PM investigado por agredir jovem aprendiz já havia baleado motociclista de 19 anos em Catalão
O sargento da Polícia Militar Ricardo Lima Nascimento, investigado por agredir e ameaçar de morte um jovem aprendiz de 16 anos em Catalão (GO), já havia se envolvido em outra ocorrência violenta na cidade. Em 2024, ele atirou contra um motociclista de 19 anos durante uma abordagem de trânsito. O episódio ocorreu durante uma blitz da Polícia Militar, e o caso foi arquivado após o Ministério Público de Goiás (MPGO) concluir que não houve crime por parte do militar.
Agora, o nome do sargento voltou ao centro das investigações por causa de imagens que mostram a agressão ao adolescente. O caso aconteceu na manhã da última quinta-feira (16), quando o jovem, que trabalha como aprendiz, chegava para abrir a loja de autopeças onde atua. Câmeras de segurança registraram o momento em que uma viatura da PM estaciona em frente ao estabelecimento e o sargento entra no local.
O que mostram as imagens da agressão ao aprendiz
As imagens mostram o policial empurrando o adolescente contra a parede, dando tapas, derrubando-o no chão, apontando uma arma para ele e fazendo diversas ameaças de morte. "Você tem que morrer! Se você olhar para mim de novo, na sua vida, eu vou te matar", diz o militar no vídeo. O adolescente responde que não o encarou e afirma que apenas estava trabalhando.
A Polícia Militar afirmou que não compactua com desvios de conduta e que adotou todas as medidas legais, administrativas e disciplinares para apurar o caso. O sargento foi preso em flagrante, mas conseguiu liberdade provisória após o pagamento de fiança de R$ 3 mil. A Justiça determinou o recolhimento da arma do policial e proibiu que ele se aproxime a menos de 500 metros do jovem aprendiz.
O caso anterior: motociclista baleado em 2024
Em 2024, durante uma blitz da Polícia Militar, o motociclista de 19 anos teria desobedecido a ordem de parada e avançado na direção de um policial. Foi nesse momento que Ricardo Lima efetuou o disparo, atingindo a perna do rapaz. O caso foi arquivado após o Ministério Público de Goiás concluir que não houve crime por parte do militar.
Agora, com a nova investigação, o histórico do sargento volta a ser questionado. O processo relacionado às agressões contra o adolescente tramita em segredo de Justiça. A defesa de Ricardo Lima Nascimento informou que o policial não pretende se manifestar sobre o caso.
Como denunciar casos de violência policial
Em casos de violência policial, as vítimas ou testemunhas podem registrar denúncia na Corregedoria da Polícia Militar, no Ministério Público ou na Ouvidoria de Segurança Pública. O boletim de ocorrência também pode ser registrado em qualquer delegacia de polícia. O Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado, garantindo o anonimato do denunciante.
O que esperar da investigação
O caso do sargento Ricardo Lima Nascimento expõe um padrão de conduta que preocupa moradores de Catalão. Enquanto o primeiro episódio foi arquivado, o segundo gerou prisão em flagrante e fiança de R$ 3 mil. A Justiça agora acompanha de perto, com medidas restritivas como o recolhimento da arma e a distância mínima de 500 metros do jovem.
Para quem acompanha, fica a dúvida: o histórico de 2024 influenciará o desfecho do novo processo? O segredo de Justiça impede detalhes, mas a reincidência em ocorrências violentas coloca o comportamento do policial sob escrutínio.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com o sargento Ricardo Lima Nascimento?
Ele foi preso em flagrante por agredir e ameaçar de morte um jovem aprendiz de 16 anos em Catalão (GO), mas pagou fiança de R$ 3 mil e foi solto.
Qual foi o caso anterior envolvendo o sargento?
Em 2024, ele atirou contra um motociclista de 19 anos durante uma blitz, atingindo a perna do rapaz. O caso foi arquivado pelo MPGO.
Onde denunciar casos de violência policial?
As denúncias podem ser feitas na Corregedoria da PM, no Ministério Público, na Ouvidoria de Segurança Pública ou pelo Disque 100.
O jovem aprendiz sofreu ferimentos graves?
A fonte não informa detalhes sobre ferimentos, mas as imagens mostram agressões físicas e ameaças de morte.
O processo contra o sargento está em andamento?
Sim, o processo tramita em segredo de Justiça. A defesa do policial informou que ele não pretende se manifestar.