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Redata: impacto pode superar R$ 7 bi até 2028

ResumoO Redata, regime de incentivo fiscal para data centers da Receita Federal, pode gerar impacto econômico superior a R$ 7 bilhões até 2028. O projeto, que aguarda sanção presidencial, visa atrair investimentos em infraestrutura digital. A estimativa considera benefícios tributários e expansão do setor no Brasil.

A Receita Federal estima que o impacto do Redata, regime que incentiva data centers, pode superar R$ 7 bilhões até 2028. O projeto aguarda sanção.

Babi Cordeiro
Redata: impacto pode superar R$ 7 bi até 2028

Redata: impacto pode superar R$ 7 bi até 2028 — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Senta que lá vem história: a Receita Federal estima que o impacto da implementação do Redata, o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, pode superar R$ 7 bilhões até 2028. A iniciativa, que cria incentivos fiscais para estimular a instalação de data centers no Brasil, foi aprovada pelo Congresso Nacional na última semana e agora aguarda a sanção presidencial.

A projeção consta no projeto de lei apresentado pelo então deputado José Guimarães (PT-CE), hoje ministro das Relações Institucionais. À CNN Brasil, a Receita Federal informou que, como a lei ainda não foi sancionada, não há projeção de renúncia fiscal atualizada além do que o Fisco encaminhou durante a tramitação.

A equipe econômica estima o impacto orçamentário-financeiro negativo com base no que o regime propõe. O Redata suspende, por cinco anos, a cobrança do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados.

Em troca dos benefícios, a empresa que aderir ao regime terá que direcionar ao mercado brasileiro pelo menos 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados instalado. Além disso, quem usufruir dos incentivos terá que fazer investimentos no Brasil equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benefício fiscal.

As contrapartidas também incluem o uso de energia de fonte renovável, como solar ou eólica, ou de baixa emissão, como hidrelétricas, biomassa e biogás.

Para quem acompanha a tramitação, o número assusta, mas a conta ainda não fechou. Como a sanção não saiu, a renúncia fiscal continua sendo uma projeção. A intenção é atrair investimento, mas o custo, pelo menos no papel, é alto. A internet não perdoa, mas a gente ri junto: agora é esperar o desfecho no Palácio do Planalto.

Babi Cordeiro

Editoria Destaques

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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