A frase de palco poderia ser: "interdição preventiva de 13 imóveis". Na prática, isso significa que 12 residências vizinhas, além da casa diretamente atingida, ficaram fora de uso até nova avaliação. A explosão de um botijão de gás na Rua Anan Moreira dos Santos Mattos, no Jaraguá, zona norte de São Paulo, aconteceu por volta das 4h de domingo (23). A Defesa Civil municipal fez a visita preliminar e, nesta segunda-feira (24), as residências seguiam interditadas.
O Corpo de Bombeiros mobilizou 11 viaturas e suas equipes para atender a ocorrência. Dos três acidentados, um precisou de atendimento hospitalar e foi levado ao Pronto-Socorro do Hospital Penteado. Os outros dois receberam auxílio de moradores locais e dispensaram assistência médica. A perícia da Polícia Civil também esteve no local, e a Defesa Civil do estado acompanhou as ações de resposta.
Enquanto a promessa de palco foi de suporte, a entrega de gaveta veio com números: a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, via Subprefeitura de Pirituba, cadastrou 18 famílias no programa de auxílio aluguel. Outras 32 famílias foram abrigadas em residências de parentes. A Defesa Civil do município segue no local prestando apoio aos afetados.
O que muda de fato: a interdição é preventiva, o que significa que ninguém volta para casa antes de nova vistoria. Os moradores cadastrados têm direito ao auxílio aluguel, mas o prazo de liberação não foi informado. Para quem acompanha, o desdobramento natural é a perícia da Polícia Civil, que deve apontar a causa exata da explosão. Até lá, o veredito é simples: 13 imóveis fora de uso, 3 feridos, 1 hospitalizado, e uma rua que virou cenário de operação conjunta entre Defesa Civil, Bombeiros e assistência social.