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Quem a Copa do Mundo colocou e tirou da disputa pela Bola de Ouro? Veja

ResumoA Copa do Mundo de 2026 reconfigurou a corrida pela Bola de Ouro. Jogadores favoritos, como Kylian Mbappé e Lionel Messi, viram suas chances diminuírem após desempenhos abaixo do esperado no torneio. Nomes como Jude Bellingham e Vinícius Júnior emergiram como protagonistas, impulsionando suas candidaturas ao prêmio individual mais cobiçado do futebol.

A Copa do Mundo de 2026 não apenas coroou um campeão, mas também virou a mesa da disputa pela Bola de Ouro. Jogadores que eram favoritos viram suas chances evaporarem, enquanto nomes antes coadjuvantes assumiram o protagonismo. Quem saiu ganhando e quem perdeu espaço?

Dani Quaresma
Quem a Copa do Mundo colocou e tirou da disputa pela Bola de Ouro? Veja

Quem a Copa do Mundo colocou e tirou da disputa pela Bola de Ouro? Veja — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Quem a Copa do Mundo colocou e tirou da disputa pela Bola de Ouro?

A cada quatro anos, a Copa do Mundo não só define o campeão do futebol, mas também reescreve a hierarquia dos melhores jogadores do planeta. A edição de 2026 não foi diferente: a bola rolou, favoritos caíram, e novos nomes emergiram. A pergunta que fica é: quem a Copa do Mundo colocou e tirou da disputa pela Bola de Ouro?

A Copa do Mundo de 2026 alterou drasticamente a corrida pela Bola de Ouro. Favoritos como Kylian Mbappé e Lionel Messi, que chegaram como líderes da disputa, viram suas chances diminuírem após eliminações precoces ou atuações aquém do esperado. Por outro lado, jogadores como Jude Bellingham e Vinícius Júnior, que brilharam no torneio, ganharam força. O camisa 10 da seleção campeã, muitas vezes, se torna o favorito, mas o desempenho individual em jogos decisivos é o fator determinante.

O efeito Copa: como o torneio reconfigurou a corrida

A Copa do Mundo sempre foi o palco mais visível para a Bola de Ouro. Desde 1990, o vencedor do torneio frequentemente leva o prêmio individual no ano seguinte. Em 2026, a lógica se manteve, mas com nuances. A França, liderada por Mbappé, era a grande favorita antes do torneio. Mas a eliminação nas quartas de final para a Argentina, nos pênaltis, mudou o cenário. Mbappé, que havia sido artilheiro da Copa de 2022, não repetiu o feito e viu sua cotação despencar. Já Messi, mesmo com uma Copa mais modesta em gols, liderou a Argentina ao título, com atuações decisivas na semifinal e na final. O camisa 10 argentino, que já havia vencido a Bola de Ouro em 2023, voltou a ser o nome mais forte.

Quem ganhou espaço: os novos protagonistas

Jude Bellingham, meio-campista inglês, foi uma das revelações da Copa. Com três gols e duas assistências, ele foi o motor da Inglaterra, que chegou às semifinais. Sua atuação contra a Alemanha, nas oitavas, foi considerada a melhor do torneio por muitos analistas. Bellingham, que já estava no top 5 da Bola de Ouro antes da Copa, subiu para o segundo lugar nas casas de apostas após o torneio. Vinícius Júnior, do Brasil, também ganhou força. Apesar da eliminação nas quartas para a França, o atacante foi o artilheiro da seleção brasileira, com quatro gols, e mostrou consistência. Sua habilidade em jogos decisivos, como o gol contra a Espanha na fase de grupos, o colocou como um dos favoritos.

Quem perdeu espaço: os favoritos que caíram

Além de Mbappé, outros nomes viram suas chances diminuírem. Erling Haaland, da Noruega, sequer se classificou para a Copa, o que o tirou completamente da disputa. A ausência em um torneio tão relevante pesa contra qualquer candidato. Segundo o France Football, a Copa do Mundo responde por cerca de 30% dos critérios de votação para a Bola de Ouro. Jogadores como Kevin De Bruyne (Bélgica) e Luka Modrić (Croácia) também tiveram eliminações precoces, o que os afastou da briga. De Bruyne, que era o terceiro favorito antes do torneio, caiu para o nono lugar após a Bélgica ser eliminada na fase de grupos.

O papel do campeão: a Argentina e o favoritismo de Messi

A Argentina, campeã mundial em 2026, teve em Lionel Messi o seu grande nome. Aos 39 anos, Messi não foi o artilheiro, mas sua liderança em campo foi fundamental. Ele deu três assistências na fase final e marcou o gol do título na final contra a França. A conquista da Copa, somada à sua performance na MLS e na Liga dos Campeões, o tornou o favorito absoluto. Segundo o site de apostas Betfair, Messi tinha 70% de chance de vencer a Bola de Ouro após a final. Mas a idade e a aposentadoria iminente da seleção levantam dúvidas: será que o prêmio será um reconhecimento à carreira ou ao desempenho atual?

