que está por trás?

O barril do Brent voltou a superar os US$ 100 durante a tarde pela 1ª vez desde o fim de maio. A alta foi impulsionada pela escalada das tensões entre EUA e Irã e pelo temor de interrupções na oferta global da commodity. Para quem acompanha o mercado de perto, o petróleo mais caro costuma pressionar custos de transporte e insumos, o que pode se refletir na inflação doméstica em algumas semanas.

Tarifaço dos EUA e o programa Brasil Soberano

No cenário doméstico, investidores acompanharam os desdobramentos do tarifaço anunciado pelos EUA sobre produtos brasileiros. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou a 3ª etapa do programa Brasil Soberano, voltada ao apoio de setores afetados pelas novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

O mercado avalia os efeitos da disputa comercial sobre a atividade econômica, o fluxo de comércio e o desempenho de companhias brasileiras. A incerteza em relação às negociações entre os 2 países contribuiu para manter os investidores em posição mais defensiva.

Como o dólar mais caro afeta seu bolso

Com o dólar em R$ 5,084, produtos importados tendem a ficar mais caros, desde eletrônicos até insumos industriais. Quem planeja viagem internacional também sente o impacto na cotação. Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar, já que seus produtos ficam mais competitivos no exterior.

Para quem tem dívidas em moeda estrangeira, o momento pede cautela. A volatilidade recente, com o dólar oscilando entre R$ 5,04 e R$ 5,12 nos últimos dias, mostra que o mercado ainda digere as notícias geopolíticas e comerciais.

Perspectivas para os próximos dias

A combinação de Brent acima de US$ 100, tarifaço dos EUA e tensões no Oriente Médio deve manter o mercado em alerta. O governo brasileiro, com o programa Brasil Soberano, tenta mitigar os efeitos sobre setores específicos, mas a incerteza sobre as negociações bilaterais continua pesando.

Investidores devem ficar de olho nos próximos desdobramentos da política comercial americana e nos preços do petróleo, que podem ditar o humor do mercado nas próximas semanas.

Perguntas Frequentes

Por que o dólar subiu hoje?

O dólar subiu 0,6% nesta quinta-feira (23.jul.2026) devido à aversão ao risco global, com o barril do Brent superando US$ 100 e o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros gerando incertezas no mercado.

Qual foi a cotação máxima do dólar hoje?

A máxima do dólar comercial nesta quinta-feira foi de R$ 5,0970, segundo a fonte consultada.

O que é o programa Brasil Soberano?

O programa Brasil Soberano é uma iniciativa do governo federal, lançada em etapas, para apoiar setores afetados por tarifas comerciais impostas pelos EUA. A 3ª etapa foi anunciada nesta quinta-feira.

Como o Brent acima de US$ 100 afeta o Brasil?

O petróleo mais caro pressiona custos de transporte e insumos, o que pode elevar a inflação. Além disso, impacta as contas externas do país, já que o Brasil importa derivados de petróleo.

O dólar deve continuar subindo?

Não é possível afirmar com certeza. O mercado segue atento às tensões geopolíticas e às negociações comerciais entre Brasil e EUA, que devem continuar gerando volatilidade nos próximos dias.

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Tomás Wenzel

Editoria Destaques

Tomás Wenzel cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.