Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode parar a cidade
Eu tava ali, na parada de ônibus, vendo o letreiro eletrônico prometer "próximo em 5 minutos", 20 minutos depois, nada. E pensei: se já tá assim num dia normal, imagina com greve. Pois é, rodoviários do Rio não chegaram a acordo com patrões, e a cidade pode parar.
Rodoviários do Rio não chegaram a acordo com patrões após assembleia realizada na noite de quarta-feira. O impasse gira em torno de reajuste salarial e vale-refeição. A categoria pode paralisar os ônibus a qualquer momento, afetando 4 milhões de passageiros por dia.
O impasse que ninguém quer
Não é frescura. Rodoviários pedem reajuste de 15% nos salários e aumento de 20% no vale-refeição. Os patrões oferecem 8% e 10%, respectivamente. A diferença parece pequena no papel, mas faz uma baita diferença no bolso de quem dirige o dia inteiro.
Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Rio, a categoria não aceita proposta abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que gira em torno de 4,5% (IBGE, IPCA, mai/2026). Mas o reajuste salarial é só parte do problema.
Vale-refeição: o nó da questão
O vale-refeição atual é de R$ 22 por dia. Os rodoviários querem R$ 26,40. Os patrões oferecem R$ 24,20. Parece troco, mas pra quem passa 8 horas no trânsito carioca, um sanduíche a mais faz diferença.
O que dizem os patrões
As empresas alegam que a planilha de custos não fecha. Dizem que a queda de 12% no número de passageiros desde 2019 (dados da RioÔnibus) inviabiliza o reajuste pedido. E que o aumento de 15% nos salários representaria R$ 80 milhões extras por ano.
E a prefeitura?
A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, disse que acompanha as negociações e espera que as partes cheguem a um acordo. Mas até agora, nenhuma mediação concreta.
O que pode acontecer
Se não houver acordo até sexta-feira, a categoria promete greve por tempo indeterminado. Isso significa:
- Ônibus parados em todas as regiões
- 4 milhões de passageiros sem transporte
- Superlotação em BRT, metrô e trens
- Trânsito ainda pior que o normal
Como se preparar
Se você depende de ônibus no Rio, já pode ir pensando num plano B:
- Aplicativos de carona: Waze Carpool, BlaBlaCar, grupos de WhatsApp
- Horários alternativos: sair mais cedo ou mais tarde pode ajudar
- Bike: a cidade tem ciclovias, mas não pra todo mundo
- Home office: se seu trabalho permite, já negocia
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Perguntas Frequentes
Quando começa a greve dos rodoviários do Rio?
Se não houver acordo até sexta-feira, a greve pode começar na segunda-feira seguinte.
Quais linhas de ônibus serão afetadas?
Todas as linhas municipais e intermunicipais operadas por empresas filiadas ao sindicato patronal.
Quanto tempo pode durar a greve?
Não há previsão. Em 2024, a greve dos rodoviários durou 3 dias.
O que fazer se a greve pegar meu trajeto?
Procure alternativas como metrô, trem, BRT, carona ou home office.
Os rodoviários têm direito à greve?
Sim, desde que respeitados os 70% da frota em horários de pico, conforme lei.
Como acompanhar as negociações?
Pelo site do Sindicato dos Rodoviários ou pela RioÔnibus.
No fim, a gente torce pelo acordo. Mas, como diria o letreiro do ônibus, "próximo em 5 minutos", a gente já sabe que pode demorar um pouco mais.