Irã rejeita nova proposta de cessar-fogo dos EUA, diz jornal; entenda
O Irã rejeitou, na quinta-feira (23), uma proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos que foi apresentada a Teerã pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, informou o jornal The New York Times, citando autoridades iranianas e iraquianas que falaram sob condição de anonimato.
O Irã recusou uma nova proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos, mediada pelo Iraque. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times, que citou fontes anônimas. Detalhes do acordo não foram revelados, mas Teerã deixou claro que não aceita um pacto temporário que ignore a questão do Estreito de Ormuz.
Por que o Irã recusou a proposta?
Segundo autoridades iranianas citadas pelo jornal, Teerã não tem interesse em um acordo temporário que deixe sem solução a questão do controle do Estreito de Ormuz. A via marítima é estratégica para o transporte de petróleo e já é palco de ataques iranianos contra embarcações, apesar do bloqueio naval dos EUA. O país também continua realizando ataques contra alvos americanos no Oriente Médio.
Como foi a mediação do Iraque?
O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, visitou Teerã na quinta-feira, após se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no início da semana passada, na Casa Branca. Antes da visita, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que Al-Zaidi poderia transmitir mensagens e posições de Trump, mas insistiu que Teerã não busca uma nova mediação com os Estados Unidos.
O que dizem as autoridades?
"O principal obstáculo é a abordagem irracional, excessiva e hegemônica dos Estados Unidos", declarou Araghchi à emissora estatal IRIB. Trump adotou tom igualmente duro na quinta-feira, afirmando que o Irã "não está pronto" para fechar um acordo e que seus líderes "têm algumas intenções malignas".
A escalada dos ataques
A rejeição da proposta ocorre após quase duas semanas de ataques entre Estados Unidos e Irã. Na noite de quinta-feira, o CENTCOM (Comando Central dos EUA) informou que as forças armadas dos EUA estão lançando mais ataques contra o Irã. "Esta é a 13ª noite consecutiva de ataques destinados a responsabilizar o Irã e reduzir as ameaças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial", afirmou o CENTCOM na rede social X, acrescentando que os ataques começaram às 18h45, horário da costa leste dos EUA (19h45, em Brasília).
Horas depois, na madrugada de sexta-feira (24), a mídia estatal iraniana reportou que pelo menos quatro pessoas morreram após ataques dos EUA realizados contra diversas áreas do Irã.
A questão dos ativos iranianos
Em meio à tensão, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que "confiscar os ativos de outra nação para pagar futuras reivindicações não relacionadas cria um precedente incendiário", após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que utilizará ativos iranianos apreendidos para indenizar danos causados a navios. "Aqueles que comemoram ou lucram com esses recursos devem se lembrar: quando governos passam a normalizar o confisco de ativos, o patrimônio de ninguém estará seguro", escreveu Araghchi em uma publicação na rede X, na sexta-feira.
Perguntas Frequentes
O que foi proposto no cessar-fogo?
Os detalhes completos da proposta não foram divulgados. Sabe-se que foi apresentada a Teerã pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, e rejeitada pelo Irã.
Por que o Irã rejeitou?
Segundo autoridades iranianas, Teerã não tem interesse em um acordo temporário que deixe sem solução a questão do controle do Estreito de Ormuz.
O conflito continua?
Sim. O Irã continua atacando embarcações no Estreito de Ormuz e realizando ataques contra alvos americanos. Os EUA seguem bombardeando bases militares iranianas.
Quantas pessoas morreram nos últimos ataques?
Na madrugada de sexta-feira (24), a mídia estatal iraniana reportou que pelo menos quatro pessoas morreram após ataques dos EUA.
O que o CENTCOM disse sobre os ataques?
O Comando Central dos EUA afirmou que a 13ª noite consecutiva de ataques visa "responsabilizar o Irã e reduzir as ameaças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial".