Nunes: Judiciário "não chorará no cemitério" após liberar Uber Moto em SP
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou na 4ª feira (22.jul.2026) que os responsáveis pela liberação do serviço de transporte de passageiros por moto via aplicativo na capital não estarão "junto no cemitério chorando a dor da perda" em caso de acidentes. A declaração ocorreu após a Justiça de São Paulo determinar que a Prefeitura conceda o credenciamento da Uber para operar a modalidade. O prazo para a liberação termina nesta 5ª feira (23.jul), sob multa diária de R$ 5.000.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse que o Judiciário determina a liberação do Uber Moto, mas não lida com as consequências humanas e sociais das tragédias. A decisão foi tomada pela juíza Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública, na 3ª feira (21.jul). O prazo para que a Prefeitura permita essa modalidade de transporte termina nesta 5ª feira (23.jul), sob pena de multa diária de R$ 5.000 em caso de descumprimento.
O que Nunes disse sobre a decisão judicial
"E quando acontecer o acidente, quando acontecer a morte, quando acontecer de as pessoas ficarem paraplégicas, quando acontecerem as amputações, não vai ter ninguém que vai estar junto lá no cemitério chorando a dor da perda de pessoas que infelizmente irão morrer", declarou Nunes durante o lançamento do estúdio da BandNews TV na capital paulista.
Para o prefeito, a decisão judicial ignora os impactos reais sobre a vida das pessoas. Ele afirmou que recorrerá, utilizando dados de saúde pública e segurança viária que apontam que a categoria representa mais da metade dos atendimentos por traumas no trânsito na rede pública de saúde.
O entrave do credenciamento: seguro e burocracia
O impasse envolveu requisitos de credenciamento no CMUV (Comitê Municipal de Uso do Viário), em especial a apólice de Seguro de Acidentes Pessoais a Passageiros. A Prefeitura negou o credenciamento por "pendências burocráticas" no comprovante.
A Justiça, por sua vez, afirmou que a Uber já havia cumprido a exigência de seguro e considerou que a 2ª recusa da Prefeitura repetia ato considerado ilegal. A decisão da juíza Patrícia Persicano Pires determinou que a Prefeitura conceda o credenciamento da Uber para operar o serviço de transporte de passageiros por moto.
O que muda para passageiros e motociclistas
Com a liberação judicial, a Uber poderá operar o transporte de passageiros por moto em São Paulo. A decisão estabelece que a Prefeitura deve permitir essa modalidade, sob pena de multa diária de R$ 5.000. A expectativa é que o serviço comece a funcionar após o cumprimento do prazo, que termina nesta 5ª feira (23.jul).
Para os passageiros, a nova opção de transporte pode significar mais agilidade em deslocamentos, especialmente em regiões com trânsito intenso. Para os motociclistas, a possibilidade de atuar como motoristas de aplicativo representa uma nova fonte de renda.
Recurso da Prefeitura e dados de segurança
Nunes afirmou que recorrerá da decisão. Ele utilizará dados de saúde pública e segurança viária que apontam que a categoria representa mais da metade dos atendimentos por traumas no trânsito na rede pública de saúde. O prefeito argumenta que a liberação do serviço pode aumentar o número de acidentes e mortes no trânsito.
Posição da Uber
O Poder360 procurou a empresa Uber por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar sobre as declarações de Ricardo Nunes. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada.
Perguntas Frequentes
Quando o Uber Moto começa a funcionar em SP?
O prazo para a Prefeitura liberar o serviço termina nesta 5ª feira (23.jul). A Uber poderá operar após o cumprimento da decisão judicial.
Qual é a multa se a Prefeitura não cumprir a decisão?
A multa diária é de R$ 5.000 em caso de descumprimento da determinação judicial.
Quem foi a juíza responsável pela decisão?
A decisão foi tomada pela juíza Patrícia Persicano Pires, da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo.
Por que a Prefeitura negou o credenciamento?
A Prefeitura negou o credenciamento por "pendências burocráticas" no comprovante de seguro de acidentes pessoais a passageiros.
O que Nunes pretende fazer agora?
O prefeito afirmou que recorrerá da decisão, usando dados de saúde pública e segurança viária sobre acidentes com motos.
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