# Enviado de Trump chega a Belarus para negociar libertação de prisioneiros

> John Coale, enviado de Donald Trump, chegou a Minsk em 15 de abril para retomar negociações com Aleksandr Lukashenko sobre a libertação de prisioneiros políticos em Belarus. As conversas estavam paralisadas há seis meses. A visita sinaliza reengajamento direto entre Washington e Minsk em tema humanitário sensível.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 15 de setembro de 2026 · Babi Cordeiro*

John Coale, enviado de Donald Trump, chegou a Minsk nesta terça (15) para retomar negociações com Aleksandr Lukashenko sobre a libertação de prisioneiros políticos em Belarus, após seis meses de pausa nas conversas.

John Coale, enviado dos Estados Unidos encarregado pelo presidente Donald Trump de negociar a libertação de presos políticos em Belarus, chegou a Minsk nesta terça-feira (15) para as primeiras conversas em seis meses com o presidente do país, Aleksandr Lukashenko.

O grupo de direitos humanos Viasna afirma que Belarus ainda mantém mais de 900 presos políticos. Lukashenko rejeita a classificação e trata as pessoas em questão como infratores da lei e "bandidos".

Coale iniciou as negociações no ano passado com Lukashenko, aliado próximo do presidente russo Vladimir Putin, e conseguiu a libertação de centenas de prisioneiros em troca do alívio das sanções americanas contra Belarus.

A oposição bielorrussa exilada saúda a diplomacia de Coale como intervenção humanitária vital, mas afirma que Lukashenko prende novos prisioneiros no lugar dos que saem.

"É essencialmente uma troca pura e simples. Está ocorrendo uma negociação, reféns por uma mudança nas sanções, mas isso não altera a natureza fundamental do regime bielorrusso", disse à Reuters na semana passada o ativista de direitos humanos Ales Bialiatski, libertado da prisão no ano passado e deportado.

"Embora eu esteja feliz por estar livre... a máquina da repressão continua funcionando. Toda semana vemos novos presos políticos e novos métodos de repressão", afirmou.

Especialistas da ONU afirmaram nesta terça-feira (15) que encontraram violações "sistemáticas" das obrigações internacionais de direitos humanos em todas as etapas do processo judicial em Belarus, da prisão à detenção, condenação e supervisão após a libertação.

Eles citaram prisões arbitrárias, tortura, negação de garantias legais, julgamentos fechados e assédio contínuo a ex-detidos.

A missão de Belarus junto ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

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