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MJSP: centro de inteligência prisional começa em agosto

ResumoO Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) confirmou que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) inicia operações em agosto. A estrutura integra polícias penais de todo o país para combater o crime organizado. O Cnip centraliza dados e estratégias de inteligência, visando desarticular facções e melhorar a segurança nos presídios brasileiros.

O Ministério da Justiça confirmou que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) inicia operações em agosto. A estrutura integra polícias penais e mira o crime organizado.

Tomás Wenzel
MJSP: centro de inteligência prisional começa em agosto

MJSP: centro de inteligência prisional começa em agosto — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou, nesta quarta-feira (19), que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) inicia suas operações ainda este mês. A nova estrutura reúne órgãos de inteligência das polícias penais federal, dos estados e do Distrito Federal, com o objetivo de unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos presídios brasileiros.

Instituído em junho por meio da Portaria Ministerial 1.234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado. Ele será responsável por coordenar a Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), atuando em regime contínuo para integrar, consolidar e difundir informações de inteligência penal, além de monitorar crises e dar suporte técnico à Secretaria Nacional de Políticas Penais e aos entes federativos.

A estratégia ministerial busca sufocar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas. Segundo o ministro Wellington César Lima e Silva, isso exige integração entre forças federais e estaduais e ação coordenada para impedir a entrada ilegal de celulares nos presídios. "O problema do celular figura como uma das principais questões ligadas à percepção de segurança pública", disse, em coletiva sobre o enfrentamento aos ilícitos com celulares. "Os aparelhos fazem parte de uma cadeia que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação. Em alguns casos, temos um ciclo completo, no qual o dispositivo chega às mãos do crime organizado nos presídios", acrescentou.

Na coletiva, o ministério apresentou resultados preliminares de ações como a Operação Última Chamada, entre 10 e 19 de agosto: 6.052 celulares recuperados, 97 prisões em flagrante, 227 comércios fiscalizados e mais de 33 mil alertas enviados. No sistema penitenciário, operações entre maio e agosto, em parceria com estados e DF, apreenderam 2.254 aparelhos e revistaram quase 9,9 mil celas de 295 unidades. Roubos e furtos de celulares caíram 4,5% na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026, de 225.644 para 215.589 ocorrências. Para o secretário André Garcia, romper essa cadeia é essencial: "Essa cadeia de crimes termina, ocasionalmente, no sistema prisional. Isso atinge o dia a dia do cidadão". Operação Última Chamada detalhes

Tomás Wenzel

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Tomás Wenzel cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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