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Justiça Eleitoral reduz incentivos ao mau uso da IA, diz advogada

ResumoA Justiça Eleitoral brasileira, por meio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adota estratégia regulatória para reduzir incentivos ao mau uso da inteligência artificial nas eleições. A advogada Marilda Silveira explica que a abordagem do TSE combina normas específicas e fiscalização ativa, visando coibir práticas abusivas sem inviabilizar a inovação tecnológica no processo democrático.

A Justiça Eleitoral brasileira enfrenta um desafio global ao regular a IA nas eleições. Marilda Silveira explica a estratégia do TSE para reduzir incentivos ao mau uso da tecnologia.

Dani Quaresma
Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estu

Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estu — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Justiça Eleitoral busca reduzir incentivos ao mau uso da IA, diz advogada

A Justiça Eleitoral brasileira enfrenta dificuldades de proporções globais ao tentar regular o uso da inteligência artificial nas eleições, segundo a advogada eleitoral e professora do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa), Marilda Silveira. "É um desafio que não é pequeno, nem para o TSE, nem para o Brasil, nem para o mundo todo", afirmou.

O que a Justiça Eleitoral quer evitar com a IA

Para a advogada, a IA não deve ser entendida apenas como uma ferramenta. "É mais que isso [...] é um meio capaz de mudar a nossa vida", disse, destacando que a tecnologia interfere tanto na produção de vídeo, imagem e som quanto na "capacidade de ferramentas de disseminarem conteúdos".

O objetivo da Justiça Eleitoral foi "encontrar uma maneira de dar menos incentivos para que as pessoas façam coisas que impactem na vontade do eleitor e na liberdade do voto", além da isonomia entre candidatos.

As três frentes de regulação do TSE

Para isso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estabeleceu obrigações em três frentes: eleitores, candidatos e plataformas.

A professora destaca que a terceira categoria é "a mais importante". Estão nela as plataformas:

  • que usam a inteligência artificial para disseminar conteúdo;
  • que veiculam vídeos, áudios e imagens, ainda que estáticas, de inteligência artificial;
  • que produzem o conteúdo de inteligência artificial, como aquelas em que a gente conversa num chatbot.

O desafio de punir o mau uso da IA

Sobre as consequências previstas antes, durante e depois das eleições, Marilda brincou: "A gente não impede nem que uma pessoa mate a outra. O que o direito faz é tentar reduzir os incentivos para que isso não aconteça e, se acontece, a gente dá consequência."

Para ela, o mesmo princípio vale para a IA, "com mais dificuldade, porque num ambiente tecnológico abstrato, o desafio é maior".

Contexto e repercussão

A declaração foi dada em entrevista ao programa apresentado por William Waack, exibido aos domingos, às 22h, em todas as plataformas da CNN Brasil. O programa também oferece acesso antecipado à íntegra da edição às sextas-feiras, além de cortes exclusivos e conteúdos de bastidores, por meio do Clube de Membros da CNN Brasil no YouTube.

Perguntas Frequentes

O que a Justiça Eleitoral busca com a regulação da IA?

Reduzir os incentivos para que pessoas usem a IA de forma a impactar a vontade do eleitor e a liberdade do voto, além de garantir isonomia entre candidatos.

Quais são as três frentes de obrigações do TSE?

Eleitores, candidatos e plataformas. As plataformas são consideradas a categoria mais importante pela advogada.

Por que as plataformas são a categoria mais importante?

Porque elas disseminam, veiculam ou produzem conteúdo de inteligência artificial, sendo essenciais no combate ao mau uso da tecnologia.

Como o direito lida com o mau uso da IA?

Segundo Marilda Silveira, o direito tenta reduzir os incentivos para que o mau uso não aconteça e, se acontecer, dá consequências, mesmo em um ambiente tecnológico abstrato.

Dani Quaresma

Editoria Destaques

Dani Quaresma cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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