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Operação Metástase: Jaguar de luxo ocultava carga de R$ 4,6 milhões em remédios contra câncer

ResumoA Operação Metástase, da Polícia Civil, prendeu cinco pessoas e apreendeu um Jaguar de luxo que ocultava carga de medicamentos contra o câncer roubados, avaliada em R$ 4,6 milhões. O líder do esquema, Stefano Montovani Fernandes, foi detido. O crime organizado compromete a saúde pública ao desviar remédios essenciais para pacientes oncológicos.

A Operação Metástase, da Polícia Civil, prendeu cinco pessoas e apreendeu um Jaguar de luxo com carga de medicamentos contra o câncer roubados, avaliada em R$ 4,6 milhões. O líder, Stefano Montovani Fernandes, foi detido. Descubra como o crime organizado compromete a saúde públic

Babi Cordeiro
Operação Metástase: Jaguar de luxo ocultava carga de R$ 4,6 milhões em remédios contra câncer

Operação Metástase: Jaguar de luxo ocultava carga de R$ 4,6 milhões em remédios contra câncer — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Operação Metástase: Jaguar de luxo ocultava carga milionária de remédios para câncer

A Polícia Civil apreendeu um Jaguar de luxo com uma carga de remédios contra o câncer avaliada em R$ 4,6 milhões, durante a Operação Metástase. O veículo estava na casa de Stefano Montovani Fernandes, apontado como líder da quadrilha. A carga era de um lote roubado em 8 de julho, em Santo Antônio de Posse, interior de São Paulo. O esquema, que contava com apoio do Terceiro Comando Puro (TCP), movimentou cerca de R$ 33 milhões em apenas um ano, entre 2025 e 2026.

Como a operação revelou o esquema de roubo de medicamentos

A investigação começou após uma série de roubos de medicamentos de alto valor. A polícia chegou à residência de Stefano, em Santo André (SP), e encontrou o Jaguar. Dentro, estavam os remédios, cuja origem foi rastreada até o roubo em Santo Antônio de Posse. A Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC-Cap) conduziu as investigações.

Os presos e as acusações

Cinco pessoas foram presas, todas negaram as acusações. São eles: Stefano Montovani Fernandes (líder), Fernanda Rodrigues França (receptadora), Guilherme Silva Lopes de Sena (armazenamento ilegal), Carlos Roberto Fernandes (posse de armas) e Umberto Xavier de Lima (receptador). A operação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 97 de busca e apreensão.

O papel do Terceiro Comando Puro (TCP)

A quadrilha era apoiada pela facção Terceiro Comando Puro (TCP), que fornecia suporte territorial, bélico e proteção, especialmente no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Lá, os medicamentos eram transbordados, armazenados, fracionados e distribuídos para todo o país.

Como o esquema afeta pacientes e a saúde pública

O delegado André Prates destacou que os medicamentos roubados muitas vezes têm como destino a rede pública de saúde. "Roubam medicamentos que, muitas vezes, têm como destino o abastecimento da rede pública de saúde. E roubam de forma extremamente violenta, com fuzis e batedores", disse. A manipulação e o armazenamento inadequados podem comprometer a eficácia dos remédios, gerando riscos para pacientes oncológicos, transplantados e pessoas com doenças autoimunes.

A sofisticação da lavagem e reinserção no mercado

Para disfarçar a origem criminosa, a quadrilha usava 25 empresas de fachada, transportadoras, entregadores e "laranjas". Eles aliciavam funcionários de transportadoras para obter informações sobre rotas e cargas. Os medicamentos eram revendidos para hospitais privados e, em alguns casos, para instituições públicas de saúde por meio de licitações, com valores abaixo do mercado.

As ações em quatro estados

A operação ocorreu em quatro estados: Rio de Janeiro (Complexo da Maré, Baixada Fluminense), São Paulo (capital, Santo André, São Caetano do Sul), Goiás (Goiânia) e Pará (Belém). No Complexo da Maré, houve intenso tiroteio e barricadas em chamas, que suspenderam atendimento em unidades de saúde. Foi solicitado o bloqueio de R$ 30 milhões em contas bancárias e o sequestro de imóveis e veículos de luxo.

Perguntas Frequentes

O que é a Operação Metástase?

É uma operação da Polícia Civil que desarticulou um esquema de roubo de medicamentos oncológicos, com apoio do TCP. Apreendeu um Jaguar com carga de R$ 4,6 milhões.

Quem é o líder da quadrilha?

Stefano Montovani Fernandes, preso em Santo André (SP). Ele é apontado como mentor do esquema.

Como os medicamentos eram revendidos?

Através de 25 empresas de fachada, transportadoras e laranjas. Eram vendidos para hospitais privados e públicos por licitação.

Qual o impacto na saúde pública?

Os remédios roubados muitas vezes abasteciam a rede pública. O armazenamento inadequado pode inutilizá-los, afetando pacientes oncológicos.

Quantas pessoas foram presas?

Cinco pessoas, incluindo o líder e receptadores. Todos negaram as acusações.

Qual o valor movimentado pelo esquema?

Cerca de R$ 33 milhões entre 2025 e 2026, com bloqueio de R$ 30 milhões solicitado pela Justiça.

Babi Cordeiro

Editoria Destaques

Babi Cordeiro cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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