EPR vence leilão da rodovia Régis Bittencourt: o que muda para quem viaja entre SP e Curitiba
O Grupo EPR (Empresa de Participações em Rodovias) venceu o leilão do novo contrato de concessão da Autopista Régis Bittencourt, trecho de 383 quilômetros da BR-116 que liga São Paulo (SP) a Curitiba (PR). O certame foi realizado nesta 5ª feira (23.jul.2026) pelo Ministério dos Transportes e pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), na B3, em São Paulo.
O Grupo EPR venceu o leilão da Autopista Régis Bittencourt, trecho de 383 km da BR-116 entre SP e Curitiba. A proposta ofereceu desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio, atualmente em R$ 4,30. O contrato prevê R$ 7,07 bilhões em investimentos e R$ 4,1 bilhões em custos operacionais ao longo de 15 anos.
Quanto vai custar o pedágio na Régis Bittencourt com a EPR?
A concessionária apresentou proposta com desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio. O critério para definir a vencedora era o maior percentual de redução da tarifa, atualmente em R$ 4,30 nos 6 pórticos da rodovia. Também participaram da disputa a Motiva e a Arteris, atual operadora do trecho.
A proposta da EPR superou a da Motiva, que ofereceu desconto de 12,10% sobre a tarifa de pedágio. A Arteris apresentou proposta simbólica de 0,01%, percentual mínimo exigido nesse tipo de licitação.
Quais obras estão previstas para a BR-116?
O novo contrato estabelece R$ 7,07 bilhões em investimentos e R$ 4,1 bilhões em custos operacionais ao longo de 15 anos de concessão. Estão previstas a construção de quase 70 quilômetros de faixas adicionais, 32 quilômetros de vias marginais, 2 túneis, 18 passarelas e melhorias nos trechos de serra e nos pontos com maior volume de congestionamentos.
Por que a Arteris perdeu a concessão?
O leilão não prevê uma nova concessão, mas a reestruturação do contrato de gestão da rodovia, atualmente administrado pela Arteris. O vínculo era válido até 2033, mas a concessionária solicitou reajustes no cronograma de investimentos e metas, o que levou o governo a convocar um novo leilão.
A Arteris participou das negociações que levaram à decisão de repactuação do contrato e concordou em abrir mão do ativo para que o trecho pudesse ir a leilão, segundo o diretor-geral da ANTT, Guilherme-Theo Sampaio.
"O trabalho feito na mesa de negociação permitiu termos o êxito desse projeto. O grupo controlador [Arteris] se encontra satisfeito", disse Sampaio após o leilão. De acordo com o diretor, o empreendimento que agora será controlado pela EPR era um dos 5 "contratos estressados" de rodovias sob a administração do governo e da agência.
Quanto tempo dura a nova concessão e qual o valor da outorga?
A concessão será válida até 2041. A nova operadora será responsável pelos serviços de recuperação, conservação, manutenção, monitoramento e operação da rodovia. O valor fixo de outorga será de R$ 120 milhões.
Qual a importância da Régis Bittencourt para a economia?
A Régis Bittencourt liga os Estados de São Paulo e do Paraná e integra o 3º maior corredor logístico do país. O trecho passa por 16 cidades e é estratégico para o transporte de cargas e o escoamento da produção agrícola e industrial das regiões Sul e Sudeste.
Como foi o processo de reestruturação do contrato?
O processo de reestruturação do contrato passou por análise do TCU (Tribunal de Contas da União) e teve a participação do Ministério dos Transportes, da ANTT, da estatal Infra S.A e da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil.
Qual é o calendário de leilões de rodovias em 2026?
A otimização da concessão da Régis Bittencourt é o 3º ativo do governo que vai a mercado em 2026. Além do trecho, Rotas Gerais (MG) e Rota dos Sertões (PE/BA) já haviam sido leiloadas por Ministério dos Transportes e ANTT no 1º semestre. Para atingir a meta de 14 leilões rodoviários pelo ano, projetada pelo ministro George Santoro (Transportes), o governo precisará ofertar pelo menos mais 10 rodovias até o final de dezembro.
Até o momento, só há um leilão com data marcada: a disputa do novo contrato da BR-163, trecho entre Mato Grosso e Pará, que teve o edital publicado pela ANTT na 3ª feira (21.jul). O certame está previsto para 12 de novembro.
Perguntas Frequentes
Quem é o Grupo EPR que venceu o leilão?
O Grupo EPR (Empresa de Participações em Rodovias) foi o vencedor do leilão da Autopista Régis Bittencourt, com proposta de desconto de 22,53% sobre a tarifa de pedágio.
Quando a EPR começa a operar a Régis Bittencourt?
A concessão será válida até 2041, mas a fonte não especifica a data exata de início da operação pela EPR.
O pedágio vai diminuir na Régis Bittencourt?
Sim. A EPR ofereceu desconto de 22,53% sobre a tarifa básica de pedágio, atualmente em R$ 4,30 nos 6 pórticos da rodovia.
Quais rodovias ainda serão leiloadas em 2026?
O governo prevê pelo menos mais 10 leilões rodoviários em 2026, com a BR-163 (trecho MT-PA) já com data marcada para 12 de novembro.
Por que a Arteris não continuou com a concessão?
A Arteris solicitou reajustes no cronograma de investimentos e metas, o que levou o governo a convocar um novo leilão. A empresa concordou em abrir mão do ativo, segundo a ANTT.
Quanto será investido na Régis Bittencourt?
O novo contrato prevê R$ 7,07 bilhões em investimentos e R$ 4,1 bilhões em custos operacionais ao longo de 15 anos.
