# EUA indicam ao governo Lula que vão aplicar tarifa de 25%: entenda

> Governo dos Estados Unidos indicou ao governo Lula a intenção de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, ainda em negociação, pode impactar exportações de aço e alumínio. Brasil reage com cautela e busca diálogo para evitar sanções comerciais.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 15 de julho de 2026 · Sol Henriques*

Os EUA indicaram ao governo Lula a intenção de aplicar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida, que ainda depende de negociações, pode impactar exportações de aço e alumínio. Entenda o que se sabe até agora e como o Brasil reage.

## EUA indicam ao governo Lula tarifa de 25% sobre aço e alumínio

Os Estados Unidos indicaram ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretendem aplicar uma tarifa de 25% sobre a importação de aço e alumínio brasileiros. A informação, confirmada por fontes do Itamaraty, foi recebida com cautela em Brasília. A medida ainda está em fase de consulta e pode ser renegociada, mas já acendeu alerta no setor exportador.

Os Estados Unidos indicaram ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pretendem aplicar uma tarifa de 25% sobre a importação de aço e alumínio brasileiros. A informação foi confirmada por fontes do Itamaraty. A medida ainda está em fase de consulta e pode ser renegociada. O Brasil busca alternativas para evitar o impacto nas exportações.

### O que diz o governo dos EUA

Segundo comunicado oficial do Departamento de Comércio dos EUA, a tarifa de 25% seria aplicada com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que permite restrições por motivos de segurança nacional. A justificativa apresentada é a necessidade de proteger a indústria siderúrgica americana da concorrência internacional.

O governo americano alega que a capacidade ociosa global de aço representa risco à segurança nacional. Dados do World Steel Association indicam que o Brasil é o nono maior produtor mundial de aço bruto, com cerca de 35 milhões de toneladas anuais.

### Reação do governo Lula e do Itamaraty

O Itamaraty confirmou que recebeu a sinalização dos EUA e que está avaliando as implicações. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que "o Brasil buscará todos os canais de diálogo para defender os interesses dos exportadores brasileiros e evitar medidas unilaterais que prejudiquem o comércio bilateral".

Fontes do governo indicam que a equipe econômica já prepara um plano de contingência. A medida afeta diretamente setores como o de aço, alumínio e seus derivados, que somaram exportações de US$ 5,2 bilhões para os EUA em 2025, segundo dados do Ministério da Economia.

### Impacto nas exportações brasileiras

A tarifa de 25% pode encarecer significativamente os produtos brasileiros no mercado americano. Para se ter ideia, em 2024, o Brasil exportou para os EUA US$ 2,8 bilhões em aço e US$ 1,4 bilhão em alumínio (Ministério da Economia, balança comercial 2024).

O setor siderúrgico brasileiro, que já opera com margens apertadas, pode perder competitividade. Empresas como Gerdau e Usiminas, que têm forte presença no mercado americano, podem ser as mais afetadas.

### O que pode mudar com a negociação

Ainda há espaço para negociação. O Brasil tem histórico de acordos comerciais com os EUA, como a cota de aço livre de tarifa negociada em 2018, durante o governo Trump. Na ocasião, o Brasil conseguiu uma cota de 3,5 milhões de toneladas, o que evitou o impacto total da tarifa.

O Itamaraty já sinalizou que pode oferecer concessões em outras áreas, como compras de gás natural liquefeito americano, para tentar reduzir a tarifa. A expectativa é que uma comitiva brasileira vá a Washington nas próximas semanas.

### Histórico de tarifas entre Brasil e EUA

A relação comercial entre Brasil e EUA já passou por tensões semelhantes. Em 2018, os EUA impuseram tarifa de 25% sobre aço e 10% sobre alumínio, mas o Brasil conseguiu uma cota de isenção. Agora, com a volta de Trump ao poder, a retórica protecionista se intensificou.

Segundo o Banco Central, a balança comercial brasileira com os EUA é superavitária para o Brasil, com saldo de US$ 8,7 bilhões em 2025. Isso pode ser usado como argumento nas negociações.

### Próximos passos

O governo brasileiro deve apresentar uma contraproposta formal nos próximos 30 dias. Enquanto isso, as exportações seguem sob risco. A decisão final dos EUA deve sair até o fim do segundo trimestre de 2026.

Para quem exporta para os EUA, a recomendação é diversificar mercados e buscar alternativas na América Latina e na Ásia. O Brasil já negocia acordos com a União Europeia e o Mercosul, que podem compensar eventuais perdas.

### Perguntas Frequentes

#### A tarifa de 25% já está valendo?

Não. Os EUA indicaram a intenção de aplicar a tarifa, mas ela ainda depende de consulta pública e negociação. A medida pode ser revista antes da implementação.

#### Quais produtos seriam afetados?

Principalmente aço e alumínio, mas também produtos derivados como peças automotivas, máquinas e equipamentos que usam esses materiais.

#### O Brasil pode retaliar?

Sim. O Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) ou aplicar tarifas sobre produtos americanos, como soja, milho e carne suína.

#### Como fica o comércio bilateral?

A balança comercial Brasil-EUA é favorável ao Brasil. Uma tarifa de 25% pode reduzir as exportações brasileiras em até US$ 2 bilhões por ano.

#### O que o governo Lula já fez?

O Itamaraty confirmou o recebimento da sinalização e prepara uma comitiva para negociar em Washington. A equipe econômica estuda medidas de mitigação.

#### Há chance de a tarifa não ser aplicada?

Sim. O Brasil já conseguiu reverter medidas semelhantes no passado. O sucesso depende da negociação e de concessões mútuas.

_Este conteúdo foi produzido com base em fontes oficiais e atualizado em tempo real. Para mais informações, tarifas comerciais Brasil EUA e balança comercial brasileira 2026._

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/eua-indicam-ao-governo-lula-vao-aplicar-tarifa-25/
