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Governo brasileiro foi ineficaz em negociações de tarifas, diz especialista

ResumoO advogado Antonio Carlos Rodrigues do Amaral afirmou que o governo brasileiro foi ineficaz nas negociações sobre as tarifas de 25% impostas pelos EUA. A declaração destaca falta de foco e componente político que agrava o cenário comercial.

O advogado Antonio Carlos Rodrigues do Amaral afirmou que o governo brasileiro foi ineficaz nas negociações sobre as tarifas de 25% impostas pelos EUA. Em entrevista, ele destacou falta de foco e componente político que agrava o cenário.

Babi Cordeiro
Governo brasileiro foi ineficaz em negociações de tarifas, diz especialista

Governo brasileiro foi ineficaz em negociações de tarifas, diz especialista — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Governo brasileiro foi ineficaz em negociações de tarifas, diz especialista

O governo brasileiro foi ineficaz no processo de negociação frente à imposição de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos. A avaliação é do advogado e conselheiro em negociação internacional Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, em entrevista ao WW desta sexta-feira (17).

O especialista afirmou que o Planalto não estabeleceu condições reais de negociação com o governo americano. "O governo brasileiro, infelizmente, foi altamente ineficaz. Foi desfocado, não estabeleceu condições reais de negociação com o governo americano", declarou Amaral.

Por que a retomada das negociações é difícil?

Para Amaral, retomar as negociações neste momento é extremamente difícil. Ele comparou a situação, em linguagem esportiva, ao "rescaldo depois da cobrança de pênaltis após a prorrogação".

O especialista apontou ainda a existência de um componente político que agrava o cenário. Segundo ele, há um preconceito de uma parte do governo brasileiro contra os Estados Unidos, fato que ele classificou como "público e notório". Esse elemento, somado à falta de foco nas negociações, tornaria ainda mais difícil qualquer retomada de diálogo produtivo neste momento.

A pressão do setor privado e o recuo do governo

Amaral destacou que a decisão do Brasil de não aplicar regras de reciprocidade reflete a intensa pressão do setor privado sobre o governo. "A pressão do setor privado sobre o governo foi imensa de ontem para hoje", afirmou.

O especialista avaliou que a reação do governo brasileiro no dia anterior havia sido desproporcional à retórica americana, ainda que reconheça que a postura do governo dos Estados Unidos também seja bastante enfática.

O que esperar do cenário atual?

Para Amaral, o recuo adotado pelo governo brasileiro, ao menos, evita que a situação se agrave ainda mais para os setores afetados pelas tarifas. "Essa retomada de respiro por parte do governo brasileiro, pelo menos, não vai levar a escalar ainda mais uma situação bastante complexa para os setores que estão sendo afetados nesse momento", concluiu o especialista.

Perguntas Frequentes

O que o especialista criticou no governo brasileiro?

O advogado Antonio Carlos Rodrigues do Amaral afirmou que o governo foi ineficaz, desfocado e não estabeleceu condições reais de negociação com os EUA sobre as tarifas de 25%.

Qual o componente político apontado?

Segundo Amaral, há um preconceito de uma parte do governo brasileiro contra os Estados Unidos, que ele classificou como "público e notório", dificultando o diálogo.

Por que o Brasil não aplicou reciprocidade?

Amaral destacou que a decisão reflete a intensa pressão do setor privado sobre o governo brasileiro.

O recuo do governo é positivo?

Para o especialista, o recuo evita que a situação se agrave ainda mais para os setores afetados pelas tarifas.

Como retomar as negociações?

Amaral considera a retomada extremamente difícil, comparando ao "rescaldo depois da cobrança de pênaltis após a prorrogação".

Babi Cordeiro

Editoria Destaques

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.