# Moraes manda prender investigada por atos do 8 de Janeiro, diz site

> O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão preventiva de Taís Simone Prado Leal, técnica agrícola investigada pelos atos de 8 de janeiro. A decisão foi expedida em 22 de julho de 2026 após a acusada descumprir medidas cautelares e não ser localizada para intimação.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 23 de julho de 2026 · Dani Quaresma*

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão preventiva de Taís Simone Prado Leal, técnica agrícola investigada pelos atos de 8 de janeiro. A decisão foi expedida na quarta-feira (22.jul.2026) após a acusada descumprir medidas cautelares e não ser localizada para i

## Moraes manda prender investigada por atos do 8 de Janeiro, diz site

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva de Taís Simone Prado Leal, técnica agrícola investigada pelos atos de 8 de janeiro. A decisão foi expedida na quarta-feira (22.jul.2026) após a acusada descumprir medidas cautelares e não ser localizada para instalação de tornozeleira eletrônica. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles.

## Por que Moraes decretou a prisão preventiva?

A prisão foi decretada depois que a Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco (Seap-PE) tentou instalar o equipamento de monitoramento eletrônico determinado pelo STF, mas não conseguiu encontrar Taís. Natural de Petrolina (PE), ela é investigada por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.

Além do não cumprimento do monitoramento eletrônico, a acusada deixou de comparecer ao juízo responsável pela fiscalização das medidas cautelares. As circunstâncias foram avaliadas por Moraes como indícios de evasão e risco à aplicação da lei penal, o que justificou a decretação da prisão preventiva.

## O que diz a decisão de Alexandre de Moraes

Na decisão, Moraes escreveu: "A acusada está deliberadamente desrespeitando as medidas cautelares impostas nestes autos, revelando seu completo desprezo por esta Suprema Corte e pelo Poder Judiciário, havendo indícios claros de evasão, em evidente risco à aplicação da lei penal. Assim, não resta alternativa diferente da decretação da prisão preventiva da ré, a qual se encontra em local incerto e não sabido".

## O acordo de não persecução penal e sua revogação

Taís havia firmado um acordo de não persecução penal (ANPP) com a Procuradoria Geral da República (PGR) em 3 de março de 2024. No instrumento, confessou participação no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes pediam intervenção militar.

Em março de 2025, Moraes revogou o acordo depois que a Polícia Federal (PF) extraiu dados do celular da acusada. Para a PGR, as novas informações indicam que Taís teve participação mais ampla nos atos do que a admitida na confissão apresentada para fechar o ANPP.

## As provas que levaram à revogação

Entre os elementos levantados pela PF estão dados de geolocalização que colocam o aparelho dela na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro. A corporação também localizou vídeos dela no local, ao lado de outros manifestantes. A própria Taís teria afirmado estar em Natal (RN) em 6 de janeiro e que seguiria para Brasília 2 dias depois.

Os investigadores também identificaram mensagens enviadas por ela em 3 de janeiro. Em um dos trechos, Taís menciona os CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) como possível "solução" para retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do poder. "Solução agora na minha opinião é os atiradores ajudar nós ou vão entregar suas armas? Os CACs?", afirmou.

## Como isso afeta o cenário jurídico

A decisão de Moraes reforça a posição do STF de que o descumprimento de medidas cautelares por investigados dos atos de 8 de janeiro pode resultar em prisão preventiva. O caso de Taís ilustra como o monitoramento eletrônico e outras restrições são ferramentas usadas pela Corte para garantir a aplicação da lei penal.

Para quem acompanha os desdobramentos jurídicos, o episódio mostra que o STF não tolera evasão ou desrespeito às ordens judiciais, especialmente em investigações de grande repercussão como os ataques de 8 de janeiro.

## O que acontece agora com a investigada

Taís encontra-se em local incerto e não sabido, segundo a decisão. O Poder360, que também divulgou a informação, tentou entrar em contato com Taís e sua defesa, mas não teve sucesso em encontrar um telefone ou e-mail válido. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.

## Perguntas Frequentes

### Quem é Taís Simone Prado Leal?

É uma técnica agrícola natural de Petrolina (PE), investigada por participação nos atos de 8 de janeiro de 2023, que envolvem a invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília.

### Por que o STF revogou o acordo de Taís?

O acordo foi revogado em março de 2025 após a PF extrair dados do celular da acusada que indicavam participação mais ampla nos atos do que a admitida na confissão do ANPP.

### O que aconteceu com o monitoramento eletrônico?

A Seap-PE tentou instalar o equipamento de monitoramento eletrônico determinado pelo STF, mas não conseguiu localizar Taís, que também deixou de comparecer ao juízo responsável pela fiscalização.

### Qual foi a mensagem enviada por Taís sobre CACs?

Em 3 de janeiro, ela enviou mensagem mencionando os CACs como possível "solução" para retirar o presidente Lula do poder, segundo os investigadores.

### Onde está Taís agora?

Segundo a decisão de Moraes, a acusada encontra-se em local incerto e não sabido. O Poder360 não conseguiu contato com ela ou sua defesa.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/moraes-manda-prender-investigada-por-atos-8-janeiro-diz-site/
