"A escalada de barreiras comerciais tende a ampliar os custos para empresas e consumidores"
Foi com essa frase que a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) resumiu sua posição sobre a nova tarifa dos EUA. Na prática, a associação está dizendo que o consumidor final, lá e aqui, vai pagar a conta se a briga comercial continuar.
O que a Abimaq quer do governo brasileiro?
Em nota divulgada nesta 6ª feira (24.jul.2026), a entidade afirmou que o momento exige "a retomada do diálogo e o fortalecimento dos canais diplomáticos e institucionais" entre Brasil e EUA. A Abimaq não apoia retaliação. Pelo contrário: disse que não apoia a adoção de medidas de retaliação comercial contra os EUA nem a aplicação da Lei de Reciprocidade.
A associação defende que o governo federal intensifique medidas de apoio à competitividade das exportações brasileiras, como a regulamentação do Plano Brasil Soberano 3, o diferimento de tributos federais, o fortalecimento da promoção comercial para diversificação de mercados e a ampliação do Reintegra.
Por que a tarifa de 12,5% preocupa?
O representante comercial dos EUA, Jamison Greer, confirmou na 5ª feira (23.jul.2026) a sobretaxa de 12,5% aos produtos brasileiros, que passa a valer nesta 6ª feira (24.jul). Antes disso, em 15 de julho, o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) já havia anunciado um tarifaço de 25% contra o Brasil. Com as sobretaxas, as tarifas podem chegar a 37,5%.
A nova tarifa decorre de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio. A apuração concluiu que o governo brasileiro tem falhado no combate à importação de produtos fabricados com trabalho escravo. O USTR descreve que o Brasil "falhou em impor e fazer cumprir efetivamente uma proibição à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado".
O que muda para o consumidor?
Segundo a Abimaq, a ampliação dessas medidas representa "mais um fator de deterioração das condições de acesso ao mercado norte-americano". A entidade afirma que a sobreposição de medidas tarifárias "aumenta a insegurança jurídica, reduz a previsibilidade das relações comerciais e compromete a competitividade das empresas brasileiras".
Na prática, isso pode significar menos exportações de máquinas e equipamentos brasileiros para os EUA, encarecimento de produtos importados e, no fim da linha, impactos nos preços para o consumidor brasileiro.
Perguntas Frequentes
O que é a Abimaq?
É a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, que representa o setor.
Quando a tarifa de 12,5% foi anunciada?
O representante comercial dos EUA, Jamison Greer, confirmou a medida na 5ª feira (23.jul.2026), com vigência a partir de 6ª feira (24.jul).
A Abimaq apoia retaliação contra os EUA?
Não. A entidade disse que não apoia medidas de retaliação comercial nem a aplicação da Lei de Reciprocidade.
Qual o total de tarifas que o Brasil pode enfrentar?
Com as sobretaxas, as tarifas podem chegar a 37,5%, somando 25% do tarifaço anterior mais os 12,5% adicionais.
Por que os EUA impuseram a tarifa?
O USTR concluiu que o Brasil falhou no combate à importação de produtos fabricados com trabalho escravo, com base na Seção 301 da Lei de Comércio.
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