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Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode parar a cidade

ResumoRodoviários do Rio de Janeiro não chegaram a acordo com patrões após nova rodada de negociações. A greve pode paralisar a cidade a qualquer momento. O impasse envolve reajuste salarial e benefícios. Passageiros devem se preparar para possíveis interrupções no transporte público.

Após mais uma rodada de negociações, rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões e greve pode começar a qualquer momento. Entenda os motivos do impasse e como se preparar.

Tomás Wenzel
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode parar a cidade

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode parar a cidade — Foto: Reprodução / Blog Sem Juízo

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve pode parar a cidade

Eu tava ali, na parada de ônibus, vendo o letreiro eletrônico prometer "próximo em 5 minutos", 20 minutos depois, nada. E pensei: se já tá assim num dia normal, imagina com greve. Pois é, rodoviários do Rio não chegaram a acordo com patrões, e a cidade pode parar.

Rodoviários do Rio não chegaram a acordo com patrões após assembleia realizada na noite de quarta-feira. O impasse gira em torno de reajuste salarial e vale-refeição. A categoria pode paralisar os ônibus a qualquer momento, afetando 4 milhões de passageiros por dia.

O impasse que ninguém quer

Não é frescura. Rodoviários pedem reajuste de 15% nos salários e aumento de 20% no vale-refeição. Os patrões oferecem 8% e 10%, respectivamente. A diferença parece pequena no papel, mas faz uma baita diferença no bolso de quem dirige o dia inteiro.

Segundo o Sindicato dos Rodoviários do Rio, a categoria não aceita proposta abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que gira em torno de 4,5% (IBGE, IPCA, mai/2026). Mas o reajuste salarial é só parte do problema.

Vale-refeição: o nó da questão

O vale-refeição atual é de R$ 22 por dia. Os rodoviários querem R$ 26,40. Os patrões oferecem R$ 24,20. Parece troco, mas pra quem passa 8 horas no trânsito carioca, um sanduíche a mais faz diferença.

O que dizem os patrões

As empresas alegam que a planilha de custos não fecha. Dizem que a queda de 12% no número de passageiros desde 2019 (dados da RioÔnibus) inviabiliza o reajuste pedido. E que o aumento de 15% nos salários representaria R$ 80 milhões extras por ano.

E a prefeitura?

A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, disse que acompanha as negociações e espera que as partes cheguem a um acordo. Mas até agora, nenhuma mediação concreta.

O que pode acontecer

Se não houver acordo até sexta-feira, a categoria promete greve por tempo indeterminado. Isso significa:

  • Ônibus parados em todas as regiões
  • 4 milhões de passageiros sem transporte
  • Superlotação em BRT, metrô e trens
  • Trânsito ainda pior que o normal

Como se preparar

Se você depende de ônibus no Rio, já pode ir pensando num plano B:

  1. Aplicativos de carona: Waze Carpool, BlaBlaCar, grupos de WhatsApp
  2. Horários alternativos: sair mais cedo ou mais tarde pode ajudar
  3. Bike: a cidade tem ciclovias, mas não pra todo mundo
  4. Home office: se seu trabalho permite, já negocia

como pedir home office na última hora

Perguntas Frequentes

Quando começa a greve dos rodoviários do Rio?

Se não houver acordo até sexta-feira, a greve pode começar na segunda-feira seguinte.

Quais linhas de ônibus serão afetadas?

Todas as linhas municipais e intermunicipais operadas por empresas filiadas ao sindicato patronal.

Quanto tempo pode durar a greve?

Não há previsão. Em 2024, a greve dos rodoviários durou 3 dias.

O que fazer se a greve pegar meu trajeto?

Procure alternativas como metrô, trem, BRT, carona ou home office.

Os rodoviários têm direito à greve?

Sim, desde que respeitados os 70% da frota em horários de pico, conforme lei.

Como acompanhar as negociações?

Pelo site do Sindicato dos Rodoviários ou pela RioÔnibus.

No fim, a gente torce pelo acordo. Mas, como diria o letreiro do ônibus, "próximo em 5 minutos", a gente já sabe que pode demorar um pouco mais.

Tomás Wenzel

Editoria Destaques

Tomás Wenzel cobre o setor de meios de pagamento e crédito no Blog Sem Juízo. Análises técnicas, sem viés comercial.