Eu morri de novo, e a culpa não é minha, dessa vez, o respawn é mais caro que o normal. O Governo de Santa Catarina, em conjunto com a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), informou nesta segunda-feira (20) que passou a realizar levantamento de dados para articular medidas com o intuito de mitigar o efeito do tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. É aquele tipo de notícia que faz qualquer gamer brasileiro pensar: "lá vem mais taxa em cima de tudo que a gente compra".
A gestão catarinense ressaltou que tem como objetivo preservar empregos, proteger a competitividade das empresas regionais e assegurar a continuidade das operações das indústrias mais afetadas pelas medidas norte-americanas. Não é só sobre placas de vídeo e consoles, afinal, a cadeia produtiva inteira treme quando o Uncle Sam aperta o cinto.
O histórico do tarifaço e as medidas anteriores
Em 2025, devido ao primeiro bloqueio tarifário, a gestão gaúcha, ops, catarinense, adotou um pacote emergencial de apoio aos setores mais afetados. O pacote contemplava linhas de crédito especiais, desoneração de impostos estaduais, postergação de tributos e suporte técnico para diversificação de mercados. Essas medidas representaram cerca de R$ 435 milhões em apoio financeiro e tributário aos negócios impactados pela política tarifária anunciada pelos EUA. É tipo aquele loot box que você abre esperando um item raro e, no fim, só vem um desconto de 5%, mas, hey, melhor que nada.
O Governo de SC assegurou que segue em diálogo permanente com o setor produtivo para avaliar a possível necessidade de novas ações. Enquanto isso, a indústria local segura o respiro, esperando que o próximo patch não nerfe ainda mais a economia.
O novo tarifaço e a investigação do USTR
O novo tarifaço é oriundo de uma investigação do USTR (Representante Comercial dos EUA) que vinha se desenvolvendo desde que Trump anunciou a primeira tarifa de 50% contra o Brasil, em julho de 2025. No começo de junho deste ano, o Representante Comercial dos Estados Unidos propôs a imposição de novas tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil no âmbito da Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, ferramenta de política comercial que permite aos EUA investigarem e retaliarem outras nações contra práticas comerciais consideradas injustas.
O USTR determinou que políticas do governo brasileiro sobre comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, processamento de patentes e pirataria, etanol e desmatamento ilegal geram insegurança jurídica e competição desleal aos players dos EUA. Basicamente, o Brasil foi colocado no banco dos réus por não seguir o manual de boas práticas comerciais americanas.
Quando a tarifa entra em vigor?
A nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros entrará em vigor no dia 22 de julho, às 00h01, horário da Costa Leste dos EUA (01h01, em Brasília). É aquele deadline que chega mais rápido que um loading de jogo antigo.
Perguntas Frequentes
O que é o tarifaço dos EUA contra o Brasil?
É uma tarifa adicional de 25% sobre todas as importações brasileiras, proposta pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, em retaliação a práticas comerciais consideradas injustas.
Quais setores serão mais afetados?
A fonte não especifica setores, mas historicamente indústrias de manufatura, tecnologia e agronegócio são as mais impactadas por tarifas generalizadas.
O que o Governo de SC está fazendo?
Está realizando levantamento de dados em conjunto com a Fiesc para articular medidas que mitiguem os efeitos, como linhas de crédito e desoneração tributária.
Quando a nova tarifa entra em vigor?
No dia 22 de julho, às 00h01, horário da Costa Leste dos EUA (01h01, horário de Brasília).
Qual foi o valor do pacote emergencial de 2025?
Cerca de R$ 435 milhões em apoio financeiro e tributário.
O que é a Seção 301?
É uma ferramenta de política comercial dos EUA que permite investigar e retaliar países por práticas comerciais consideradas injustas.
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