A Nasa lançou neste domingo (30), às 8h26 no horário de Brasília, o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, um observatório do tamanho de um ônibus. O equipamento partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX. A missão inicial é de cinco anos, período em que o Roman vai investigar energia escura, matéria escura e procurar novos mundos.
O telescópio foi projetado para observar grandes regiões do céu e detectar objetos extremamente distantes ou pouco luminosos. Com isso, cientistas esperam revelar galáxias e exoplanetas nunca observados antes. Um dos objetivos é a busca por planetas errantes, mundos que vagam pelo espaço sem orbitar uma estrela.
"Liftoff! @NASARoman begins its flight to space. The Roman telescope's wide field of view will generate never-before-seen images, revolutionizing our understanding of the universe", publicou a agência no X.
Energia escura é o nome que os cientistas dão ao fenômeno por trás da expansão acelerada do Universo. Embora saibam que essa expansão está acelerando, a natureza do que causa esse comportamento segue um dos grandes problemas em aberto da cosmologia. Já a matéria escura não emite nem reflete luz, por isso permanece invisível aos telescópios convencionais, mas seus efeitos gravitacionais aparecem na organização de estrelas e galáxias.
O Roman vai reunir novas pistas sobre os dois fenômenos e ampliar o conhecimento sobre mundos além do Sistema Solar. Para quem acompanha lançamentos espaciais, o que chama atenção aqui é o tamanho do bicho: um ônibus inteiro dedicado a olhar para o que não vemos. A promessa de palco é revolucionar nossa compreensão do cosmos; a entrega, se tudo correr bem, são imagens inéditas e dados que podem reescrever livros de astrofísica.
Enquanto o Roman não começa a mandar dados, resta acompanhar os próximos passos da missão. A expectativa é que as primeiras observações ajudem a entender como o Universo se formou e evoluiu, além de mapear mundos que nunca imaginamos existir. missões espaciais 2026