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PL pede investigação contra rede de 20 mil perfis falsos contra Flávio Bolsonaro no TSE

ResumoO Partido Liberal (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma representação contra uma rede de 20 mil perfis falsos na Meta. A investigação apura o impulsionamento de propaganda negativa contra Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Cleitinho Azevedo. O senador Rogério Marinho e a advogada Maria Cláudia Bucchianeri entregaram o documento ao ministro Kassio Nunes Marques.

O PL acionou o TSE para investigar uma rede de 20 mil perfis falsos na Meta que impulsionava propaganda negativa contra Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Cleitinho Azevedo. Senador Rogério Marinho e advogada Maria Cláudia Bucchianeri entregaram representação ao ministro Kas

Dani Quaresma
PL pede investigação contra rede de 20 mil perfis falsos contra Flávio Bolsonaro no TSE

PL pede investigação contra rede de 20 mil perfis falsos contra Flávio Bolsonaro no TSE — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

A equipe jurídica do Partido Liberal (PL) protocolou nesta segunda-feira (20 de julho de 2026) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de investigação contra o que classifica como uma rede de 20 mil perfis falsos nas plataformas da Meta. A representação, em sigilo, foi entregue pessoalmente ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, pelo coordenador da pré-candidatura presidencial do PL, senador Rogério Marinho (PL-RN), e pela advogada do partido, Maria Cláudia Bucchianeri.

O pedido em uma frase: O PL quer que o TSE investigue uma suposta organização criminosa que usava contas falsas para impulsionar propaganda negativa contra as pré-candidaturas de Flávio Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).

Como o PL diz ter descoberto a rede de perfis falsos

De acordo com a advogada Maria Cláudia Bucchianeri, a campanha detectou um padrão suspeito na biblioteca de anúncios da Meta: perfis com menos de 50 seguidores estavam fazendo contratações de R$ 200 mil para impulsionar conteúdos políticos. Ela afirmou que as contas utilizavam CPFs falsos para comprar o impulsionamento e, em seguida, apagavam os perfis para não deixar rastros.

"O que nos causa espanto é o fato de as pessoas estarem escondidas, fazendo isso de uma forma absolutamente encoberta e de uma forma criminosa, inclusive, descumprindo uma resolução clara do nosso Tribunal Eleitoral, onde há uma proibição expressa sobre o impulsionamento de matérias negativas, além de mentirosas, falaciosas", declarou Bucchianeri.

Outro elemento citado pela advogada é o código de DDD (Discagem Direta a Distância) 041, de telefones do Paraná, que se repetia como padrão em várias contas que realizavam o impulsionamento.

O que o PL pede ao TSE

Na representação, o PL solicita que o ministro Kassio Nunes Marques decida liminarmente para autorizar a abertura de uma investigação sobre o caso. O objetivo é identificar os financiadores da operação, que o partido caracteriza como "organização criminosa para impulsionar conteúdos contra a direita".

O senador Rogério Marinho afirmou que Nunes Marques se comprometeu a avaliar o pedido o quanto antes. "Nós estamos pedindo que haja uma ampla investigação, que os perfis, evidentemente, sejam retirados, pelo menos a essa vinculação negativa e que se apure quem está por trás disso", disse o senador.

Por que o PL foi direto ao TSE e não à PF

Marinho explicou que a legenda optou por levar o pedido diretamente ao TSE, em vez de acionar a Polícia Federal ou o Ministério Público Federal (MPF). "Não estamos antecipando o resultado da investigação. Queremos apenas que ela aconteça e que possamos identificar aqueles que estão por trás dessa ação criminosa deliberada e planejada, que, de forma muito evidente, prejudica uma das candidaturas", declarou.

O senador ainda afirmou que, no momento, não é possível atribuir responsabilidade a adversários políticos do PL, como o PT ou partidos ligados à pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele pediu que as autoridades exijam da Meta a relação dos financiadores das campanhas.

O padrão dos perfis falsos, segundo a defesa de Flávio

A coordenadora da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro destacou que as apurações da legenda foram feitas apenas com informações públicas e que seria necessária a atuação de órgãos de investigação para chegar aos autores da rede. Ela apontou que o DDD 041 (Paraná) era um padrão expressivo nas contas que realizavam o impulsionamento.

Bucchianeri reforçou que, além de violar a resolução do TSE que proíbe impulsionamento de conteúdo negativo, a prática envolve falsificação de CPFs e uso de perfis efêmeros para ocultar os responsáveis.

Próximos passos da investigação

A representação está sob sigilo, e cabe ao ministro Kassio Nunes Marques decidir sobre o pedido liminar do PL. Caso autorizada, a investigação poderá envolver a quebra de sigilo de dados das contas na Meta e a identificação dos CPFs e financiadores por trás dos anúncios.

O partido aguarda a decisão do TSE para dar continuidade ao processo e espera que a plataforma colabore fornecendo informações sobre os pagamentos realizados.

Perguntas Frequentes

O que o PL alega sobre os perfis falsos?

O PL alega que identificou 20 mil perfis falsos na Meta que impulsionavam propaganda negativa contra as pré-candidaturas de Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Cleitinho Azevedo, usando CPFs falsos e DDD 041 do Paraná.

Quem levou o pedido ao TSE?

O senador Rogério Marinho (PL-RN) e a advogada Maria Cláudia Bucchianeri entregaram a representação ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE.

O que o PL pede na representação?

O partido pede a abertura de investigação para identificar os financiadores da rede de perfis falsos, que classifica como "organização criminosa para impulsionar conteúdos contra a direita".

Por que o PL não acionou a Polícia Federal?

O senador Rogério Marinho afirmou que a legenda preferiu levar o caso direto ao TSE, sem acionar PF ou MPF, e que não atribui responsabilidade a adversários políticos no momento.

Qual o padrão identificado nas contas?

Segundo a advogada, as contas tinham menos de 50 seguidores, contratavam anúncios de R$ 200 mil, usavam CPFs falsos e eram apagadas após o impulsionamento. O DDD 041 (Paraná) era um padrão expressivo.

O pedido está em sigilo?

Sim, a representação encaminhada ao TSE está em sigilo, e o ministro Nunes Marques se comprometeu a avaliar o caso o quanto antes.

Dani Quaresma

Editoria Destaques

Dani Quaresma cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.