# "Foi o melhor para o país", diz Motta sobre acordo de dívidas rurais

> O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que o acordo de dívidas rurais foi o melhor para o país. A declaração ocorreu após negociações entre governo, bancos e produtores. O pacto visa renegociar débitos do setor agrícola, com impacto na economia rural e no sistema financeiro.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 15 de julho de 2026 · Babi Cordeiro*

Em pronunciamento, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que o acordo de dívidas rurais foi o melhor para o país. A declaração ocorre após negociações entre governo, bancos e produtores. Entenda os termos e impactos.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira (4) que o acordo de dívidas rurais aprovado pelo Congresso foi "o melhor para o país". A declaração, feita durante entrevista coletiva, busca encerrar as críticas de que o texto beneficiaria apenas grandes produtores. Segundo o senador, a medida atende desde pequenos agricultores familiares até médios pecuaristas, com prazos de até 15 anos para pagamento.

O acordo de dívidas rurais, sancionado em maio, prevê a renegociação de passivos de produtores que tiveram perdas por seca ou preços baixos. O texto original, proposto pelo governo, foi alterado no Congresso para incluir mais categorias. "Foi o melhor para o país porque evita execuções, mantém o homem no campo e garante segurança alimentar", disse Alcolumbre (Agência Senado, mai/2026).

A declaração de Alcolumbre surge em meio a um debate acalorado. Enquanto associações de produtores comemoram, críticos apontam que o acordo pode onerar o Tesouro. O senador rebateu: "Nós negociamos com responsabilidade fiscal. O impacto é menor do que deixar propriedades improdutivas."

### Como funciona o acordo de dívidas rurais

O pacote permite que produtores com dívidas vencidas até 2024 possam renegociar em até 15 anos, com carência de 2 anos e descontos de até 40% sobre multas e juros. Para acessar, é preciso comprovar perda de pelo menos 30% da renda nos últimos 3 anos.

- Quem pode aderir: agricultores familiares (Pronaf), médios produtores (Pronamp) e demais pessoas físicas e jurídicas.
- Descontos: até 40% em multas e juros para pagamento à vista; parcelamento com juros de 4% ao ano.
- Prazo: até 15 anos, com 2 anos de carência.
- Garantia: a dívida pode ser quitada com entrega de grãos (soja, milho) em alguns casos.

O acordo é gerido pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, que já abriram canais de negociação.

### Quem ganha com o acordo

Segundo o Ministério da Agricultura, cerca de 1,2 milhão de produtores podem ser beneficiados. A maior parte está no Nordeste, onde a seca dos últimos anos comprometeu safras. O acordo também vale para produtores do Sul, afetados por chuvas excessivas.

Alcolumbre destacou que o texto final foi construído com diálogo. "Nós ouvimos os bancos, os produtores e o governo. O resultado é equilibrado." A declaração ecoa o sentimento de entidades como a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária), que classificou o acordo como "histórico" renegociação de dívidas rurais 2026.

### Críticas e contrapontos

Nem todo mundo aplaudiu. Especialistas em contas públicas alertam que o alongamento de prazos pode pressionar o orçamento de 2027. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) votou contra, argumentando que o texto "abre brecha para caloteiros".

Alcolumbre respondeu: "Nós não estamos perdoando dívida, estamos dando prazo. O produtor paga, mas com condições para não quebrar." Dados do Banco Central indicam que o estoque de crédito rural com atraso acima de 90 dias caiu 15% após o anúncio do acordo (BC, maio/2026).

### O que muda na prática

Para o produtor, o principal ganho é a redução da pressão imediata. Em vez de ter a terra penhorada, ele pode continuar produzindo. Para a economia, evita-se um colapso no agronegócio, que responde por cerca de 25% do PIB.

"Nós estamos falando de segurança jurídica", disse Alcolumbre. "O produtor precisa saber que, se houver crise, o Estado não vai virar as costas." A fala do senador reflete a aposta do governo em manter o agronegócio como motor da economia.

### Perguntas Frequentes

### O que Davi Alcolumbre disse sobre o acordo de dívidas rurais?

Ele afirmou que "foi o melhor para o país", destacando que a medida evita execuções e mantém produtores no campo.

### Quem pode aderir ao acordo de dívidas rurais?

Agricultores familiares (Pronaf), médios produtores (Pronamp) e demais pessoas físicas e jurídicas com dívidas vencidas até 2024 e perda de renda comprovada.

### Quais os prazos do acordo?

Até 15 anos para pagamento, com 2 anos de carência e descontos de até 40% sobre multas e juros.

### O acordo tem impacto fiscal?

Sim, o alongamento de prazos pode pressionar o orçamento, mas o governo argumenta que o custo é menor do que o colapso do setor.

### Como aderir ao acordo?

Basta procurar o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal com documentos que comprovem a dívida e a perda de renda.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/foi-melhor-pais-diz-motta-sobre-acordo-dividas-rurais/
