Latrocínios sobem 27,3% no Rio no primeiro semestre de 2026
Peguei o relatório do ISP, tomei um café amargo e pensei: 27,3% de aumento em latrocínios no Rio. Não é número que se leia com indiferença. No primeiro semestre de 2026, foram 112 ocorrências, 24 a mais que as 88 registradas entre janeiro e junho de 2025. O dado, divulgado pelo Instituto de Segurança Pública, acende um alerta que não cabe só em gráfico.
Segundo o ISP, a capital fluminense concentrou 45 dos 112 latrocínios do semestre, alta de 36,4% frente aos 33 do ano anterior. A Baixada Fluminense veio em seguida, com 38 casos (aumento de 22,6% em relação a 31 em 2025). O interior do estado, por sua vez, registrou 29 ocorrências, 20,8% a mais que as 24 de 2025.
Por que o aumento? Fatores em jogo
Especialistas apontam que a retomada de atividades econômicas pós-pandemia e a disputa territorial entre facções criminosas podem ter contribuído para o avanço. O ISP não divulga análise qualitativa, mas cruza dados de boletins de ocorrência e inquéritos policiais para compor o índice.
Perfil das vítimas e dos crimes
Dos 112 casos, 73% das vítimas eram homens, com idade média de 34 anos. O roubo de veículos foi o motivador em 41% dos latrocínios, seguido por roubo de celulares (28%) e outros bens (31%). Os crimes ocorreram majoritariamente em vias públicas (68%) e durante a noite (55%).
Comparação com anos anteriores
Em 2025, o primeiro semestre teve 88 latrocínios. Em 2024, foram 79. A curva ascendente preocupa: de 2024 para 2025, a alta foi de 11,4%; de 2025 para 2026, saltou para 27,3%. A tendência, se mantida, pode levar o ano de 2026 a superar o recorde de 2023, que fechou com 198 casos.
Regiões mais afetadas
A capital, com 45 casos, lidera em números absolutos. Mas a Baixada Fluminense, com 38, tem a maior densidade de ocorrências por 100 mil habitantes: 4,2, contra 3,1 da capital. O interior, com 29, tem taxa de 1,8. As cidades de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Gonçalo concentram 60% dos latrocínios da Baixada.
O que dizem as autoridades
A Secretaria de Segurança Pública do Rio afirmou, em nota, que "reforçou o policiamento ostensivo nas áreas de maior incidência" e que "investe em inteligência para prevenir o crime". O ISP, órgão vinculado à secretaria, mantém os dados abertos para consulta pública.
Medidas em curso
Entre as ações, estão a ampliação do programa "Bairro Seguro" em 15 comunidades da capital e a instalação de 200 novas câmeras de reconhecimento de placas na Baixada. Ainda não há dados para avaliar o impacto dessas iniciativas.
Como se proteger
- Evite transitar em vias pouco movimentadas à noite.
- Não reaja a assaltos: a prioridade é a vida.
- Mantenha celular e objetos de valor fora de vista.
- Use aplicativos de transporte em áreas de risco.
- Denuncie suspeitas pelo Disque-Denúncia (181).
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Perguntas Frequentes
Qual foi o aumento percentual de latrocínios no Rio em 2026?
27,3% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo o ISP.
Quantos latrocínios ocorreram no Rio no primeiro semestre de 2026?
Foram 112 casos, contra 88 no primeiro semestre de 2025.
Qual região do Rio teve mais latrocínios?
A capital, com 45 casos, seguida pela Baixada Fluminense, com 38.
O que é latrocínio?
É o roubo seguido de morte da vítima. Diferencia-se do homicídio comum por ter motivação patrimonial.
Como o ISP coleta os dados?
O Instituto de Segurança Pública compila informações de boletins de ocorrência registrados nas delegacias e de inquéritos policiais.
O aumento está relacionado a alguma causa específica?
O ISP não aponta causa única, mas especialistas citam disputas territoriais entre facções e retomada econômica pós-pandemia.