Entenda a proposta do setor de máquinas para conter impacto do tarifaço
A Abimaq apresentou ao governo Lula um pacote de medidas para reduzir os efeitos da tarifa de 25% imposta pelos EUA. As propostas incluem crédito, incentivos às exportações e mudanças no programa Brasil Soberano. A entidade rejeita retaliação comercial e defende diversificar destinos como Canadá, Emirados Árabes Unidos e Japão.
"Viemos trazer propostas para reeditar aquilo que fez com que as nossas exportações aumentassem e trazer mais propostas para aumentar a competitividade do setor", disse José Velloso, presidente-executivo da Abimaq.
O pacote de medidas apresentado ao governo
A Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) apresentou ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) um pacote de medidas para reduzir os efeitos da tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. As propostas incluem crédito, incentivos às exportações e mudanças no programa Brasil Soberano.
O presidente-executivo da entidade, José Velloso, afirmou que as medidas foram apresentadas ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, durante reunião realizada nesta 3ª feira (21.jul.2026).
Segundo Velloso, o pacote foi dividido em 2 frentes. A 1ª busca reduzir o chamado custo Brasil e ampliar a competitividade das empresas. A 2ª propõe ajustes no programa Brasil Soberano, criado pelo governo para apoiar setores afetados pelas tarifas norte-americanas.
O que a Abimaq quer com as propostas
Segundo Velloso, as medidas buscam retomar iniciativas que ajudaram a ampliar as exportações do setor. A entidade também defende regras mais amplas no programa Brasil Soberano para permitir o acesso de um número maior de empresas.
A Abimaq também defende a diversificação dos destinos das exportações. Canadá, Emirados Árabes Unidos e Japão estão entre os mercados considerados prioritários pelo setor para reduzir a dependência das vendas aos Estados Unidos.
Posição contrária à retaliação comercial
A entidade se posicionou contra uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas norte-americanas. Segundo Velloso, esse entendimento é compartilhado por grande parte do empresariado brasileiro, que avalia que uma retaliação comercial não resolveria o impasse e poderia prejudicar as relações econômicas entre os 2 países.
O que o governo avalia
O governo analisa as propostas antes da entrada em vigor da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Executivo poderá editar uma MP (medida provisória) para reduzir os efeitos das tarifas e preservar a atividade econômica.
Perguntas Frequentes
O que é a Abimaq?
A Abimaq é a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que representa o setor de máquinas no Brasil.
Quem apresentou as propostas ao governo?
O presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, apresentou as medidas ao vice-presidente Geraldo Alckmin.
O que o pacote de medidas inclui?
Crédito, incentivos às exportações e mudanças no programa Brasil Soberano.
A Abimaq apoia retaliação comercial?
Não. A entidade se posicionou contra a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas.
Quais mercados são prioritários para o setor?
Canadá, Emirados Árabes Unidos e Japão estão entre os destinos considerados prioritários para reduzir a dependência dos EUA.
O governo já decidiu sobre as propostas?
O governo analisa as propostas. O ministro interino da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que poderá editar uma MP para reduzir os efeitos das tarifas.