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Petróleo se aproxima de US$ 100 com escalada de conflitos no Oriente Médio

ResumoO petróleo Brent aproxima-se de US$ 100 por barril, cotado a US$ 98,60, após ataques dos EUA ao Irã e ações dos houthis contra petroleiros sauditas. A escalada de conflitos no Oriente Médio ameaça o abastecimento global e pressiona os preços dos contratos futuros.

Os contratos futuros do petróleo sobem nesta quinta-feira (23), com o Brent na casa de US$ 98,60, após ataques dos EUA ao Irã e ação dos houthis contra petroleiros sauditas. A escalada de conflitos no Oriente Médio ameaça o abastecimento global e pode pressionar os preços dos com

Igor Bastos
Petróleo se aproxima de US$ 100 com escalada de conflitos no Oriente Médio

Petróleo se aproxima de US$ 100 com escalada de conflitos no Oriente Médio — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Petróleo se aproxima de US$ 100 com escalada de conflitos no Oriente Médio

Eu morri de novo, e a culpa não é minha, mas dessa vez a morte é no meu bolso. O petróleo Brent subiu 4,8% nesta quinta-feira (23), negociado a US$ 98,60, enquanto o WTI avançou 4,3%, a US$ 90,59. A escalada de conflitos no Oriente Médio, com ataques dos EUA ao Irã e ação dos houthis contra petroleiros sauditas, eleva o temor de disrupção nas cadeias de abastecimento global, aproximando o preço do patamar psicológico de US$ 100.

Por que o petróleo está subindo tanto?

A alta é a quinta sessão seguida de valorização, acompanhando o acirramento dos conflitos no Oriente Médio. Os houthis, alinhados ao Irã, afirmaram na quinta-feira que atacaram dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do quase fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã.

Enquanto isso, as forças armadas dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã, sob ordens do presidente Donald Trump, marcando a 12ª noite consecutiva de ataques americanos e provocando novas retaliações iranianas.

O que diz o CENTCOM sobre os ataques?

O CENTCOM (Comando Central dos EUA) anunciou em uma publicação nas redes sociais, na noite de quarta-feira (22), que as Forças Armadas americanas completaram a 12ª noite consecutiva de ataques contra o Irã. "As forças americanas atacaram alvos militares iranianos, incluindo instalações marítimas, depósitos de mísseis e drones, locais de vigilância costeira e ativos de defesa aérea", disse o CENTCOM em X.

O exército dos Estados Unidos afirmou que "os ataques reduziram ainda mais a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e embarcações comerciais". O comunicado acrescentou que as forças americanas alvejaram, neste mês, "dezenas de instalações militares iranianas em terra, ao mesmo tempo que retomaram o bloqueio marítimo contra o Irã". O CENTCOM não forneceu detalhes adicionais sobre o número de alvos atingidos na quarta-feira.

E a diplomacia? O que Rubio disse?

Nesta quinta-feira (23), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi questionado sobre as recentes ameaças do presidente Donald Trump de "bombardear e destruir" uma ponte ou usina de energia sempre que o Irã atacar um navio no Estreito de Ormuz. Ao falar com jornalistas à margem da cúpula da ASEAN em Manila, capital das Filipinas, Rubio afirmou: "O Irã está nos implorando, direta e indiretamente: 'Vamos fazer um acordo. Vamos conversar. Vamos conversar'." Ele acrescentou que, sempre que os EUA e o Irã concordam com um acordo de cessar-fogo, "aqueles que estão no comando lá ou o rompem ou querem alterá-lo".

Como isso afeta o Brasil?

A alta do petróleo no mercado internacional pressiona os preços dos combustíveis no Brasil, já que a Petrobras usa o Brent como referência para reajustes. Com a aproximação dos US$ 100, o temor é de que a gasolina, o diesel e o gás de cozinha fiquem mais caros nas bombas, afetando o bolso do consumidor brasileiro. Além disso, a inflação pode ser impactada, já que o transporte e a logística dependem do diesel.

O que esperar dos próximos dias?

A quinta sessão consecutiva de alta indica que o mercado reage com nervosismo a cada novo ataque. A ameaça dos houthis de bloquear a Arábia Saudita, somada ao quase fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, cria um cenário de risco de desabastecimento global. Qualquer nova escalada pode empurrar o Brent para além dos US$ 100, patamar que não era visto desde 2022. impactos da guerra no preço dos combustíveis

Perguntas Frequentes

O que é o Brent?

O Brent é a principal referência de preço do petróleo no mercado global, usado como base para reajustes de combustíveis em vários países, incluindo o Brasil.

O que é o WTI?

O WTI (West Texas Intermediate) é a referência de preço do petróleo nos Estados Unidos, geralmente cotado um pouco abaixo do Brent.

Quem são os houthis?

Os houthis são um grupo rebelde alinhado ao Irã, que atua no Iêmen e tem realizado ataques a navios no Mar Vermelho e no Golfo de Omã.

O que é o Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estratégica entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

Como a alta do petróleo me afeta?

A alta do petróleo pressiona os preços da gasolina, diesel e gás de cozinha no Brasil, além de impactar a inflação e o custo de vida.

O que é o CENTCOM?

O CENTCOM é o Comando Central dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio e na Ásia Central.

Igor Bastos

Editoria Destaques

Igor Bastos cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.