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Relatório da ONU confirma: Brasil segue fora do Mapa da Fome e melhora indicadores

ResumoRelatório da ONU confirma que o Brasil permanece fora do Mapa da Fome e reduziu a insegurança alimentar severa para 0,6%, o menor nível da série histórica. Entre 2023 e 2025, 16,7 milhões de brasileiros deixaram essa condição. Os dados refletem melhoria nos indicadores de segurança alimentar no país.

Relatório da ONU confirma que o Brasil segue fora do Mapa da Fome e reduziu a insegurança alimentar severa para 0,6%, o menor nível da série histórica. 16,7 milhões de brasileiros deixaram essa condição entre 2023 e 2025. Entenda os números e o que eles significam para você.

Dani Quaresma
Relatório da ONU confirma: Brasil segue fora do Mapa da Fome e melhora indicadores

Relatório da ONU confirma: Brasil segue fora do Mapa da Fome e melhora indicadores — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Relatório da ONU confirma: Brasil segue fora do Mapa da Fome e melhora indicadores de segurança alimentar

O Brasil não apenas segue fora do Mapa da Fome como reduziu a insegurança alimentar severa ao menor patamar da história: 0,6%. O dado é do relatório SOFI 2025, publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O documento, que analisa dados do triênio 2023-2025, mostra que o país manteve abaixo de 2,5% a proporção da população sem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias necessárias para uma vida saudável, critério que define a presença de um país no Mapa da Fome. Entre 2023 e 2025, 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa, consolidando uma trajetória de queda contínua.

O que o relatório da ONU diz sobre o Brasil?

O relatório SOFI 2025 revela uma melhora expressiva nos indicadores de segurança alimentar do Brasil. A insegurança alimentar severa caiu para 0,6%, o menor nível da série histórica. Para efeito de comparação, no triênio 2021-2023 o índice era de 6,6%; em 2022-2024, caiu para 3,4%; agora, 0,6%. A FAO atribui essa trajetória a fatores como renda, custo dos alimentos e estabilidade econômica.

Além disso, a proporção de pessoas que não conseguem pagar por uma dieta adequada caiu para 21,1%. O custo médio diário de uma dieta saudável no Brasil foi de US$ PPC 4,89, abaixo da média da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e Caribe (US$ 4,91).

Como a economia brasileira influenciou esses resultados?

Os dados de segurança alimentar refletem melhorias nos indicadores macroeconômicos nacionais. O PIB brasileiro acumulou altas consecutivas: 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025. A taxa de desemprego caiu para 5,6% em 2025, enquanto o rendimento médio mensal domiciliar per capita atingiu R$ 2.264, o maior valor desde 2012.

O controle da inflação foi determinante. O IPCA de alimentos fechou 2025 em 2,95%, e a inflação média anual do triênio ficou em 3,8%. Ou seja, o custo dos itens básicos subiu menos que a média geral, ajudando famílias a manterem o poder de compra.

Insegurança alimentar no Brasil: o que mudou?

A diferença entre os indicadores usados pela FAO é importante para entender o cenário. A Prevalência de Subnutrição (PoU) mede a insuficiência calórica e é usada para definir o Mapa da Fome, e é nesse critério que o Brasil se mantém fora da lista. Já a Escala de Experiência em Insegurança Alimentar (FIES) avalia a percepção das famílias sobre sua segurança alimentar, com base em questionários aplicados desde 2014.

Com a queda da insegurança severa para 0,6%, o país não apenas evitou o pior como reduziu drasticamente o número de pessoas em situação crítica. Isso significa que, na prática, menos brasileiros passaram por períodos sem comida ou com fome ao longo do dia.

E no mundo? O cenário global da fome

No cenário global, o relatório SOFI aponta melhora gradual na redução da fome. Em 2025, 7,8% da população mundial enfrentou fome, queda em relação aos 8,1% de 2024 e aos 8,6% de 2022. Mesmo assim, cerca de 645 milhões de pessoas ainda passaram fome no triênio encerrado em 2025, número que, embora menor, evidencia desafios persistentes.

O Brasil se destaca positivamente, mas o relatório reforça que a manutenção desses resultados depende da continuidade das políticas públicas e do monitoramento constante dos indicadores sociais.

O que sustenta a melhora nos indicadores?

A FAO destaca que os avanços foram sustentados por políticas de segurança alimentar, programas de transferência de renda, crédito agrícola, compras públicas de alimentos e estabilidade econômica. O relatório não cita nominalmente programas específicos, mas o conjunto de ações, combinado com o crescimento econômico e a queda do desemprego, criou as condições para a redução da fome.

Para quem vive no Brasil, o efeito prático é direto: menor pressão sobre o orçamento familiar com alimentação, mais previsibilidade e menos risco de passar por privações severas.

Perguntas Frequentes

O Brasil ainda está no Mapa da Fome?

Não. O Brasil segue fora do Mapa da Fome, mantendo a proporção da população subnutrida abaixo de 2,5%, critério usado pela FAO para definir a presença no mapa.

O que é insegurança alimentar severa?

É a condição em que a pessoa passa por períodos sem comida ou com fome ao longo do dia. No Brasil, esse índice caiu para 0,6%, o menor da série histórica.

Quantas pessoas deixaram a insegurança alimentar no Brasil?

Entre 2023 e 2025, 16,7 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar severa, segundo a FAO.

Qual o custo de uma dieta saudável no Brasil?

O custo médio diário de uma dieta saudável no Brasil foi de US$ PPC 4,89, abaixo da média da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e Caribe (US$ 4,91).

O que é o relatório SOFI?

É o relatório anual da FAO sobre o estado da segurança alimentar e nutrição no mundo. A edição 2025 analisa dados do triênio 2023-2025.

Como a economia ajudou a reduzir a fome?

O PIB cresceu consecutivamente (3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025), o desemprego caiu para 5,6% e a inflação dos alimentos fechou 2025 em 2,95%, fatores que melhoraram o poder de compra das famílias.

Dani Quaresma

Editoria Destaques

Dani Quaresma cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.

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