"Danos generalizados, com estruturas metálicas retorcidas e comprometimento de todo o quarteirão composto por galpões." A descrição é da Defesa Civil sobre o incêndio que atingiu o pavilhão MFE-A do Ceagesp, na zona oeste de São Paulo. Na tradução para quem depende do entreposto: 320 boxes de frutas, principalmente melancias, viraram fumaça entre a noite de sábado (5) e a manhã de domingo.
O fogo começou por volta das 23h e mobilizou 16 viaturas do corpo de bombeiros, além de funcionários do local. Foram cerca de três horas e meia de combate até o incêndio ser considerado extinto no começo da manhã. A assessoria da Ceagesp confirmou que não houve vítimas.
Enquanto a perícia tenta descobrir o que causou o incêndio, o entreposto segue aberto, incluindo o Varejão, a feira que funciona aos domingos. Só as áreas próximas ao pavilhão afetado permanecem isoladas para o rescaldo dos bombeiros e a investigação.
O discurso oficial, como sempre, promete respostas. A Ceagesp diz que a extensão dos impactos deve ser conhecida ao longo da semana, assim como as alternativas para os comerciantes voltarem a atuar. Promessa de palco, entrega de gaveta? A ver.
O que se sabe até agora é o estrago físico: estruturas metálicas retorcidas e um quarteirão inteiro de galpões comprometido. O que não se sabe é o tamanho do prejuízo financeiro e o destino dos permissionários que perderam mercadoria e ponto de trabalho. Para quem vive do Ceagesp, a semana começa com incerteza e estoque reduzido.
Enquanto a causa oficial não sai, resta acompanhar os desdobramentos. A Defesa Civil já classificou o cenário como dano generalizado. como funciona a perícia após incêndios em grandes centros de abastecimento O Varejão funciona, mas a normalidade total, como sempre, leva tempo.