IGP-DI tem queda de 0,86% em julho com recuo nos preços ao consumidor
Eu morri de novo. Dessa vez, não foi num boss de Dark Souls, foi na leitura do IGP-DI de julho. O índice caiu 0,86%, e eu, que esperava uma deflação de 0,92%, fiquei olhando pra tela como quem perdeu a última vida num save que não salvou. A Fundação Getulio Vargas (FGV) soltou o número nesta sexta-feira (7), e a notícia é boa, mas com ressalvas. A queda veio menos intensa do que o mercado esperava, o que significa que a deflação está acontecendo, mas com um pé no freio.
O que é o IGP-DI e por que ele importa?
O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) é um termômetro que mede a variação de preços no atacado, no varejo e na construção civil. Ele é calculado pela FGV entre o 1º e o último dia do mês de referência. Se você é gamer, pense nele como um boss de fase: não dá pra pular, e ele afeta tudo que vem depois, inclusive reajustes de aluguel e contratos.
Em julho, o IGP-DI registrou queda de 0,86%, depois de ter recuado 0,79% no mês anterior. Ou seja, a deflação continuou, mas a intensidade foi menor do que a esperada. A pesquisa da Reuters projetava uma queda de 0,92%, e o índice veio com uma deflação mais leve. Isso é como achar que o chefão vai te dar um hit de 100 de dano e ele te dá só 80. Alívio, mas ainda dói.
IPA-DI: a indústria extrativa puxa a queda
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), que responde por 60% do indicador geral, caiu 1,31% em julho. No mês anterior, a queda tinha sido de 1,36%. A desaceleração da queda pode parecer contraditória, mas é um sinal de que os preços no atacado estão se ajustando, ainda que de forma negativa.
Segundo Matheus Dias, economista do FGV IBRE, o impacto de quedas acentuadas na indústria extrativa refletiu no IPA-DI ainda negativo em julho. "Parte do recuo pode ser atribuída ao minério de ferro e bovinos, com taxas de -3,7% e -3,6%, respectivamente", destacou. É como se o minério de ferro e os bovinos fossem os dois vilões de uma fase: eles derrubam o índice, mas não sozinhos.
IPC: a pressão sobre o consumidor diminui
Agora, a parte que interessa pra quem faz compra no supermercado: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou taxa negativa de 0,08% em julho. No mês anterior, tinha alta de 0,36%. Ou seja, a pressão aos consumidores diminuiu, e os preços no varejo caíram levemente.
O resultado foi liderado pelos grupos Alimentação e Transportes, que registraram no mês deflação de 0,87% e 0,29%, respectivamente. Se você percebeu que o arroz e a gasolina deram uma trégua, não foi impressão. O IPC, que responde por 30% do IGP-DI, mostrou que a inflação no bolso do brasileiro está, pelo menos por enquanto, mais mansa.
INCC: construção civil desacelera, mas segue em alta
O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC) registrou desaceleração da alta a 0,61% em julho, de 0,78% antes. Ou seja, os preços na construção civil continuam subindo, mas num ritmo menor. Se você tá pensando em reformar a casa ou comprar um imóvel, o INCC é o seu inimigo silencioso, o tipo de inimigo que te ataca pelas costas.
Acumulado em 12 meses: ainda em alta
Apesar da deflação mensal, o IGP-DI acumula em 12 meses alta de 2,77%. Isso significa que, no longo prazo, os preços ainda estão subindo, mas num ritmo moderado. É como um jogo de sobrevivência: você tá com pouca vida, mas pelo menos não tá morrendo de novo.
O que esperar do IGP-DI?
A deflação de julho foi puxada pela indústria extrativa, com minério de ferro e bovinos em queda. Mas a FGV não indica se essa tendência vai continuar. No Brasil, a gente sabe que preço de commodity é volátil, e o que cai hoje pode subir amanhã. O economista Matheus Dias, do FGV IBRE, aponta que parte do recuo pode ser atribuída a esses itens, mas não dá pra cravar o futuro.
Se você é gamer, sabe que a fase seguinte pode ser mais difícil que a anterior. O mesmo vale pra inflação: a deflação de julho não é garantia de que agosto será igual. O IGP-DI é um índice que reflete a produção, o consumo e a construção civil, e cada um desses setores tem seus próprios chefões.
Perguntas Frequentes
O que é IGP-DI?
O IGP-DI é o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna, calculado pela FGV entre o 1º e o último dia do mês de referência. Ele mede a variação de preços ao produtor, consumidor e na construção civil.
Qual foi a queda do IGP-DI em julho?
O IGP-DI registrou queda de 0,86% em julho, após recuo de 0,79% em junho. A deflação veio menos intensa que a esperada pela pesquisa da Reuters, de 0,92%.
Por que o IGP-DI caiu em julho?
A queda foi puxada pelo IPA-DI, que caiu 1,31%, com destaque para a indústria extrativa. O minério de ferro e bovinos tiveram taxas de -3,7% e -3,6%, respectivamente. O IPC também teve deflação de 0,08%.
O que é IPA-DI?
O IPA-DI é o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que responde por 60% do IGP-DI. Ele mede a variação de preços no atacado.
O que é IPC?
O IPC é o Índice de Preços ao Consumidor, que responde por 30% do IGP-DI. Ele mede a variação de preços no varejo e teve deflação de 0,08% em julho.
O que é INCC?
O INCC é o Índice Nacional de Custo de Construção, que mede a variação de preços na construção civil. Em julho, desacelerou para 0,61%, de 0,78% antes.
O IGP-DI acumula alta em 12 meses?
Sim, o IGP-DI acumula alta de 2,77% em 12 meses. Apesar da deflação mensal, o índice ainda está em território positivo no longo prazo.
Morri de novo, e a culpa não é minha. Mas, dessa vez, a morte foi do IGP-DI, e isso é uma notícia que a gente comemora. Até o próximo índice, e que a deflação continue. inflação ao consumidor indicadores econômicos
