# Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

> Estudo Nexus com 2.013 brasileiros revela que metade da população acredita que os pais atuais estão menos presentes na criação dos filhos que gerações anteriores. A pesquisa aponta divergências de percepção entre homens e mulheres sobre a paternidade contemporânea. O levantamento também define critérios sociais para caracterizar um bom pai, como participação ativa e responsabilidade afetiva.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 07 de agosto de 2026 · Dani Quaresma*

Metade dos brasileiros acredita que os pais de hoje estão menos presentes na criação dos filhos que os de gerações anteriores. Estudo Nexus com 2.013 pessoas revela divergências de percepção entre homens e mulheres e o que define um bom pai.

## Pais estão menos presentes na criação de filhos, aponta estudo

Metade dos brasileiros acredita que os pais da atualidade estão menos presentes na criação dos filhos do que os das gerações anteriores. Em contrapartida, oito em cada dez brasileiros consideram alta ou muito alta a importância dos pais na vida dos filhos. A constatação é de estudo do Instituto Nexus, que entrevistou 2.013 pessoas de diferentes regiões do país.

**Resposta direta:** Estudo do Instituto Nexus com 2.013 brasileiros mostra que 50% acreditam que os pais estão menos presentes na criação dos filhos que os de gerações anteriores. Entre mulheres, 56% veem queda; entre homens, 44%. Presença no dia a dia é o atributo mais valorizado (49%).

## Percepção de queda: o que os números revelam

A pesquisa trouxe à tona uma divergência clara de percepções sobre o papel do pai entre homens e mulheres. Entre as mulheres, 56% acreditam que os pais participam menos do que antes, enquanto 31% acreditam que estão mais presentes. Entre os homens, a percepção é equivalente, com 44% achando que a participação é maior hoje, enquanto outros 44% afirmam que diminuiu.

Ou seja, a maioria feminina enxerga uma redução na presença paterna. Já entre os homens, o cenário é dividido: metade vê avanço, metade vê retrocesso. Essa diferença de leitura pode refletir expectativas distintas sobre o que significa estar presente na criação.

## Importância da paternidade: homens valorizam mais

Quando o assunto é a importância da paternidade no desenvolvimento dos filhos, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta, em comparação com 73% das mulheres. A diferença de oito pontos percentuais sugere que, mesmo com a percepção de queda, os homens reconhecem o próprio papel como central.

Ao analisar as faixas etárias, observa-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos de idade a consideram importante. Por outro lado, esse reconhecimento reduz-se para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais. A geração mais nova parece ter internalizado a importância da presença paterna, enquanto os mais velhos, talvez por terem vivido outra realidade, atribuem menos peso.

## O que define um bom pai, segundo o estudo

O estudo também avaliou a definição prática do que é ser um "bom pai" e aponta que 49% da população considera "ser presente no dia a dia" como a principal característica. Em seguida surge educar/orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

A presença diária é apontada por 53% das mulheres como o mais relevante para definir um bom pai, superando os 45% registrados entre os homens. A imposição de limites na educação e orientação é tida como o principal atributo por 21% do público masculino e 17% do feminino.

O convívio paterno no dia a dia é visto como mais importante entre a população de 25 a 40 anos (56%) e a de 16 a 24 anos (55%). Os mais velhos consideram a educação a característica mais importante. O índice é superior entre a faixa de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

## O discurso avançou, a prática ainda engatinha

"O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática", avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

"O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa", acrescenta.

A fala de Tokarski resume o paradoxo: a sociedade já valoriza a presença, mas a percepção de que os pais ainda não entregam essa presença na mesma medida permanece forte. O que muda, na prática, é que o pai provedor, que sustentava a casa e pouco participava da rotina, já não é o modelo idealizado.

## Gerações em conflito: o que cada faixa etária espera

Os dados por faixa etária mostram um descompasso entre o que os mais jovens esperam e o que os mais velhos priorizam. Enquanto 82% dos jovens de 16 a 24 anos consideram a paternidade importante, apenas 62% dos com 60 anos ou mais pensam o mesmo. A diferença de 20 pontos percentuais é um dos achados mais expressivos da pesquisa.

No recorte sobre o bom pai, a presença diária é prioridade para 55% dos jovens de 16 a 24 anos e 56% daqueles entre 25 e 40 anos. Já a educação com limites é o principal atributo para 24% das pessoas de 41 a 49 anos e 26% das com 60 anos ou mais.

Ou seja, a geração que está criando filhos pequenos agora valoriza o contato diário, enquanto a geração que já criou, ou está criando filhos adultos, ainda enxerga na orientação e nos limites o papel central do pai.

## O que isso significa para as famílias brasileiras

A pesquisa do Instituto Nexus não traz respostas prontas, mas escancara um dilema contemporâneo. Se metade da população sente que os pais estão menos presentes, e a outra metade se divide, é razoável concluir que a transição do modelo de pai provedor para o pai participativo ainda está em curso.

Para quem é pai hoje, o recado é direto: a presença no dia a dia não é apenas desejada, é o atributo mais valorizado pela população. E para quem está criando filhos, a expectativa é que a prática acompanhe o discurso.

## Perguntas Frequentes

### Os pais estão realmente menos presentes na criação dos filhos?

Segundo o estudo do Instituto Nexus, 50% dos brasileiros acreditam que sim, os pais estão menos presentes que os de gerações anteriores. Entre as mulheres, 56% compartilham dessa percepção; entre os homens, 44%.

### O que define um bom pai para os brasileiros?

Para 49% da população, ser presente no dia a dia é a principal característica. Educar com limites aparece em segundo lugar, com 19%, seguido de demonstrar carinho (8%), dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).

### Homens e mulheres pensam diferente sobre paternidade?

Sim. Enquanto 81% dos homens consideram a paternidade alta ou muito alta em importância, entre as mulheres esse índice é de 73%. Além disso, mais mulheres (53%) valorizam a presença diária do que homens (45%).

### Qual a importância da paternidade para os jovens?

Entre os jovens de 16 a 24 anos, 82% consideram a paternidade importante. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice cai para 62%.

### O que o CEO da Nexus diz sobre os resultados?

Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, afirma que o brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é presente no dia a dia, mas que "o desafio agora está na prática". Ele também destaca que o discurso avançou mais rápido que a mudança real de comportamento.

- Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/pais-estao-menos-presentes-criacao-filhos-aponta-estudo/
