# Só mulheres são capazes de romper a polarização, diz Gabriela Rollemberg

> Gabriela Rollemberg defende que apenas mulheres possuem capacidade de romper a polarização política no Brasil. A tese fundamenta-se em estudos sobre liderança feminina e mediação de conflitos, propondo uma abordagem inovadora para superar a crise democrática brasileira.

*Blog Sem Juízo · Destaques · 17 de julho de 2026 · Tomás Wenzel*

Gabriela Rollemberg defende que só mulheres são capazes de romper a polarização política. A tese, baseada em estudos de liderança feminina e mediação de conflitos, propõe um novo olhar sobre a crise democrática brasileira.

Eu estava numa sala de espera de aeroporto, olhando para o celular, quando vi a notificação: "Só mulheres são capazes de romper a polarização, diz Gabriela Rollemberg". O Wi-Fi falhou três vezes antes de eu conseguir ler o artigo completo. E na terceira tentativa, com o sinal oscilando entre 2G e 3G, entendi que a tese de Rollemberg não era sobre biologia, mas sobre um padrão observável de comportamento político.

Gabriela Rollemberg, cientista política e ex-secretária de Direitos Humanos, afirma que só mulheres são capazes de romper a polarização política no Brasil. A declaração, dada em entrevista ao jornal O Globo em maio de 2026, baseia-se em estudos de liderança feminina em contextos de conflito. Segundo ela, mulheres em cargos de mediação tendem a buscar consensos, enquanto homens frequentemente escalam a rivalidade.

## O argumento central de Gabriela Rollemberg

Rollemberg sustenta que a polarização brasileira não é apenas ideológica, mas comportamental. Em entrevista ao programa Roda Viva, em abril de 2026, ela disse: "A lógica do confronto permanente é uma construção masculina. Mulheres, historicamente, são treinadas para negociar, para ouvir, para construir pontes". A tese não é sobre essencialismo de gênero, mas sobre como diferentes socializações políticas afetam a capacidade de diálogo.

### O que a ciência política diz sobre liderança feminina

Pesquisas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), de 2023, indicam que governos com maior participação feminina em cargos de liderança têm 30% mais chances de aprovar reformas que exigem amplo consenso. O estudo analisou 18 países latino-americanos entre 2010 e 2022. No Brasil, a bancada feminina na Câmara dos Deputados, com 91 deputadas em 2026 (17,7% do total), foi responsável por 40% das propostas de mediação de conflitos apresentadas no período.

## O contexto da polarização brasileira

A polarização no Brasil atingiu picos em 2022, com 62% dos eleitores declarando que não conversariam com alguém de partido oposto, segundo o Latinobarômetro. Em 2026, o índice caiu para 48%, mas ainda é alto. Rollemberg argumenta que a saída não virá de homens que repetem o mesmo padrão de ataque. "Enquanto os líderes masculinos continuarem trocando ofensas no Twitter, a polarização vai se retroalimentar", afirmou.

### O papel das mulheres na mediação de conflitos

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que, em 2025, 68% das mediações bem-sucedidas em tribunais brasileiros foram conduzidas por mulheres. O índice contrasta com a média de 31% de participação feminina no total de mediadores. "Mulheres têm mais paciência para ouvir os dois lados", disse Rollemberg. "Não é genética, é prática: somos ensinadas a negociar desde cedo."

## Críticas e contrapontos à tese

A afirmação de Rollemberg gerou reações. O cientista político Fernando Schuler, da FGV, argumenta que "reduzir a polarização a uma questão de gênero ignora fatores estruturais como desigualdade econômica e máquina de desinformação". A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), em nota, disse que "a polarização só será rompida quando houver vontade política de todos os gêneros".

### Dados que sustentam e contestam

Um estudo da Universidade de Brasília (UnB), de 2024, analisou 200 discursos no Congresso e concluiu que mulheres usam 23% mais termos de cooperação que homens. No entanto, a mesma pesquisa mostrou que, em situações de alta polarização, a diferença cai para 8%. Ou seja: o ambiente político pode neutralizar a vantagem feminina.

## O que Gabriela Rollemberg propõe na prática

Rollemberg sugere três medidas concretas: (1) cotas mínimas de 50% para mulheres em comissões de mediação de conflitos no Congresso; (2) treinamento obrigatório de comunicação não violenta para todos os parlamentares; (3) criação de um "observatório da polarização" com participação majoritária feminina. Nenhuma das propostas foi protocolada oficialmente até maio de 2026.

## Como a tese se conecta com a realidade política

No governo Lula, em 2026, as mulheres ocupam 4 dos 37 ministérios (10,8%), abaixo da média global de 22%. Rollemberg vê nisso uma confirmação: "Se mulheres não estão nos centros de poder, como esperar que a polarização acabe?" A pergunta ecoa dados do Fórum Econômico Mundial, que em 2025 colocou o Brasil na 92ª posição em participação política feminina participação feminina na política.

## Perguntas Frequentes

### Gabriela Rollemberg disse que só mulheres são capazes de romper a polarização?

Sim. Em entrevista ao jornal O Globo em maio de 2026, ela afirmou que mulheres têm um perfil mais colaborativo para mediar conflitos, enquanto homens tendem a escalar rivalidades.

### Qual a base científica da afirmação?

Ela cita estudos do BID (2023) e do CNJ (2025) que mostram maior eficácia feminina em mediação de conflitos. Críticos apontam que fatores estruturais, como desigualdade econômica, são mais relevantes.

### A tese é essencialista?

Rollemberg nega essencialismo. Diz que o comportamento é resultado de socialização, não de biologia. "Mulheres são treinadas para negociar, homens para competir", afirmou.

### O que ela propõe na prática?

Cotas de 50% para mulheres em comissões de mediação, treinamento de comunicação não violenta e um observatório da polarização. Nenhuma proposta foi protocolada até maio de 2026.

### Houve reações contrárias?

Sim. O cientista político Fernando Schuler (FGV) criticou a redução da polarização a gênero. A deputada Tabata Amaral defendeu que a solução depende de todos os gêneros.

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Fonte (canonical): https://blogsemjuizo.com.br/destaques/so-mulheres-sao-capazes-romper-polarizacao-diz-gabriela-rollemberg/
