# Kim Jong-un: irmã critica AIEA e Coreia condena acordo

> Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong-un, classificou como "ruído" os apelos da AIEA pela desnuclearização da Coreia do Norte. No mesmo dia, o vice-ministro da Defesa norte-coreano reafirmou em Pequim que o status nuclear do país é irreversível, sinalizando rejeição total a pressões internacionais sobre o programa atômico.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 17 de setembro de 2026 · Sol Henriques*

Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong-un, chamou de 'ruído' os apelos da AIEA pela desnuclearização. No mesmo dia, o vice-ministro da Defesa norte-coreano reforçou em Pequim que o status nuclear do país é irreversível.

O que parecia mais um round do mesmo roteiro diplomático ganhou contornos diferentes nesta quinta-feira (17). Pela manhã, Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong-un, chamou de "ruído" anual os apelos da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) pela desnuclearização. Horas depois, em Pequim, o vice-ministro da Defesa Kim Kang Il subiu ao palco do Fórum Xiangshan e repetiu a mesma tese: o status nuclear da Coreia do Norte, segundo ele, é irreversível.

A resposta direta à pergunta que circula nas buscas: o que mudou? Em vez de um único comunicado, Pyongyang encadeou duas manifestações no mesmo dia, uma pela agência estatal KCNA e outra em uma conferência internacional de segurança na China. É essa coordenação, e não o conteúdo em si, que chama atenção.

Kim Yo Jong afirmou que o status do país como Estado com armas nucleares é "absoluto" e está estabelecido "física e legalmente". Kim Kang Il, por sua vez, disse que o status constitucional representa "um ponto sem retorno" e pediu que outros países abandonem o que chamou de "devaneio" da desnuclearização. O vice-ministro atribuiu as tensões na Península Coreana à política hostil que descreve como "imutável" de Washington, e acusou os EUA de transformarem a cooperação trilateral com Coreia do Sul e Japão em uma aliança nuclear.

A fala no Fórum Xiangshan marcou uma rara aparição de alto nível norte-coreana em evento internacional de segurança, em um momento em que Pyongyang busca laços mais estreitos com Pequim. Questionado sobre um possível encontro com Donald Trump, o líder norte-coreano disse não estar em condições de discutir se a cúpula poderia ocorrer.

Do outro lado, o ex-representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, avaliou durante a conferência "West Coast Exchange" que a resposta contida de Pyongyang às alegações de Trump sobre comunicações com Kim Jong Un sugere que o país "não estava fechando a porta" para negociações. Para Lim Eul-chul, professor da Universidade Kyungnam, em Seul, os comentários consolidam a tese do "estágio irreversível" e criam justificativas para futuras atividades militares.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/kim-jong-un-irma-critica-aiea-coreia-norte-condena-acordo-defesa/
