# PF investiga furto de computadores e carros da Receita Federal no Rio

> A Operação Backdoor da Polícia Federal investiga o furto de aproximadamente 300 computadores, cinco geladeiras e veículos da Receita Federal no Rio de Janeiro. O esquema criminoso envolvia um servidor cedido ao órgão e uma organização social, que desviavam os equipamentos para beneficiários não identificados.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 24 de julho de 2026 · Babi Cordeiro*

A Polícia Federal deflagrou a Operação Backdoor para investigar o furto de cerca de 300 computadores, cinco geladeiras e veículos da Receita Federal no Rio. O esquema envolvia um servidor cedido ao órgão e uma organização social. Entenda o caso.

A Polícia Federal promoveu nesta quinta-feira (23) a Operação Backdoor com a finalidade de apurar esquema de desvio de bens pertencentes à Receita Federal, na zona portuária do Rio. As investigações começaram a partir de denúncias encaminhada pela Receita Federal, que apontou indícios do furto de cerca de 300 computadores e cinco geladeiras pertencentes ao patrimônio da instituição, avaliados em cerca de R$ 350 mil, além do desaparecimento de veículos do pátio do órgão.

A ação apura ainda a eventual destinação desses bens a terceiros mediante uso de termos de doação fraudulentos.

De acordo com as investigações, os bens teriam sido furtados por meio de um esquema que contaria com o envolvimento de um servidor público cedido à Receita Federal e de integrantes de uma organização social.

Nas ações de hoje, policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão nos bairros de Brás de Pina, Senador Camará e Guaratiba, no município do Rio de Janeiro, e no bairro Encruzo da Enseada, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense.

O nome da operação faz referência à expressão em inglês "Backdoor" ("porta dos fundos"), em alusão ao modo como a maior parte dos bens era retirada por uma saída localizada aos fundos do edifício da Receita Federal.

## O que a Operação Backdoor significa para o cidadão

Quando a PF investiga furto de computadores e carros da Receita Federal no Rio, a pergunta que fica é: isso mexe com o meu bolso? A resposta curta é sim, mas de forma indireta. Equipamentos públicos desviados significam menos recursos para serviços essenciais, como fiscalização e emissão de documentos.

Além disso, o uso de termos de doação fraudulentos pode indicar fragilidades no controle patrimonial do órgão. Isso não afeta diretamente o contribuinte hoje, mas levanta questões sobre a segurança de bens públicos que, em tese, deveriam estar sendo usados para melhorar a prestação de serviços.

## Como o esquema funcionava

A investigação aponta que os bens eram retirados por uma saída localizada aos fundos do edifício da Receita Federal, daí o nome "Backdoor" (porta dos fundos). O esquema contaria com o envolvimento de um servidor público cedido ao órgão e de integrantes de uma organização social.

Os bens furtados incluem cerca de 300 computadores e cinco geladeiras, avaliados em cerca de R$ 350 mil, além de veículos do pátio da Receita. A PF apura ainda se esses bens foram destinados a terceiros por meio de termos de doação fraudulentos.

## O que muda com a investigação

A Operação Backdoor é um desdobramento de denúncias feitas pela própria Receita Federal. Isso mostra que o órgão está monitorando o próprio patrimônio e acionando as autoridades quando necessário. Para o cidadão, a expectativa é que o caso sirva de alerta para que medidas de controle sejam reforçadas.

A Receita Federal, como órgão público, tem a obrigação de zelar pelos bens que pertencem ao patrimônio da União. O desvio desses equipamentos pode, em tese, comprometer a capacidade operacional do órgão, mas não há, até o momento, indícios de que serviços ao público tenham sido afetados.

## Onde a PF cumpriu os mandados

Os quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos em bairros do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis. Veja os locais:

- Brás de Pina (Rio de Janeiro)
- Senador Camará (Rio de Janeiro)
- Guaratiba (Rio de Janeiro)
- Encruzo da Enseada (Angra dos Reis)

A escolha desses endereços sugere que os alvos da operação estão espalhados por diferentes regiões, o que pode indicar uma rede de atuação ampla.

## O papel da Receita Federal na denúncia

A Receita Federal foi a responsável por encaminhar as denúncias que deram início à investigação. Isso é um ponto importante: o próprio órgão lesado identificou as irregularidades e acionou a Polícia Federal. Essa postura proativa é essencial para a manutenção da integridade do patrimônio público.

A PF, por sua vez, agiu rapidamente, cumprindo mandados de busca e apreensão em menos de um mês após o início das investigações.

## Perguntas Frequentes

### O que é a Operação Backdoor?

É uma operação da Polícia Federal que investiga o furto de computadores, geladeiras e veículos da Receita Federal no Rio de Janeiro. O nome faz referência à porta dos fundos por onde os bens eram retirados.

### Quem está sendo investigado?

As investigações apontam o envolvimento de um servidor público cedido à Receita Federal e de integrantes de uma organização social. Nenhum nome foi divulgado até o momento.

### Quantos bens foram furtados?

Cerca de 300 computadores e cinco geladeiras, além de veículos do pátio da Receita. O valor estimado é de R$ 350 mil.

### O que são termos de doação fraudulentos?

São documentos falsos usados para dar aparência legal à transferência dos bens para terceiros. A PF investiga se esse foi o mecanismo usado para desviar o patrimônio.

### Como a Receita Federal descobriu o esquema?

A própria Receita Federal encaminhou denúncias à Polícia Federal após identificar indícios de furto e desvio de bens.

### O que acontece agora?

A PF continua as investigações com base nos materiais apreendidos. Novas fases da operação podem ocorrer conforme o avanço das apurações.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/pf-investiga-furto-computadores-carros-receita-federal-rio/
