EUA e Irã atacam infraestrutura civil e ampliam escalada militar, a troca de ofensivas na 6ª feira (17.jul.2026) aprofundou um conflito que começou com a falha do acordo de cessar-fogo firmado em junho. Washington atacou pontes no Sul do Irã, enquanto Teerã respondeu contra instalações de energia e dessalinização de água no Kuwait e em outros países do Golfo Pérsico que abrigam bases militares norte-americanas.
Ataques dos EUA no Sul do Irã
A mídia estatal iraniana informou que pelo menos 5 pontes foram atingidas no Sul do país. No Porto de Bandar Khamir, 7 pessoas teriam morrido nos ataques, que também atingiram a estação ferroviária local. Um aeroporto em Iranshahr, cidade na fronteira com o Paquistão, também foi alvo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, confirmou que 3 moradores morreram ao atravessar a ponte de Bandar Khamir durante o ataque. Araqchi afirmou que o Irã não permitiria que o sangue deles fosse derramado em vão.
O Comando Central Militar dos EUA informou que retomou os ataques ao Irã pela 7ª noite consecutiva. Em comunicado, o órgão declarou que os alvos incluíam "infraestrutura logística militar", sendo a 1ª vez em mais de uma semana que o comando mencionou esse tipo de alvo. "Os ataques têm como objetivo continuar a enfraquecer as capacidades militares iranianas, sob orientação do comandante-em-chefe", afirmou o comunicado. Pouco depois, a mídia iraniana noticiou explosões nas cidades de Sirik, Ahvaz e Yazd.
Resposta iraniana: energia e navios
O Irã anunciou ataques a Bahrein, Qatar e Kuwait, países que abrigam bases aéreas norte-americanas. A Marinha iraniana também disparou um míssil de cruzeiro terra-mar contra um navio que descreveu como "hostil" dos EUA no norte do Oceano Índico. O Exército iraniano afirmou que o lançamento causou "medo e pânico" e forçou a embarcação a se afastar.
No Kuwait, autoridades informaram que uma usina de geração de energia e dessalinização de água foi atingida, causando danos, um incêndio e a interrupção de unidades de geração de eletricidade. O Exército kuwaitiano informou que estilhaços causaram danos materiais e que soldados ficaram feridos em ataques com drones iranianos. Não houve mortes entre civis.
Impacto global e reações
O conflito voltou a interromper o abastecimento de energia do Golfo Pérsico. Os preços do petróleo bruto Brent subiram 3% e estavam a caminho de um 3º ganho semanal consecutivo, pressionando politicamente o presidente Donald Trump antes das eleições legislativas de novembro. Trump ameaçou lançar ataques aéreos em grande escala contra a infraestrutura do Irã e não descartou uma ação terrestre.
O assessor do líder supremo do Irã, Mohsen Rezaei, fez um alerta direto: "Se os ataques dos EUA continuarem por mais alguns dias, entraremos em uma fase de operações ofensivas em grande escala". O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a escalada, citando especificamente os "ataques à infraestrutura civil no Irã e em toda a região".
Colapso do cessar-fogo
O acordo provisório firmado para encerrar a guerra entrou em colapso desde 7 de julho, quando o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz e os EUA responderam com ataques aéreos. Desde então, o Irã anunciou o fechamento do estreito e Washington restabeleceu seu próprio bloqueio aos portos iranianos.
Perguntas Frequentes
Por que EUA e Irã retomaram os ataques em julho de 2026?
O cessar-fogo firmado em junho colapsou em 7 de julho, após o Irã atacar navios no Estreito de Ormuz e os EUA responderem com ataques aéreos.
Quais infraestruturas civis foram atacadas?
Os EUA atingiram pontes no Sul do Irã, incluindo o Porto de Bandar Khamir. O Irã atacou usinas de energia e dessalinização no Kuwait, Bahrein e Qatar.
Houve vítimas civis nos ataques?
No Kuwait, não houve mortes entre civis, mas soldados ficaram feridos. No Irã, 7 pessoas morreram em Bandar Khamir, segundo a mídia estatal iraniana.
Qual o impacto nos preços do petróleo?
O petróleo Brent subiu 3% e caminhava para o 3º ganho semanal consecutivo, pressionando o governo Trump antes das eleições legislativas de novembro.
O que a ONU disse sobre o conflito?
O secretário-geral António Guterres manifestou preocupação com os ataques à infraestrutura civil no Irã e na região, segundo seu porta-voz.
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