A inflação anual da Zona do Euro caiu para 2,8% em junho, segundo o Eurostat. O índice de preços ao consumidor desacelerou em relação aos meses anteriores, impulsionado pela queda nos preços de energia e alimentos. O dado reforça a expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) possa iniciar cortes nos juros ainda em 2026.
Inflação na Zona do Euro em junho: o que dizem os números
De acordo com o Eurostat, a inflação anual da Zona do Euro recuou para 2,8% em junho, ante 3,1% em maio. A desaceleração foi puxada principalmente pelos setores de energia e alimentos, que registraram quedas nos preços. Os núcleos da inflação, que excluem itens voláteis, também mostraram arrefecimento.
Comparação com a inflação brasileira (IPCA)
Enquanto a Europa desacelera, o Brasil também vê alívio nos preços. Segundo o Banco Central, a variação mensal do IPCA em junho de 2026 foi 0,16%, abaixo dos 0,58% registrados em maio. A desaceleração mensal brasileira é ainda mais acentuada: em abril, o índice foi de 0,67%; em março, 0,88%; e em fevereiro, 0,70%.
O que explica a queda?
A redução do IPCA nos últimos meses reflete, em parte, a política monetária contracionista do Banco Central, que manteve a Selic em patamares elevados. No caso europeu, a alta dos juros pelo BCE ao longo de 2024 e 2025 começa a surtir efeito sobre a demanda.
Impactos para investidores e consumidores
Para quem investe em ativos globais, a queda da inflação europeia pode abrir espaço para cortes nos juros pelo BCE, o que tende a beneficiar ações de empresas exportadoras e fundos imobiliários europeus. No Brasil, a trajetória de queda do IPCA reforça a expectativa de que a Selic possa começar a cair no segundo semestre.
Como se proteger da inflação?
- Títulos atrelados ao IPCA: no Brasil, o Tesouro IPCA+ oferece proteção real contra a inflação.
- Fundos imobiliários: ativos que reajustam aluguéis pela inflação.
- Diversificação internacional: exposição a economias com inflação controlada, como a Zona do Euro.
O que esperar para os próximos meses?
Analistas do mercado financeiro projetam que a inflação da Zona do Euro continue caindo, podendo atingir 2,5% até o fim de 2026. No Brasil, a mediana das expectativas do mercado (Focus) aponta para IPCA acumulado em 12 meses ao redor de 4,5% no fechamento do ano, ainda acima da meta, mas em trajetória de convergência.
Perguntas Frequentes
Qual foi a inflação da Zona do Euro em junho de 2026?
A inflação anual da Zona do Euro foi de 2,8% em junho, segundo o Eurostat.
O que significa a queda da inflação europeia para o Brasil?
A desaceleração da inflação na Europa pode levar o BCE a cortar juros, o que reduz a pressão sobre o câmbio e pode beneficiar exportações brasileiras.
Como o IPCA brasileiro se compara ao dado europeu?
Enquanto a inflação europeia anual caiu para 2,8%, o IPCA brasileiro acumulado em 12 meses ainda está acima de 4%, mas a variação mensal de junho (0,16%) foi a menor do ano.
Quais setores mais sentiram a queda da inflação na Europa?
Os setores de energia e alimentos foram os principais responsáveis pela desaceleração, com quedas nos preços de combustíveis e commodities agrícolas.
O que esperar da Selic com a inflação caindo?
Com o IPCA em trajetória de queda, o mercado espera que o Banco Central inicie um ciclo de cortes na Selic ainda em 2026, possivelmente a partir de setembro.