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Lindbergh diz que PT não pedirá inelegibilidade de Flávio Bolsonaro

ResumoO deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o Partido dos Trabalhadores não solicitará a inelegibilidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Justiça Eleitoral. A declaração ocorreu após o senador questionar, sem apresentar provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas. A posição foi divulgada em vídeo nas redes sociais em 21 de julho.

O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o PT não vai pedir a inelegibilidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Justiça Eleitoral, após o senador questionar, sem provas, as urnas eletrônicas. A declaração foi feita em vídeo nas redes sociais na terça-feira (21.jul.202

Dani Quaresma
Lindbergh diz que PT não pedirá inelegibilidade de Flávio Bolsonaro

Lindbergh diz que PT não pedirá inelegibilidade de Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Lindbergh diz que PT não pedirá inelegibilidade de Flávio Bolsonaro

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que o PT não vai ingressar na Justiça Eleitoral com um pedido de inelegibilidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi feita em vídeo publicado em suas redes sociais na terça-feira (21.jul.2026). Na segunda-feira (20.jul), o senador questionou, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas em reunião com embaixadores de diversos países.

O PT não vai pedir a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro na Justiça Eleitoral. A decisão foi anunciada pelo deputado Lindbergh Farias em vídeo publicado em 21 de julho de 2026. Para o partido, buscar a inelegibilidade daria munição para a oposição construir uma narrativa de perseguição política. A estratégia é derrotar o senador nas urnas, não na Justiça.

Por que o PT decidiu não pedir a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro?

Segundo Lindbergh, buscar a inelegibilidade do senador seria exatamente o que a oposição deseja: munição para construir uma narrativa de perseguição política. "Eles querem justamente isso: transformar qualquer medida em combustível para uma narrativa de vitimização", afirmou o deputado.

Na avaliação do congressista, a melhor resposta ao discurso de Flávio Bolsonaro é derrotá-lo pelo voto, não pela via judicial. O PT rejeitou a cassação dos direitos políticos do senador e apostou na disputa direta nas urnas como caminho prioritário do partido.

"O nosso objetivo é derrotá-lo nas urnas eletrônicas", declarou, reforçando a confiança no sistema eleitoral brasileiro.

O que Flávio Bolsonaro fez para gerar o debate?

Na segunda-feira (20.jul), o senador Flávio Bolsonaro questionou, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas em reunião com embaixadores de diversos países. Para Lindbergh, a iniciativa integra uma estratégia para semear dúvidas sobre a lisura das eleições antes mesmo da realização do pleito.

O deputado traçou um paralelo com o comportamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível desde 2023 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Jair Bolsonaro foi condenado após se reunir em julho de 2022 com embaixadores no Palácio da Alvorada, quando criticou sem provas o sistema eleitoral brasileiro, as urnas eletrônicas e a atuação do STF e do TSE.

Como a estratégia de Flávio Bolsonaro se compara à de Jair Bolsonaro?

Lindbergh afirmou que Flávio Bolsonaro tenta reproduzir a postura adotada pelo ex-presidente ao levar críticas ao sistema eletrônico de votação a representantes diplomáticos estrangeiros. Segundo o deputado, esse tipo de discurso busca criar um ambiente propício para futuras contestações dos resultados eleitorais, caso a direita seja derrotada nas urnas.

"Esse caminho que você está tomando é o mesmo do seu pai. Você vai acabar igual a ele e Eduardo Bolsonaro, condenado por atentar contra a democracia brasileira", afirmou o parlamentar.

O que significa internacionalizar o discurso de desconfiança?

Outro ponto destacado por Lindbergh é a tentativa de internacionalizar o discurso de desconfiança nas eleições brasileiras. O deputado afirmou que a apresentação dessas alegações a embaixadores estrangeiros procura construir uma narrativa para questionar os resultados das urnas e angariar apoio político fora do país, com ênfase nos Estados Unidos.

"Agora eles citam os Estados Unidos. Eles vão tentar fazer isso. É um discurso golpista", disse Lindbergh no vídeo.

Como a decisão do PT afeta o eleitor?

Para o eleitor comum, a decisão do PT significa que o debate sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas continuará no campo político, e não no jurídico. A estratégia do partido é usar o voto popular como resposta, reforçando a participação democrática da população como a forma mais eficaz de demonstrar a legitimidade das eleições brasileiras.

Na prática, o eleitor verá a campanha eleitoral se concentrar no confronto de ideias e propostas, em vez de batalhas judiciais. A aposta do PT é que, ao derrotar Flávio Bolsonaro nas urnas, o partido refuta os questionamentos levantados pelo senador sem abrir espaço para a narrativa de perseguição política.

Perguntas Frequentes

O PT vai pedir a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro?

Não. O deputado Lindbergh Farias afirmou que o partido não pretende ingressar na Justiça Eleitoral com um pedido de inelegibilidade do senador.

Por que o PT não vai pedir a inelegibilidade?

Segundo Lindbergh, buscar a inelegibilidade daria munição para a oposição construir uma narrativa de perseguição política. A estratégia é derrotar o senador nas urnas.

O que Flávio Bolsonaro fez?

Na segunda-feira (20.jul), o senador questionou, sem provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas em reunião com embaixadores de diversos países.

Jair Bolsonaro está inelegível?

Sim. Jair Bolsonaro está inelegível desde 2023 por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, após se reunir com embaixadores em julho de 2022.

Qual a diferença entre os casos de Jair e Flávio Bolsonaro?

O PT decidiu não pedir a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, diferentemente do que ocorreu com o ex-presidente. A estratégia agora é derrotar o senador nas urnas, não na Justiça.

Dani Quaresma

Editoria Destaques

Dani Quaresma cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.