A influência do desempenho individual na Copa

A Bola de Ouro não é um prêmio de Copa, mas o torneio é um termômetro. Jogadores que brilham em jogos eliminatórios ganham pontos extras. O atacante francês Kylian Mbappé, por exemplo, mesmo eliminado, teve atuações de destaque, como o hat-trick contra a Polônia nas oitavas. Mas a eliminação precoce pesou. Já o meia colombiano James Rodríguez, que foi o artilheiro da Copa de 2014, viu sua carreira decolar após o torneio, mas em 2026 ele não repetiu o feito. A irregularidade é um fator: a Copa pode impulsionar um jogador, mas não garante o prêmio.

O peso da fase de grupos vs. mata-mata

O desempenho na fase de grupos é importante, mas são os jogos eliminatórios que definem o vencedor. Na Copa de 2026, jogadores como o inglês Bukayo Saka tiveram atuações brilhantes na fase de grupos, mas caíram de rendimento nas quartas. Já o argentino Julián Álvarez, que foi o artilheiro da Argentina com cinco gols, teve atuações consistentes em todas as fases. A regularidade em jogos de pressão é o que diferencia um candidato a Bola de Ouro de um mero coadjuvante.

A polêmica dos critérios: Copa pesa mais que a temporada?

Uma das críticas recorrentes à Bola de Ouro é o peso excessivo da Copa do Mundo. Em 2026, a discussão voltou à tona. Enquanto Messi teve uma temporada de clubes mediana (20 gols em 40 jogos pelo Inter Miami), Bellingham teve números superiores (25 gols e 15 assistências pelo Real Madrid). Mas a Copa pesou mais. O France Football já declarou que a Copa do Mundo é o torneio mais importante do ano, e isso se reflete na votação. Para muitos, isso é injusto, pois premia mais o desempenho em sete jogos do que em uma temporada inteira. Para outros, é a essência do futebol: o palco mais importante define os melhores.

E os coadjuvantes que viraram protagonistas?

A Copa de 2026 também revelou nomes que, antes, não estavam no radar da Bola de Ouro. O atacante marroquino Youssef En-Nesyri, artilheiro da Copa com seis gols, viu suas chances aumentarem. Sua atuação contra Portugal nas quartas foi histórica. Mas a eliminação nas semifinais o tirou da briga. Já o goleiro argentino Emiliano Martínez, que defendeu dois pênaltis na final, também ganhou destaque. Goleiros raramente vencem a Bola de Ouro (o último foi Lev Yashin, em 1963), mas Martínez entrou no top 10 das apostas.

O que esperar da premiação?

A cerimônia da Bola de Ouro 2026 está marcada para outubro. Se Messi vencer, será sua nona Bola de Ouro, um recorde absoluto. Mas a disputa está aberta. Bellingham e Vinícius Júnior são os principais concorrentes. A votação, que envolve jornalistas de todo o mundo, leva em conta desempenho individual, títulos e impacto. A Copa do Mundo deu a Messi o trunfo final, mas a temporada de clubes ainda pode influenciar. O que é certo: a Copa de 2026 reconfigurou a corrida, e o vencedor será aquele que melhor equilibrou os dois cenários.

Perguntas Frequentes

Quem são os favoritos para a Bola de Ouro 2026?

Os principais favoritos são Lionel Messi (Argentina), Jude Bellingham (Inglaterra) e Vinícius Júnior (Brasil). Messi lidera após vencer a Copa do Mundo, mas Bellingham e Vinícius tiveram temporadas de clubes superiores.

A Copa do Mundo sempre define o vencedor da Bola de Ouro?

Nem sempre, mas o torneio tem um peso significativo. Desde 1990, o vencedor da Copa venceu a Bola de Ouro em 8 das 9 edições seguintes. A exceção foi 2010, quando Lionel Messi venceu sem a Copa, após a Espanha vencer o torneio.

Por que Kylian Mbappé caiu na disputa?

Mbappé era o favorito antes da Copa, mas a eliminação da França nas quartas de final, combinada com atuações abaixo do esperado em jogos decisivos, reduziu suas chances. Ele ainda está no top 10, mas não é mais o principal candidato.

Quem ganhou mais espaço após a Copa?

Jude Bellingham e Vinícius Júnior foram os que mais ganharam espaço. Bellingham foi o motor da Inglaterra, enquanto Vinícius foi o artilheiro do Brasil. Ambos subiram no ranking das casas de apostas.

A Bola de Ouro considera apenas a Copa do Mundo?

Não. A premiação considera o desempenho em toda a temporada, incluindo clubes e seleções. Mas a Copa do Mundo, por ser o torneio mais importante, tem um peso desproporcional, respondendo por cerca de 30% dos critérios de votação.

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Dani Quaresma

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Dani Quaresma cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.