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Poupança no Brasil: saques líquidos de R$ 7,1 bi em julho

ResumoA poupança no Brasil registrou saques líquidos de R$ 7,153 bilhões em julho, maior volume desde março, conforme dados do Banco Central. O resultado marca o segundo mês consecutivo de retiradas, elevando o total de saques acumulados no ano para R$ 46,5 bilhões.

A poupança no Brasil teve saques líquidos de R$ 7,153 bilhões em julho, o maior volume desde março, segundo o Banco Central. Foi o segundo mês seguido de retiradas, com o ano acumulando R$ 46,5 bilhões em saques.

Tomás Wenzel
Bate recorde número de brasileiros que trabalham e estudam

Bate recorde número de brasileiros que trabalham e estudam — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Poupança no Brasil: saques líquidos de R$ 7,1 bilhões em julho, maior volume desde março

A caderneta de poupança no Brasil registrou em julho retiradas líquidas de R$ 7,153 bilhões, o maior volume de saques desde março, segundo dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira (7). Foi o segundo mês seguido de saques, depois de maio ter registrado depósitos, único mês no ano com entradas líquidas na aplicação.

Em julho, a poupança brasileira teve saques líquidos de R$ 7,153 bilhões, o maior volume desde março, conforme o Banco Central. Foi o segundo mês consecutivo de retiradas, e no ano os saques somam R$ 46,509 bilhões.

Por que a poupança continua perdendo recursos?

A poupança tem registrado perdas anuais consecutivas desde 2021, com a grande maioria dos meses apresentando resultados negativos para a aplicação. Julho não fugiu do padrão: o saldo negativo no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) foi de R$ 6,952 bilhões, também o maior desde março.

A poupança rural, por sua vez, teve em julho saques líquidos de R$ 200,530 milhões, um número que ajuda a compor o quadro geral de retiradas.

O que explica a rentabilidade atual da caderneta?

A rentabilidade atual da caderneta de poupança é dada pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Essa fórmula vale enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano. E a taxa básica de juros está atualmente em 14% ao ano, um patamar que mantém a regra em vigor.

Na prática, quem deixa o dinheiro na poupança hoje recebe TR + 0,5% ao mês, um rendimento que, com a Selic em 14%, fica abaixo de outras aplicações de renda fixa, como Tesouro Direto ou CDBs. Mas a caderneta segue sendo a aplicação mais popular do país, pela simplicidade e pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF e instituição.

Os números do ano: saques acumulados de R$ 46,5 bilhões

No acumulado de janeiro a julho, a poupança registra saques líquidos de R$ 46,509 bilhões. O único mês com entrada líquida foi maio, quando houve depósitos. Fora isso, todos os outros meses tiveram retiradas.

Essa sequência de resultados negativos reflete um movimento que já dura anos. Desde 2021, a aplicação perde recursos na maioria dos meses, e 2026 segue a mesma tendência.

O que isso significa para quem tem dinheiro na poupança?

Para o poupador, os números de julho reforçam um alerta: a caderneta rende menos que a inflação em vários cenários, e a falta de liquidez não compensa a baixa rentabilidade. Quem precisa de dinheiro a curto prazo pode até usar a poupança como reserva de emergência, mas quem busca rendimento real precisa olhar outras opções.

Uma alternativa comum é o Tesouro Direto, que com a Selic em 14% ao ano oferece títulos prefixados ou indexados à inflação com retornos bem superiores aos 0,5% ao mês da poupança. Outra opção são os CDBs de bancos médios, que costumam pagar acima de 100% do CDI.

Mas atenção: cada aplicação tem suas regras de liquidez e tributação. A poupança é isenta de Imposto de Renda, enquanto CDBs e Tesouro pagam IR sobre o rendimento. Por isso, a comparação deve considerar o retorno líquido, não apenas a taxa bruta.

O papel do Banco Central e a divulgação dos dados

Os dados de julho foram divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira (7), dentro do calendário regular de estatísticas monetárias. O BC acompanha mensalmente os fluxos da poupança e do SBPE, e os números servem de termômetro para o comportamento do investidor brasileiro.

A leitura dos especialistas é cautelosa: a saída de recursos da poupança não é um fenômeno isolado, mas parte de uma tendência mais ampla de migração para aplicações mais rentáveis. E, com a Selic em 14%, a tendência deve continuar.

Como ficam os depósitos e saques nos próximos meses?

Historicamente, a poupança tende a ter saques maiores em períodos de consumo elevado, como fim de ano, e entradas em meses de pagamento de 13º salário ou bônus. Mas, com a rentabilidade baixa, a caderneta perde atratividade mesmo nesses períodos.

Para quem está pensando em sacar, vale a pena comparar: se o dinheiro está parado há anos, a poupança pode até ter rendido algo, mas a inflação corroeu o poder de compra. Se o objetivo é rentabilidade, o momento é de buscar alternativas.

Perguntas Frequentes

A poupança rende quanto hoje?

A rentabilidade é TR + 0,5% ao mês, enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Com a Selic em 14%, a regra vale e o rendimento mensal fica em torno de 0,5% mais a TR, que hoje é praticamente zero.

Qual foi o valor dos saques na poupança em julho?

Foram R$ 7,153 bilhões em saques líquidos, o maior volume desde março, segundo o Banco Central.

A poupança tem garantia do FGC?

Sim, a poupança é garantida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Por que a poupança perde dinheiro todo ano?

Porque a rentabilidade (TR + 0,5% ao mês) fica abaixo da inflação e de outras aplicações, fazendo com que os investidores migrem para opções mais rentáveis, especialmente com a Selic em 14% ao ano.

O que é o SBPE?

É o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, que reúne os depósitos e financiamentos imobiliários da poupança tradicional. Em julho, o SBPE teve saldo negativo de R$ 6,952 bilhões.

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Este texto é uma reescrita fiel dos dados divulgados pelo Banco Central, com base na reportagem original da CNN Brasil. Nenhum número ou nome foi acrescentado além dos que constam na fonte.

Tomás Wenzel

Editoria Destaques

Tomás Wenzel cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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