# MPRS denuncia executiva de futebol do Grêmio por injúria racial: entenda o caso

> O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou a executiva de futebol do Grêmio por injúria racial contra um funcionário terceirizado. A acusação baseia-se em ofensas proferidas durante o ambiente de trabalho. O Grêmio nega as alegações e afirma que prestará defesa formal no processo judicial.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 16 de julho de 2026 · Dani Quaresma*

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou a executiva de futebol do Grêmio por injúria racial. A acusação aponta ofensas a um funcionário terceirizado. O clube nega e promete defesa. Entenda o caso.

## MPRS denuncia executiva de futebol do Grêmio por injúria racial: entenda o caso

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou a executiva de futebol do Grêmio por injúria racial. A acusação, protocolada em maio de 2026, aponta que a profissional teria ofendido um funcionário terceirizado do clube com palavras de cunho racial durante uma discussão no CT Luiz Carvalho. O caso tramita em segredo de justiça, mas fontes oficiais confirmaram a denúncia à imprensa.

A denúncia foi acolhida pela Justiça do Rio Grande do Sul, que agora analisará se há indícios suficientes para abrir ação penal. O crime de injúria racial, previsto no artigo 140, parágrafo 3º do Código Penal, consiste em ofender a dignidade de alguém utilizando elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. A pena pode chegar a 3 anos de reclusão, além de multa.

## O que diz o Grêmio sobre a denúncia

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense emitiu nota oficial afirmando que "repudia veementemente qualquer ato de racismo" e que a executiva nega as acusações. O clube disse colaborar com as investigações e aguardar a decisão judicial. A executiva, por sua vez, contratou um advogado criminalista para acompanhar o caso.

A defesa alega que as ofensas não ocorreram e que o funcionário terceirizado teria motivação para prejudicar a profissional. O MPRS, no entanto, afirma ter provas, como testemunhas e mensagens de áudio, que corroboram a versão da vítima.

## Injúria racial: o que a lei diz?

A injúria racial é crime inafiançável desde a Lei 14.532/2023, que equiparou a injúria racial ao racismo para fins de pena. Antes da lei, a pena era de 1 a 3 anos de reclusão e multa. Agora, o crime também pode ser punido com reclusão de 2 a 5 anos, se praticado por duas ou mais pessoas.

No caso da executiva do Grêmio, a denúncia se baseia na forma simples do crime, com pena de 1 a 3 anos. A Justiça pode, no entanto, aplicar a forma qualificada se entender que houve concurso de pessoas ou uso de meio que dificulte a defesa da vítima.

## Como funciona o processo penal

Após a denúncia do MPRS, o juiz tem 10 dias para decidir se a aceita ou não. Se aceita, a executiva vira ré e passa a responder a ação penal. A partir daí, o processo segue com audiências, oitivas de testemunhas e, por fim, sentença.

O caso pode se arrastar por meses ou anos, dependendo da complexidade. A defesa pode recorrer de todas as decisões, o que alonga o prazo. O funcionário terceirizado, como vítima, pode pedir indenização por danos morais na esfera cível.

## Repercussão no futebol brasileiro

O caso gerou forte repercussão no meio esportivo. O Grêmio, um dos clubes mais tradicionais do país, viu sua imagem arranhada pela denúncia. Torcedores se dividem entre apoiar a executiva e pedir seu afastamento. O clube ainda não anunciou nenhuma medida administrativa contra a profissional.

Entidades como o Observatório da Discriminação Racial no Futebol e a CBF repudiaram o ocorrido. A CBF, por meio de nota, disse que "não tolera qualquer forma de racismo" e que acompanha o caso.

## Perguntas Frequentes

### Quem é a executiva de futebol do Grêmio denunciada?

O nome não foi divulgado oficialmente, pois o processo corre em segredo de justiça. A imprensa local, no entanto, identificou a profissional como a diretora de futebol feminino do clube.

### O que acontece com a executiva se for condenada?

Se condenada por injúria racial, a pena pode ser de 1 a 3 anos de reclusão, em regime aberto ou semiaberto, além de multa. A condenação também pode gerar inelegibilidade e impedimento para cargos públicos.

### O Grêmio pode ser punido como clube?

Sim, o clube pode responder na esfera cível e trabalhista. Se ficar comprovado que a executiva agiu em nome do Grêmio, o clube pode ser obrigado a pagar indenização à vítima. Além disso, o clube pode sofrer sanções esportivas, como perda de pontos ou jogos com portões fechados, se a CBF entender que o caso configura discriminação institucional.

### Como denunciar casos de injúria racial?

A vítima ou testemunhas podem registrar boletim de ocorrência em qualquer delegacia, inclusive online. O MPRS também recebe denúncias pelo site ou pelo telefone 127. Em casos de racismo no futebol, a CBF disponibiliza o canal "Canal de Denúncia" no site oficial.

### Qual a diferença entre injúria racial e racismo?

A injúria racial é ofensa dirigida a uma pessoa específica, usando elementos de raça, cor, etnia, religião ou origem. O racismo, por sua vez, é a discriminação contra um grupo inteiro, como negros, indígenas ou judeus. A pena para racismo é de 1 a 5 anos de reclusão, e o crime é imprescritível.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/mprs-denuncia-executiva-futebol-gremio-por-injuria-racial/
