Eu já perdi a conta de quantas vezes vi pesquisa de aprovação virar um campo minado de emoções. Dessa vez, o levantamento da Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (21.jul.2026), me fez soltar aquele suspiro de quem sabe que o jogo ainda está longe do fim. São 50% de desaprovação contra 46% de aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Um empate técnico que, na prática, dói nos dois lados.
A pesquisa entrevistou 2.000 pessoas entre os dias 18 e 20 de julho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05864/2026. Custou R$ 80.000, pagos com recursos próprios. Dá para sentir o peso de cada real gasto nesse tipo de levantamento.
Os números que não mentem (mas doem)
Quando a gente desce para a avaliação qualitativa, o cenário fica ainda mais claro. Dos entrevistados, 35% classificam a administração petista como "ótimo/bom". Outros 26% a veem como "regular", aquela zona cinzenta que ninguém sabe bem o que fazer. E 38% a consideram "ruim/péssimo". Apenas 1% não soube responder, uma minoria que, convenhamos, sempre existe.
O que me chama atenção é o equilíbrio. A diferença entre aprovação e desaprovação é de apenas 4 pontos, dentro da margem de erro. É como um jogo de futebol que termina 1 a 0, mas com um pênalti perdido no último minuto. A sensação de que tudo pode mudar na próxima rodada.
O contexto histórico das pesquisas
Para quem acompanha política brasileira há algum tempo, sabe que esses números não aparecem do nada. O governo Lula já enfrentou momentos de aprovação mais alta e outros de queda. O que diferencia este levantamento é o timing: julho de 2026, ano eleitoral. Cada ponto percentual vira munição para os dois lados.
O Poder360, que divulgou a pesquisa, oferece aos assinantes do Drive o Agregador de Pesquisas, ferramenta que reúne milhares de levantamentos de intenção de voto desde o ano 2000. Em anos eleitorais, só são publicados estudos com registro na Justiça Eleitoral e metodologia completa conhecida. É um filtro que ajuda a separar o joio do trigo.
O que esperar daqui para frente
Com uma margem de erro tão apertada, qualquer movimento pode mudar o placar. A aprovação de 46% não é desprezível, mas a desaprovação de 50% acende um alerta. Para o governo, o caminho é tentar converter os 26% que avaliam a gestão como "regular", esse eleitorado indeciso que pode pender para qualquer lado.
Para quem, como eu, já viu pesquisa virar do avesso em questão de semanas, o recado é claro: nada está decidido. O jogo continua, e a única certeza é que, no Brasil, até o respawn é caro.
Perguntas Frequentes
Qual a margem de erro da pesquisa?
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Quantas pessoas foram entrevistadas?
Foram entrevistadas 2.000 pessoas entre 18 e 20 de julho de 2026.
Quem encomendou a pesquisa?
A pesquisa foi realizada pela Real Time Big Data, com recursos próprios, no valor de R$ 80.000.
A pesquisa está registrada no TSE?
Sim, o registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-05864/2026.
Qual o grau de confiança do levantamento?
O grau de confiança é de 95%.
Onde posso acessar a pesquisa completa?
A íntegra do estudo está disponível no site do Poder360, em formato PDF de 33,4 MB.