Operador financeiro do CV e de TH Joias é preso no Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira (22) um homem apontado como operador financeiro ligado ao ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias. O ex-parlamentar foi preso em novembro de 2025 por ligação com a facção CV (Comando Vermelho).
A prisão ocorre em meio a investigações que revelam como o crime organizado usava cargos públicos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para movimentar dinheiro ilícito. O homem foi condenado a seis anos e seis meses de prisão por organização criminosa, em regime inicial semiaberto, além de ter decretada a perda da função pública.
Como a fachada na Alerj funcionava
Segundo a polícia, o homem foi condenado por fazer parte do núcleo logístico e financeiro de uma organização criminosa que tinha atuação na Alerj e era ligada à cúpula do Comando Vermelho. As investigações apontam que o suspeito era nomeado para um cargo comissionado no gabinete parlamentar.
Na prática, isso funcionava como cobertura legal para uma operação de recolhimento e transporte de altas quantias de dinheiro em espécie, resultado de atividades ilícitas. A nomeação no gabinete parlamentar servia como fachada e facilitação logística para a circulação de recursos ilícitos.
Contato direto com lideranças do Complexo do Alemão
De acordo com a polícia, o homem mantinha contato frequente com lideranças da organização criminosa no Complexo do Alemão, de quem recolhia valores expressivos em dinheiro vivo. O esquema envolvia entregas diretas de altas quantias.
Segundo as investigações, o suspeito chegou a levar R$ 100 mil para TH Joias e R$ 90 mil para outros integrantes do grupo. Os valores eram transportados em espécie, sem registro bancário, o que dificultava o rastreamento.
O que isso significa para o cidadão
A prisão de um operador financeiro ligado ao crime organizado dentro da estrutura da Alerj expõe como o crime organizado pode infiltrar instituições públicas. Para o cidadão, isso significa que parte dos recursos públicos, salários e verbas de gabinete, podem ter sido desviados para financiar atividades criminosas.
A condenação do suspeito, com perda da função pública, mostra que o sistema de Justiça tem mecanismos para punir esse tipo de desvio. Mas o caso também levanta perguntas sobre como evitar que cargos comissionados sejam usados como fachada para o crime.
Como funciona a pena e o regime semiaberto
O homem foi condenado a seis anos e seis meses de prisão por organização criminosa, em regime inicial semiaberto. Nesse regime, o condenado pode trabalhar durante o dia e dormir na prisão à noite. A perda da função pública é uma consequência adicional, que impede o retorno ao cargo público.
A pena foi definida com base no envolvimento do suspeito no núcleo logístico e financeiro da organização. A polícia continua investigando possíveis ramificações do esquema dentro da Alerj.
Perguntas Frequentes
Quem foi preso?
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem apontado como operador financeiro ligado ao ex-deputado estadual TH Joias e ao Comando Vermelho. O nome do suspeito não foi divulgado pela polícia.
Qual a ligação com TH Joias?
Segundo as investigações, o suspeito era operador financeiro do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias, preso em novembro de 2025 por ligação com o Comando Vermelho.
O que ele fazia no esquema?
O homem era nomeado para um cargo comissionado no gabinete parlamentar e exercia a função de recolher e transportar altas quantias de dinheiro em espécie, resultado de atividades ilícitas.
Quanto dinheiro ele movimentava?
Segundo as investigações, o suspeito chegou a levar R$ 100 mil para TH Joias e R$ 90 mil para outros integrantes do grupo.
Qual foi a pena?
O homem foi condenado a seis anos e seis meses de prisão por organização criminosa, em regime inicial semiaberto, além de ter decretada a perda da função pública.