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Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio

ResumoAs manifestações contra a ação da Polícia Civil no Rio de Janeiro interditaram trechos da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier. Os bloqueios ocorreram após operação policial na região, gerando protestos de moradores e transtornos no trânsito local. A interdição das vias reflete a reação pública à atuação da corporação.

Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio. Trechos da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier foram interditados após operação da Polícia Civil. Veja os detalhes.

Dani Quaresma
Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio

Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Manifestações contra ação da polícia bloqueiam vias do Rio

Manifestações contra ação da polícia bloquearam vias do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (12/08). Um trecho da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira, foi interditado por causa de uma tensa manifestação em resposta à operação da Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil do Rio de Janeiro na localidade chamada de Favela do Metrô, na zona norte da capital fluminense.

O que diz a Polícia Civil sobre a ação

Segundo a Polícia Civil, os agentes foram recebidos a tiros durante a ação. "Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) foram covardemente atacados por narcotraficantes durante uma ação realizada, nesta quarta-feira (12/08), em um ferro-velho do tráfico de drogas na Avenida Rei Pelé, próximo à Mangueira, na Zona Norte do Rio", informou, em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil.

Conforme a secretaria, os criminosos fizeram disparos, do alto da comunidade, contra os agentes, colocando em risco a população e a integridade dos policiais. A nota acrescentou que não houve revide. "A Polícia Civil ressalta que quem coloca a população em risco é o criminoso que ataca policiais e promove ações violentas em áreas residenciais", destacou.

Como os manifestantes bloquearam as vias

Após a saída dos policiais, os manifestantes atearam fogo em pneus e contêineres de lixo que usaram para bloquear a Avenida Rei Pelé. Bombeiros foram para o local e jogaram água de várias viaturas para apagar as chamas.

O trânsito ficou caótico. Assustados, os motoristas procuravam se proteger tentando se afastar do local. No sentido Méier, o trânsito ficou lento com reflexos no acesso pela Avenida Rei Pelé. Já no sentido Centro, houve reflexos na Rua São Francisco Xavier.

Impacto no transporte e orientações da Uerj

A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que fica perto do local das manifestações, fez recomendações a alunos, professores e funcionários. "A orientação da Universidade, no momento, é para não virem ao campus Maracanã agora e, para quem está, permanecer. Estamos acompanhando os acontecimentos decorrentes da manifestação na Avenida Rei Pelé", indicou.

Em nota, o Rio Ônibus informou que veículos tiveram as chaves retiradas e foram utilizados como barricadas, na São Francisco Xavier, no Maracanã. De acordo com o sindicato, 19 linhas que passam na região sofreram impactos no itinerário.

Os que foram usados em barricadas são da linha A29046 - 457, que faz o trajeto Abolição, na zona norte, e Copacabana, na zona sul.

A operação que motivou a manifestação

Na operação de fiscalização para combater a comercialização ilegal de cabos e materiais metálicos, policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prenderam, em flagrante, cinco pessoas por receptação qualificada em um ferro-velho clandestino, na Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira.

O local era usado para receber e comercializar materiais furtados e sofria influência de traficantes que atuam no Morro da Mangueira.

"As investigações apontam que o estabelecimento funcionava como ponto de receptação de materiais furtados principalmente na Tijuca, Grajaú e Vila Isabel", completou a nota da Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol).

A nota informou ainda que os policiais encontraram no local "cabos de cobre de empresas de telefonia, já cortados, além de uma estrutura improvisada com balança, computador, caixa registradora e dinheiro utilizado na compra dos materiais". Os agentes constataram também a queima de cabos para retirar a cobertura e dificultar a identificação da origem dos produtos.

Operação Caminhos do Cobre: números e resultados

A fiscalização de hoje integra a Operação Caminhos do Cobre, ação contínua da Polícia Civil para combater o furto de cabos e materiais metálicos com foco em toda a cadeia criminosa, "desde o furtador até as metalúrgicas".

Segundo a polícia, o ferro-velho havia sido investigado há meses pelos policiais da DRF e foi alvo de ações anteriores. "No dia 3 de julho, a especializada prendeu cinco criminosos no local por receptação qualificada", informou.

De acordo com a secretaria, desde setembro de 2024, a DRF e outras delegacias da instituição realizaram mais de 580 fiscalizações em ferros-velhos, que resultaram em cerca de 270 prisões de responsáveis pelos estabelecimentos. No mesmo período, cerca de 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas pela DRF.

"Além disso, houve o pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões e de R$ 75 milhões em multas aplicadas, consolidando a Operação Caminhos do Cobre como uma das maiores ofensivas contra a infraestrutura financeira do crime patrimonial no Estado", apontou a nota.

"As ações visam também descapitalizar financeiramente os braços operacionais do tráfico, responsáveis por fomentar esse tipo de crime", acrescentou.

A resposta da Polícia Militar

A Secretaria de Estado de Polícia Militar (SEPM) informou que a manifestação na Avenida Rei Pelé teve início com um grupo de pessoas próximo à comunidade da Mangueira. Equipes do 3º BPM (Méier), do 6º BPM (Tijuca) e das Rondas Especiais e Controle de Multidão (RECOM) foram deslocadas para o local para estabilizar a região e restabelecer o fluxo de trânsito nas vias.

"A situação foi controlada e o trânsito já está liberado. O policiamento segue reforçado na região", informou a PM.

Perguntas Frequentes

Por que houve manifestações contra a ação da polícia no Rio?

As manifestações ocorreram após uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil na Favela do Metrô, na zona norte do Rio. Policiais foram recebidos a tiros e, após a saída deles, manifestantes atearam fogo em pneus e contêineres para bloquear vias.

Quais vias foram bloqueadas pelas manifestações?

Trechos da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira, foram interditados. O trânsito ficou lento no sentido Méier e com reflexos no sentido Centro.

Quantas linhas de ônibus foram afetadas?

Segundo o Rio Ônibus, 19 linhas que passam na região sofreram impactos no itinerário. Veículos da linha A29046 - 457 foram usados como barricadas na São Francisco Xavier.

O que é a Operação Caminhos do Cobre?

É uma ação contínua da Polícia Civil para combater o furto de cabos e materiais metálicos, focando em toda a cadeia criminosa, desde o furtador até as metalúrgicas.

Quando o trânsito foi liberado?

A Polícia Militar informou que a situação foi controlada e o trânsito já está liberado, com policiamento reforçado na região.

Dani Quaresma

Editoria Destaques

Dani Quaresma cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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