Eu morri de novo, e a culpa não é minha. Dessa vez, porém, o respawn não foi em um jogo, mas na política internacional, onde as vidas são reais e os saves não existem. Neste sábado (5), o Kremlin classificou como "úteis e construtivas" as conversas entre Vladimir Putin e os enviados do presidente dos EUA, Donald Trump, para tratar da Ucrânia, segundo o assessor Yuri Ushakov.
A reunião, que teve a participação do genro de Trump, Jared Kushner, e do enviado especial Steve Witkoff, não foi apenas uma troca de gentilezas. Ushakov afirmou que Putin foi direto: a Rússia vai alcançar seus objetivos na guerra e as causas mais profundas do conflito precisam ser resolvidas. Ou seja, o jogo continua, e o placar, ao menos para Moscou, já está desenhado.
Os enviados americanos, por sua vez, prometeram levar as observações do líder russo para Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, com quem devem se reunir no domingo (6). A promessa é de que um acordo de paz duradouro seja alcançado, mas quem já viu esse tipo de partida sabe que o "duradouro" costuma ser um save corrompido.
Ushakov destacou que as conversas foram "muito francas e construtivas" e que as partes concordaram que Putin e Trump vão manter contato pessoal. "As conversas não se limitaram a uma troca de opiniões sobre como resolver a crise ucraniana; questões econômicas e possíveis grandes projetos russo-americanos de benefício mútuo foram discutidos em considerável detalhe", afirmou.
No Brasil, até o respawn é caro, mas aqui o que está em jogo é a estabilidade de um continente. O assessor concluiu que as negociações foram "oportunas e altamente produtivas para ambos os lados", com a confirmação de que o trabalho envolvendo Witkoff e Kushner continuará. Resta saber se o próximo patch da paz virá com atualização ou apenas com mais DLC de conflito.