Uma pesquisa PoderData/Aya trouxe um retrato curioso do eleitor brasileiro: 17% admitem que só escolhem um candidato por rejeitarem os demais. O dado, divulgado em maio de 2026, mostra que a rejeição a nomes do páreo é um motor de voto tão forte quanto a preferência para uma parcela significativa do eleitorado. É como se, para cada seis pessoas, uma estivesse votando mais contra alguém do que a favor de alguém.
Segundo o levantamento PoderData/Aya, 17% dos entrevistados disseram que o voto é definido pela rejeição aos outros candidatos. O instituto ouviu 2.500 eleitores em todas as regiões do país entre os dias 10 e 14 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O que diz a pesquisa PoderData/Aya sobre a rejeição
A pesquisa, feita em parceria com a Aya, perguntou aos eleitores qual o principal motivo para escolher um candidato. As respostas mostram que a rejeição é um fator relevante, mas não o único. A preferência partidária e a identificação com propostas ainda lideram.
No entanto, o índice de 17% acende um alerta: a rejeição pode ser decisiva em um segundo turno. Se um candidato concentra alta rejeição, parte do eleitorado pode migrar para o adversário não por admiração, mas por aversão. A PoderData destacou que esse comportamento é mais comum entre eleitores com menor escolaridade e renda (PoderData, relatório de maio/2026).
Por que 17% votam por rejeição?
Vários fatores explicam esse comportamento. A polarização política, a desilusão com promessas não cumpridas e a falta de identificação com os nomes disponíveis empurram o eleitor para o voto útil ou para o "mal menor".
- Polarização: em cenários de disputa acirrada, o voto contra o adversário se torna estratégia.
- Descrença: eleitores que não se sentem representados tendem a anular ou votar por exclusão.
- Informação limitada: quem acompanha menos a política pode decidir com base na rejeição a nomes mais conhecidos.
A pesquisa PoderData/Aya também mostrou que a rejeição é maior entre eleitores que declaram não ter preferência partidária (PoderData, mai/2026). Ou seja, quem não tem um partido de estimação vota mais com o "contra" do que com o "a favor".
O que a rejeição significa para as campanhas
Para marqueteiros e candidatos, o dado de 17% é um sinal de que a estratégia de ataque ao adversário pode funcionar, mas com riscos. Atacar demais pode aumentar a própria rejeição. O equilíbrio é delicado.
A pesquisa sugere que campanhas devem investir em comunicação positiva para conquistar o eleitor por identificação, e não apenas por rejeição. Afinal, os 83% restantes ainda escolhem com base em outros critérios, como propostas, histórico e partido.
Perguntas Frequentes sobre a pesquisa PoderData/Aya
O que é a pesquisa PoderData/Aya?
É um levantamento de opinião pública realizado pelo instituto PoderData em parceria com a empresa Aya, que mede intenção de voto, rejeição e outros indicadores eleitorais.
Quantos eleitores foram ouvidos?
Foram entrevistados 2.500 eleitores em todo o Brasil, entre 10 e 14 de maio de 2026.
Qual a margem de erro da pesquisa?
A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A rejeição é o principal motivo de voto?
Não. A rejeição é o principal motivo para 17% dos eleitores. A maioria ainda escolhe por preferência partidária ou propostas.
Como a rejeição pode influenciar o segundo turno?
Em um segundo turno, o candidato com menor rejeição tende a atrair votos de quem rejeita o adversário, mesmo sem identificação plena.
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